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domingo, 22 de julho de 2012

Mark Cavendish vence em Paris, Bradley Wiggins vence o Tour de France 2012



Mark Cavendish (Sky) venceu a última etapa da 99ª edição do Tour de France nos Champs Élysées, enquanto Bradley Wiggins (Sky) confirmava a sua vitória do Tour de France 2012, o primeiro britânico a alcançar tal feito. Cavendish venceu em Paris pelo 4º ano consecutivo, um novo recorde para o ciclista da Isle of Man, batendo ao sprint Peter Sagan (Liquigas) e Matthew Goss (Orica).

A Etapa


A 20ª e última etapa do Tour de France 2012 levou os ciclistas de Rambouillet a Paris e aos Champs Élysées, num percurso de 120 km. A 99ª edição da Grande Boucle chegava ao seu fim com uma etapa de consagração para os ciclistas que conseguiram atingir Paris depois de 3 semanas de prova em alta competição. No final, a etapa estava destinada para ser disputada entre os grandes sprinters do pelotão.

A primeira parte da etapa desenrolou-se em ritmo de passeio, com os ciclistas a posarem para as fotografias e a falarem uns com os outros com boa disposição. Com a chegada a Paris, a etapa começava a aquecer, com a vitória na etapa por decidir.

Os ataques começavam a acontecer logo no início da 1ª das 8 voltas ao circuito dos Champs Élysées. George Hincapie e Christopher Horner foram os primeiros a tentar escapar do pelotão, embora sem muito sucesso. De seguida, foi Jens Voigt e Danilo Hondo a saltarem para a frente da corrida com 40 km para a meta. Os dois germânicos conseguiam ganhar alguma vantagem enquanto mais ciclistas atacavam o pelotão.

A 25 km da meta, o grupo da fuga continha 11 elementos, onde se incluía Rui Costa, e 27 segundos de vantagem para o pelotão, que ia sendo comandado pelas equipas da Sky e da Liquigas. Na 7ª passagem pela meta, três ciclistas destacavam-se do grupo da frente com 20 segundos de vantagem: Voigt, Costa e Sébastien Minard.

Mas o pelotão estava sempre a manter a vantagem controlada e o trio de fugitivos foram apanhados a 3 km da meta. Os vários comboios lutaram entre si pela liderança no pelotão, mas o camisola amarela Wiggins veio para a frente com 1000 metros restantes e desde aí a Sky liderou a corrida. Com 600m, Edvald Boasson Hagen tomou a liderança e com 350m para a meta Cavendish começou o seu sprint e nunca foi importunado até à meta.

As Classificações


Classificação da etapa:
1.           Mark Cavendish (GBr) Sky – 3:08:07
2.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
3.           Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – s.t.
4.           Juan Jose Haedo (Arg) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
5.           Kris Boeckmans (Bel) Vacansoleil-DCM – s.t.
6.           Gregory Henderson (Nzl) Lotto-Belisol – s.t.
7.           Borut Bozic (Slo) Astana – s.t.
8.           André Greipel (Ger) Lotto-Belisol – s.t.
9.           Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky – s.t.
10.        Jimmy Engoulvent (Fra) Saur-Sojasun – s.t.
59.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:00:09
73.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.

Classificação geral final:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 87:34:47
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:03:21
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:06:19
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:10:15
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:11:04
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:15:41
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:15:49
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:16:26
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:16:33
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:17:17
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:37:03
50.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:47:14      

Classificação por pontos final:
1.       Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – 421 pts
2.       André Greipel (Ger) Lotto-Belisol – 280 pts
3.       Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – 268 pts

Classificação da montanha final:
1.       Thomas Voeckler (Fra) Europcar – 135 pts
2.       Fredrik Kessiakoff (Swe) Astana – 123 pts
3.       Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 77 pts

Classificação da juventude final:
1.       Tejay Van Garderen (USA) BMC – 87:45:46
2.       Thibaut Pinot (Fra) FDJ Big-Mat – 0:06:13
3.       Steven Kruijswijk (Ned) Rabobank – 1:05:48

Classificação por equipas final:
1.       RadioShack-Nissan – 263:12:01
2.       Sky – 0:05:34
3.       BMC – 0:36:36

Prémio super combativo:
1.       Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank

sábado, 21 de julho de 2012

Wiggins domina o CRI na etapa 19 e garante a vitória no Tour de France 2012



Bradley Wiggins venceu a 19ª etapa do Tour de France com mais uma performance bombástica no contrarrelógio individual. O domínio da Sky continuou com Christopher Froome a fazer 2º (Richie Porte fez 5º) enquanto Luis Leon Sanchez (Rabobank) alcançou o 3º lugar no CRI. Bradley Wiggins cimentou a sua posição de líder da Grande Boucle e parte com a camisola amarela para a etapa de consagração em Paris.

A Etapa


A penúltima etapa do Tour de France 2012 foi um contrarrelógio individual de 53.5 km, que levou os ciclistas de Bonneval a Chartres. Um contrarrelógio mais longo, mas menos técnico e com menos dificuldades do que o primeiro CRI da etapa 9. O CRI tinha dois pontos intermédios de cronometragem, o 1º ao km 14 e o 2º ao km 30.5. Já com muitos especialistas fora do Tour, a vitória da etapa parecia destinada para o camisola amarela Bradley Wiggins.

O primeiro ciclista a partir foi Jimmy Engoulvent (Saur), que chegou à meta com um tempo fraco de 1’12’49. Entretanto, Patrick Gretsch (Argos) foi batendo os tempos nos dois pontos intermédios e acabou o CRI com um tempo de 1’06’41, que lhe dava o primeiro lugar provisório.

David Zabriskie e Vasili Kiryienka eram os ciclistas que mais se aproximavam do alemão, terminando as suas provas com 44 e 18 segundos de atraso respetivamente. O primeiro ciclista a bater os tempos de Gretsch era Luis Leon Sanchez, o campeão nacional de contrarrelógio espanhol. Sanchez acabou o CRI no 1º lugar provisório com um tempo de 1’06’03 e 38 segundos de vantagem para o ciclista alemão.

Os ciclistas iam partindo e acabando a sua prova e na entrada em ação do top20, Sanchez continuava em 1º lugar em ambos os pontos intermédios e na meta. Apenas Richie Porte e Peter Velits chegavam perto do tempo do espanhol com um tempo final na meta de 1’06’38 e de 1’06’15, fazendo 3º e 2º provisórios respetivamente.

Mais atrás, a luta por um lugar no top10 começava a aquecer, com Andreas Kloden a passar no 1º ponto com 13 segundos de atraso para Sanchez. Com todos os ciclistas já na estrada, os tempos dos top10 começavam a aparecer no 1º ponto. Enquanto Cadel Evans fazia um péssimo tempo com 1’10 de atraso, o seu companheiro Tejay Van Garderen batia o tempo de Sanchez nesse mesmo ponto por 3 segundos.

Vincenzo Nibali passava no 1º ponto com 6 segundos de atraso para o ciclista da BMC, mas de seguida passava Froome com o melhor tempo, retirando 23 segundos, e logo a seguir o camisola amarela Wiggins batia outra vez o melhor tempo com menos 12 segundos que o seu companheiro.

Van Garderen, apesar do bom tempo inicial e de dobrar Cadel Evans, já só fazia o 4º tempo no segundo ponto intermedio. Froome e Wiggins voltaram a bater o tempo de Sanchez, mas já com uma vantagem de 54 segundos de Wiggins para Froome.

Na meta, Van Garderen fazia o 5º lugar provisório, com ainda Luis Leon Sanchez a liderar a corrida. Mas seria o duo britânico a dominar mais uma vez o contrarrelógio, com Christopher Froome a fazer 34 segundos melhor que Sanchez e com Bradley Wiggins a destruir a concorrência com um tempo de 1’04’13 e 1’16 melhor do que o seu companheiro da Sky.

As Classificações


No top10 apenas houve uma alteração de posições com Evans e Haimar Zubeldia a trocarem de lugares. Bradley Wiggins alargou a sua vantagem e mantém a camisola amarela. Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas, Peter Sagan mantém a camisola verde e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.

Classificação da etapa:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 1:04:13
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:01:16
3.           Luis Leon Sanchez (Esp) Rabobank – 0:01:50
4.           Peter Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – 0:02:02
5.           Richie Porte (Aus) Sky – 0:02:25
6.           Patrick Gretsch (Ger) Argos – Shimano – 0:02:28
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:02:34
8.           Vasili Kiryienka (Blr) Movistar – 0:02:46
9.           Rein Taaramae (Est) Cofidis – 0:02:50
10.        Jérémy Roy (Fra) FDJ – Big Mat – 0:03:05
84.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:07:01
88.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:07:12

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 84:26:31
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:03:21
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:06:19
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:10:15
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:11:04
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:15:43
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:15:51
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:16:31
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:16:38
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:17:17
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:37:03
50.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:47:14  

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Wiggins vence etapa 9, Sky faz a "dobradinha" com Froome



Bradley Wiggins venceu a etapa 9 do Tour de France num contrarrelógio individual de 41.5 km que ligou Arc-et-Senans a Besançon. O camisola amarela bateu o seu companheiro de equipa Christopher Froome e o suíço Fabian Cancellara. Wiggins alargou a sua vantagem na classificação geral para Cadel Evans para 1’53, com Froome a subir ao 3º lugar a 2’07. Rui Costa continuou a sua boa performance no Tour com um 14º no CRI e a subir ao 11º posto na classificação geral.

A Etapa


A 9ª etapa da 99ª edição do Tour de France foi um contrarrelógio individual de 41.5 km que ligou Acr-et-Senans a Besançon. Um contrarrelógio mais complicado do que o perfil indicava era, ainda assim, um CRI para os especialistas. O primeiro ponto de cronometragem situava-se no topo de uma colina ao km 16.5 e o segundo numa seção plana ao km 31.5.

O primeiro ciclista a inicia o contrarrelógio foi o lanterne rouge Brice Feillu que fez um tempo modesto final de 57’33. Um dos primeiros outsiders à vitória na etapa a partir era Gustav Larsson, foi o 13º ciclista a partir. Larsson arrecadou o melhor tempo nos 2 pontos de cronometragem e acabou com um tempo de 54’19. Atrás de Larsson vinha Luis Leon Sanchez, que acabou a 13 segundos do sueco e companheiro de equipa Lieuwe Westra, que acabaria por ocupar o 1º lugar provisório na meta com um tempo de 54’09.

David Millar, outro outsider à vitória na etapa, acabou o seu crono na 4ª posição provisória enquanto Tony Martin começava a sua prova. O campeão do mundo na especialidade viria a bater os tempos nos 2 pontos intermédio e na meta, subindo ao 1º lugar provisório com um tempo de 53’40 feito a uma velocidade média de 46.4 km/h. Contudo, Martin viu-se obrigado a correr durante algum tempo com um pneu furado, o que não lhe permitiu fazer um tempo mais forte para competir pela vitória na etapa.

Após 2/3 do pelotão terem completado a sua prova, Tony Martin mantinha o seu 1º lugar, com Sérgio Paulinho a fazer um CRI sólido e a terminar no 21º lugar provisório com um tempo de 56’29. Mas um dos grandes favoritos à etapa acabava por começar o seu CRI, Fabian Cancellara. O campeão do Mundo no CRI por quatro ocasiões rapidamente mostrava as suas intenções com o melhor tempo no 1º ponto de cronometragem e já com 39 segundos de vantagem para Tony Martin.

Fabian Cancellara continuou a dominar o CRI, terminando a prova no 1º lugar provisório com um tempo de 52’21e uma vantagem de 1’19 para o campeão do mundo. Enquanto Cancellara dominava a etapa, havia outros nomes importantes na estrada. Sylvain Chavanel esteve em grande forma terminando no 2º lugar provisório com 52’48 a 27 segundos do líder assim como Peter Velits, que terminou no 3º lugar provisório com 53’23.

A etapa ia aproximando-se do fim, faltando terminar os primeiros 25 da classificação geral. Ciclistas como Andreas Kloden, Janez Brajkovic e Jerome Coppel iam fazendo bons tempos, mas era Tejay Van Garderen a surpreender com o melhor tempo no 1º ponto de cronometragem. Rui Costa também mostrava boas sensações ao fazer o 7º lugar provisório no 1º ponto de cronometragem.

Van Garderen continuou a sua excelente performance com o melhor tempo no 2º ponto, mas acabou por não conseguir bater Cancellara na meta, terminando com o tempo de 52’30. Rui Costa continuou a sua boa performance, terminando no 7º lugar provisório com um tempo de 53’46.

Mas a verdadeira história da etapa estava apenas começar. Christopher Froome foi o primeiro a fazer o melhor tempo no 1º ponto de cronometragem com 21’10 para apenas ser batido alguns minutos depois pelo seu companheiro Bradley Wiggins por 5 segundos. O duo britânico esteve imparável em toda a etapa, tendo alcançado os 2 melhores tempos nos pontos intermédios e na meta, com Wiggins a terminar em 1º com um tempo de 51’24 e Froome em 2º com um tempo de 51’59. A performance dos britânicos ofuscou as performances dos outros candidatos a um top10 final, com Cadel Evans a 1’43 em 5º, Vincenzo Nibali a 2’07 em 8º e Denis Menchov a 2’08 em 9º.

As Classificações


O contrarrelógio individual resultou em várias alterações na classificação geral, as principais sendo a subida de Froome ao 3º posto e o alargar da vantagem de Wiggins para toda a concorrência. Rui Costa conseguiu com a sua performance no CRI subir um posto na classificação geral e ocupa agora a 11ª posição. Bradley Wiggins mantém a sua camisola amarela, Peter Sagan mantém a sua camisola verde e Frederik Kessiakoff mantem a sua camisola as bolinhas. Na classificação da juventude houve alterações devido à excelente performance de Tejay Van Garderen, que enverga agora a camisola branca.

Classificação da etapa:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 0:51:24
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:00:35
3.           Fabian Cancellara (Swi) RadioShack-Nissan – 0:00:57
4.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:01:06
5.           Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-QuickStep – 0:01:24
6.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:01:43
7.           Peter Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – 0:01:59
8.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:07
9.           Denis Menchov (Rus) Katusha – 0:02:08
10.        Andreas Kloden (Ger) RadioShack-Nissan – 0:02:09
14.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:02:22
58.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:05:05

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 39:09:20
2.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:01:53
3.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:07
4.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
5.           Denis Menchov (Rus) Katusha – 0:03:02
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:03:19
7.           Maxime Monfort (Bel) RadioShack-Nissan – 0:04:23
8.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:05:14
9.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:20
10.        Nicolas Roche (Irl) Ag2R LA Mondiale – 0:05:29
11.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:05:46
57.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:28:25



Amanhã não há etapa, pois é o 1º dia de descanso do Tour. O Tour regressa em grande na quarta-feira 11 de Julho com a alta montanha.

sábado, 7 de julho de 2012

Sky demolidora: Froome vence a 7ª etapa, Wiggins de amarelo



Christopher Froome (Sky) venceu a primeira chegada em alto do Tour de France 2012, batendo no topo Cadel Evans (BMC) e o companheiro e novo camisola amarela Bradley Wiggins (Sky). Numa tirada de 199 km de Tomblaine a La Planche des Belles Filles, a ação da etapa resumiu-se à subida final para a linha de meta e foi dominada por uma fortíssima Sky, que levou Wiggins à amarela e Froome à vitória da etapa e novo camisola das bolinhas.  Os únicos que conseguiram manter o ritmo do duo britânico nos últimos kms foram o vencedor do Tour 2011 Evans, vencedor da Vuelta 2010 Vincenzo Nibali e vencedor da camisola branca no Tour 2011 Rein Taaramae. Rui Costa subiu ao 15º lugar na classificação geral.

A Etapa


A etapa nº 7 ligou Tomblaine a La Planche des Belles Filles em 199 km, na primeira chegada em alto do Tour de France 2012. A etapa prometia muita ação nos últimos 6 km, mas os restantes 190 eram apenas marcados por duas contagens de 3ª categoria. O Tour ainda não estava propriamente nas etapas montanhosas.

A etapa começou, como habitual, com a formação da fuga logo nos km iniciais. A partir duma tentativa de fuga inicial composta por 19 ciclistas não sucedida, 7 ciclistas conseguiram juntar-se ao km 15 e formar a fuga do dia, composta por Christophe Riblon (Ag2R), Chris Anker Sorensen (Saxo Bank), Martin Velits (Omega), Michael Albasini (Orica), Cyril Gautier (Europcar), Dmitri Fofonov (Astana) e Luis Leon Sanchez (Rabobank). A fuga foi ganhando vantagem na primeira hora de corrida, que foi feita a uma velocidade de 43.9 km/h, o início de uma etapa mais rápida no Tour de France 2012.

Entretanto no pelotão, noticia de mais um abandono resultante da queda de ontem. Anthony Delaplace (Saur) fraturou o pulso e apesar de ter tentado manter-se em prova, o francês viu-se a obrigar a abandonar, baixando o nº de ciclistas em prova para 181. À medida que os ciclistas iam-se aproximando do sprint intermedio e da primeira contagem de 3ª categoria a vantagem da fuga ia se mantendo acima dos 5 minutos.

A etapa continuou a desenrolar sem incidentes até ao sprint intermédio, onde os principais favoritos à camisola verde lutaram pelos restantes pontos disponíveis após a passagem da fuga. Peter Sagan venceu ao sprint Matthew Goss após um lançamento esquisito pela GreenEdge. Logo de seguida os ciclistas começaram a subir a primeira montanha de 3ª categoria, a qual foi ultrapassada em 1º lugar por Sorensen, um dos candidatos na luta pela camisola da montanha. A fuga passou o topo com 5 minutos de vantagem sobre o pelotão.

A 60 km para a meta a fuga mantinha uma vantagem saudável de 4’45 e a etapa decorria sem incidentes, com um pelotão a ser controlado pelas equipas da Liquigas, BMC e Sky. Na próxima contagem de montanha a 50 km do fim foi Sorensen outra vez a passar em 1º lugar. A fuga ia perdendo tempo com o decorrer dos quilómetros e a 15 km do fim tinham pouco mais de um minuto de vantagem. Era já garantido que a vitória ia ser contestada pelos favoritos à geral.

Ainda antes do inicio da subida para La Planche des Belles Filles, o infortúnio bateu à porta de dois favoritos, com Van Den Broeck a ter um problema mecânico a 10 km do fim e Alejandro Valverde com um furo mesmo antes de começar a subida. O tempo perdido pelos 2 ciclistas ia impedi-los de se juntarem na subida aos favoritos. Os dois resistentes da fuga, Albasini e Sorensen, foram apanhados logo no inicio da subida por um pelotão liderado pela Sky.

A partir do início da subida, foi um one-team show até ao final. A Sky esteve demolidora, com Michael Rogers, Richie Porte, Froome e Wiggins. Os ciclistas iam caindo como moscas com o ritmo imposto por Rogers e Porte na 1ª parte da subida e por Froome nos últimos 2.5 km. Desde Andreas Kloden a Janez Brajkovic, de Samuel Sanchez a Denis Menchov, o ritmo imposto pela Sky era demasiado forte exceto para Evans, Nibali e Taaramae.

Estes três ciclistas juntamente com a dupla da Sky Wiggins e Froome chegaram juntos aos 500 metros, onde Evans passou para a frente na tentativa da vitória na etapa. Contudo Froome ainda tinha energias no tanque e contra-atacou Evans ganhando rapidamente vantagem em relação ao australiano e vencendo a etapa com relativa facilidade. Evans e Wiggins chegaram juntos a 2 segundos, com Nibali em 4º a 7 segundos e Taaramae 5º a 19 segundos. Rui Costa, que ficou a ajudar Valverde a minimizar as suas perdas, terminou a etapa na 23ª posição.

As Classificações


Como seria de esperar após a primeira chegada em alto, houve várias alterações no top10 da classificação geral e as diferenças entre os favoritos à vitória final começam a alargar. Bradley Wiggins é agora o novo líder da classificação geral, com Evans em 2º e Nibali em 3º. Dentro do top20 ainda se encontram Samuel Sanchez (12º), Van Den Broeck (13º), Kloden (16º) e Brajkovic (17º). O português Rui Costa, apesar de ter ficado a ajudar o seu líder Valverde, subiu ao 15º posto. Sagan continua líder na classificação por pontos, Froome é o novo líder na classificação da montanha e Rein Taaramae é o novo líder na classificação da juventude.

Classificação da etapa:
1.           Christopher Froome (GBr) Sky – 4:58:35
2.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:00:02
3.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – s.t.
4.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:00:07
5.           Rein Taaramae (Est) Cofidis – 0:00:19
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan –0:00:44
7.           Pierre Roland (Fra) Europcar – 0:00:46
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – s.t.
9.           Denis Menchov (Rus) Katusha – 0:00:50
10.        Maxime Monfort (Bel) RadioShack-Nissan – 0:00:56
23.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:01:52
76.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:06:35

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 34:21:20
2.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:00:10
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:00:16
4.           Rein Taaramae (Est) Cofidis – 0:00:32
5.           Denis Menchov (Rus) Katusha – 0:00:54
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:00:59
7.           Maxime Monfort (Bel) RadioShack-Nissan – 0:01:09
8.           Nicolas Roche (Irl) Ag2R La Mondiale – 0:01:22
9.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:01:32
10.        Michael Rogers (Aus) Sky – 0:01:40
15.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:02:25
76.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:18:48