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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

1ª semana de Vuelta a España

Pois é, uma semana de volta e muita montanha, mas também sprintes.
Aqui duas vertentes diferentes, em sprint, o ciclista da Argos, Degenkolb, domina totalmente com já 3 vitórias.
Na montanha é outra história, domínio espanhol com um britânico a atrapalhar.
Com uma vitória temos Joaquín Rodriguez, camisola vermelha que significa líder da Vuelta, já com 53 segundos sobre o britânico Froome, e a já 1 minuto de Alberto Contador, outro espanhol que regressa às grandes provas depois de estar envolvido em mais um escândalo do dopping.
Em quarto está mais um espanhol, a 1 minuto e 7 segundos do líder, mas já com duas vitórias e com azares pelo meio, de seu nome Alejandro Valverde.
Teoricamente a vantagem de Rodriguez será totalmente anulada por Froome e Contador no contra-relógio individual.
Espera espectáculo, muito espectáculo daqui para a frente na Vuelta a não perder.

domingo, 29 de julho de 2012

Vinokourov vence medalha de ouro na prova de ciclismo de estrada nos Jogos Olímpicos 2012



Alexander Vinokourov venceu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos na prova de ciclismo de estrada em linha. O cazaque bateu ao sprint o colombiano Rigoberto Uran, enquanto Alexander Kristoff (Noruega) cruzou a meta em 3º lugar 8 segundos depois. O norueguês fez parte da fuga do dia enquanto Vino e Uran fizeram parte dos vários ataques no circuito de Box Hill. Ambos os grupos de fugitivos mantiveram-se sempre na frente, com o pelotão, liderado pela equipa britânica na totalidade da prova, sem força para os apanhar nos 40 km finais planos.

“Não venci nenhuma etapa no Tour (de France), mas hoje o sonho tornou-se realidade” disse Vinokourov na meta. “ É bom acabar a minha carreira com uma medalha de ouro (…) Depois de muitas quedas, o retorno ao ciclismo foi muito difícil. Eu ainda tenho uma placa metálica no meu fémur, por isso não foi nada fácil. Contudo, eu estava esperançado num bom resultado. A minha família e os meus filhos apoiaram-me sempre. Eu tenho a medalha de ouro e posso agora visualizar a minha retirada.”

A corrida foi atacada muitas vezes por quase todas as nações, enquanto a perseguição do pelotão aos ataques estava apenas nos ombros da Grã-Bretanha, o que se tornou muito complicado devido ao facto das grandes equipas, como é o caso da Grã-Bretanha, terem apenas 5 ciclistas em vez dos 9 ciclistas nos campeonatos do Mundo. Poucos ciclistas para controlar uma corrida de 250 km. Assim, Mark Cavendish e os restos dos sprinters chegaram apenas após 26 ciclistas.

Uma nota mais negativa para Fabian Cancellara. O suíço estava incluído no grupo da frente e era um dos grandes candidatos à vitória. Mas, a 10 km da meta, uma curva mais traiçoeira traiu o 1º camisola amarela do Tour de France 2012 que foi contra as barreiras, eliminando-se da disputa pela vitória na prova e prejudicando muito seriamente as suas aspirações à prova de contrarrelógio individual do dia 1 de Agosto.

Por parte dos três portugueses, nota muito positiva para Rui Costa que fez parte dos vários ataques no Box Hill e terminou no grupo da frente em 13º lugar. Manuel Cardoso e Nelson Oliveira terminarão no grupo dos sprinters.



Classificação final:

1.       Alexander Vinokourov (Kaz) – 5:45:57
2.       Rigoberto Uran (Col) – s.t.
3.       Alexander Kristoff (Nor) – 0:00:08
4.       Taylor Phinney (USA) – s.t.
5.       Sergey Lagutin (Uzb)
6.       Stuart O’Grady (Aus) – s.t.
7.       Jurgen Roelandts (Bel) – s.t.
8.       Gregory Rast (Swi) – s.t.
9.       Luca Paolini (Ita) – s.t.
10.   Jack Bauer (NZl) – s.t.
13.   Rui Costa (Por) – s.t.
49.   Manuel Cardoso (Por) – 0:00:40
69.   Nelson Oliveira (Por) – s.t.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ciclismo em Agosto



A prova mais importante e mais conhecida do mundo do ciclismo é claramente o Tour de France. Contudo, o ciclismo não começa nem acaba com a Grande Boucle e este ano os fãs tem menos de uma semana de descanso com os Jogos Olímpicos já aí à porta. Mas, vamos primeiro dar uma olhadela ao mês de Agosto, que é fértil em provas de ciclismo, e ver quais são as principais corridas que o próximo mês nos reserva:


01/08 – 05/08 Vuelta a Burgos: Uma prova por etapas na província de Burgos em Espanha normalmente marcada por etapas de média e alta montanha, a Vuelta a Burgos faz parte do UCI Europe Tour. Este ano é a 34ª edição da prova (a primeira edição foi em 1946), que conta com nomes ilustres na sua lista de vencedores como Pedro Delgado e Laurent Jalabert. Este ano a prova conta com 18 equipas, incluindo 8 UCI Pro Team, e decorre em 5 etapas, sendo a etapa-rainha a 5ª e última etapa. De notar que nos últimos três anos, um ciclista que fez top3 aqui acabou por vencer a Vuelta a Espana nesse mesmo ano.

2009.     1º Alejandro Valverde; 2º Xavier Tondo; 3º Thomas Danielson
2010.       1º Samuel Sanchez; 2º Ezequiel Mosquera; 3º Vincenzo Nibali
2011.       1º Joaquin Rodriguez; 2º Daniel Moreno; 3º Juan Jusé Cobo


06/08 – 12/08 Eneco Tour: Também conhecido como Tour du Benelux, é uma prova por etapas nos países da Holanda e Bélgica normalmente constituída por etapas planas e dois contrarrelógios. O Eneco Tour é uma prova jovem, sendo esta a 8ª edição, mas faz parte do UCI World Tour, por isso todas as grandes equipas vão estar presentes, num total de 18 equipas durante 7 etapas, incluindo um contrarrelógio por equipas de 18.9 km e um contrarrelógio individual de 17.4 km. Este ano a prova têm o apelo extra de marcar o retorno de Alberto Contador à competição.

2009.        1º Edvald Boasson Hagen; 2º Sylvain Chavanel; 3º Sebastian                           Langeveld
2010.        1º Tony Martin; 2º Koos Moerenhout; 3º Edvald Boasson Hagen
2011.        1º Edvald Boasson Hagen; 2º Philippe Gilbert; David Millar


14/08 Clasica Ciclista San Sebastian: Uma clássica, uma prova de um dia na zona do País Basco em Espanha normalmente destinada para os trepadores e homens de meia montanha, a Clasica San Sebastian faz parte do UCI World Tour. Este ano é a 32ª edição da prova, tendo sido realizada todos os anos desde a sua 1ª edição em 1981, que conta com nomes ilustres na sua lista de vencedores como Miguel Indurain e Lance Armstrong.

2009.        1º Carlos Barredo; 2º Roman Kreuziger; 3º Mickael Delage
2010.        1º Luis Leon Sanchez; 2º Alexander Vinokourov; 3º Carlos Sastre
2011.        1º Philippe Gilbert ; 2º Carlos Barredo ; 3º Greg Van Avermaet


14/08 – 17/08 Tour du Limousin: Uma prova por etapas percorrida na região de Limousin em França, o Tour du Limousin faz parte do UCI Europe Tour. Esta é a 45ª edição da prova (a 1ª edição foi em 1968), que conta com alguns nomes ilustres na sua lista de vencedores, como Bernard Hinault. São 4 etapas feitas em terreno acidentado com 17 equipas no pelotão, incluindo 3 UCI Pro Team.

2009.        1º Mathieu Perget; 2º David Arroyo; 3º Xavier Florencio
2010.        1º Gustav Larsson ; 2º Sebastian Langeveld ; 3º Nicolas Vogondy
2011.        1º Bjorn Leukemans; 2º Mathieu Ladagnous ; 3º Florian Guillou


15/08 – 26/08 Volta a Portugal: Apesar de ser a prova com o ranking mais baixo neste grupo, a Volta a Portugal é nos especial e não poderia de deixar de aparecer. Uma prova por etapas realizada em Portugal, a Volta a Portugal faz parte do UCI Europe Tour. Esta é uma das provas por etapas mais antigas, sendo esta é a 74ª edição (a primeira foi em 1927). 12 dias de prova, que conta com um prólogo, um dia de descanso, duas chegadas em alto à Srª da Graça e à Torre, um CRI de 32.6 km em Leiria e a etapa final com chegada a Lisboa. No total são 16 equipas que vão participarem com 6 equipas do UCI Professional Continental, contudo nenhuma equipa do UCI World Tour vai estar presente.

2009.        1º David Blanco; 2º David Bernabeu; 3º Ruben Plaza
2010.        1º David Blanco; 2º David Bernabeu; 3º Sergio Pardilla
2011.        1º Ricardo Mestre; 2º André Cardoso; 3º Rui Sousa


18/08 Tre Valli Varesine: Uma prova de um dia na região da Lombardia em Italia, com um perfil acidentado com pequenas colinas, que faz parte do UCI Europe Tour. É uma corrida já muito antiga (a 1ª edição foi em 1919), sendo este ano a 92ª edição da prova, que conta com nomes ilustres na sua lista de vencedores como Fausto Coppi, Gino Bartali e Eddy Merckx, sendo que a maioria dos vencedores desta prova são italianos (apenas por 6 ocasiões não foi um italiano a ganhar).

2009.        1º Mauro Santambrogio; 2º Francesco Masciarelli; 3º Alexandre                      Botcharov
2010.        1º Daniel Martin; 2º Domenico Pozzovivo; 3º Jerome Baugnies
2011.        1º Davide Rebellin; 2º Domenico Pozzovivo; 3º Thibaut Pinot


18/08 – 09/09 Vuelta a Espana: O 3º Grand Tour da temporada é claramente o ponto mais alto neste mês de agosto. A prova de 3 semanas realizada em Espanha, juntamente com o Giro d’Italia, está apenas um patamar abaixo do Tour de France a nível de importância e por isso todas as grandes equipas e os grandes ciclistas querem marcar presença e competir ao mais alto nível. Durante 21 etapas, as grandes equipas e ciclistas vão enfrentar um contrarrelógio por equipas de 16.2 km logo no 1º dia em Pamplona, 6 chegadas em alto e apenas um contrarrelógio individual de 40 km a meio da prova. Esta ano é a 67ª edição da prova (que começou em 1935) e sendo uma das 3 Grande Voltas tem muitos e grandes nomes na sua lista de vencedores como Jacques Anquetil, Eddy Merckx e Bernard Hinault.

2009.        1º Alejandro Valverde; 2º Samuel Sanchez; 3º Cadel Evans
2010.        1º Vincenzo Nibali; 2º Peter Velits; 3º Joaquin Rodriguez
2011.        1º Juan Jose Cobo; 2º Christopher Froome; 3º Bradley Wiggins


19/08 Vattenfall Cyclassics: Uma prova de um dia percorrida na zona de Hamburgo na Alemanha, normalmente destinada aos sprinters e aos roladores, que faz parte do UCI World Tour, por isso todas as grandes equipas vão estar presentes. Esta é apenas a 17ª edição da prova, que começou em 1996, que tem também a particularidade de ocorrer sensivelmente ao mesmo tempo que outras corridas de amadores que utilizam as mesmas estradas da prova.

2009.        1º Tyler Farrar; 2º Matti Breschel; 3º Gerald Ciolek
2010.        1º Tyler Farrar; 2º Edvald Boasson Hagen; 3º André Greipel
2011.        1º Edvald Boasson Hagen; 2º Gerald Ciolek; 3º Borut Bozic


21/08 – 26/08 USA Pro Cycling Challenge: Uma prova por etapas nos Estados Unidas da América, a prova faz parte do UCI America Tour. Esta prova iniciou-se apenas no ano passado, sendo esta a 2ª edição. Durante 7 etapas as 16 equipas, 6 delas UCI Pro Team, vão percorrer as estradas do Estado do Colorado.

2011.        1º Levi Leipheimer; 2º Christian Vande Velde;                3º Tejay Van Garderen


22/08 – 26/08 Danmark Rundt: Também conhecida por Tour of Denmark, é uma prova por etapa na Dinamarca, normalmente destinada a bons roladores e contrarrelogistas, que faz parte do UCI Europe Tour. Esta é a 22ª edição da prova, que este ano conta para as 6 etapas com 17 equipas, incluindo 8 UCI Pro Teams.

2009.        1º Jakob Fuglsang; 2º Maurizio Biondo; 3º Roger Hammond
2010.        1º Jakob Fuglsang; 2º Svein Tuft; Matthew Busche
2011.        1º Simon Gerrans; 2º Daniele Bennati; 3º Michael Morkov


26/08 GP Ouest-France: Também conhecido por GP de Plouay Ouest-France, é uma prova de um dia percorrida na região de Plouay em França. Destinada a ciclistas combativos e bons roladores, o Grand Prix faz parte do UCI World Tour e este ano é a 76ª edição (a 1ª foi em 1931) da prova, que tem alguns ilustres vencedores como Sean Kelly e Cyrille Guimard. Como faz parte do World Tour, todas as grandes equipas vão estar presentes.

2009.        1º Simon Gerrans; 2º Pierrick Fedrigo; 3º Paul Martens
2010.        1º Matthew Goss; 2º Tyler Farrar; 3º Yoann Offredo
2011.        1º Grega Bole; 2º Simon Gerrans; 3º Thomas Voeckler



domingo, 22 de julho de 2012

Mark Cavendish vence em Paris, Bradley Wiggins vence o Tour de France 2012



Mark Cavendish (Sky) venceu a última etapa da 99ª edição do Tour de France nos Champs Élysées, enquanto Bradley Wiggins (Sky) confirmava a sua vitória do Tour de France 2012, o primeiro britânico a alcançar tal feito. Cavendish venceu em Paris pelo 4º ano consecutivo, um novo recorde para o ciclista da Isle of Man, batendo ao sprint Peter Sagan (Liquigas) e Matthew Goss (Orica).

A Etapa


A 20ª e última etapa do Tour de France 2012 levou os ciclistas de Rambouillet a Paris e aos Champs Élysées, num percurso de 120 km. A 99ª edição da Grande Boucle chegava ao seu fim com uma etapa de consagração para os ciclistas que conseguiram atingir Paris depois de 3 semanas de prova em alta competição. No final, a etapa estava destinada para ser disputada entre os grandes sprinters do pelotão.

A primeira parte da etapa desenrolou-se em ritmo de passeio, com os ciclistas a posarem para as fotografias e a falarem uns com os outros com boa disposição. Com a chegada a Paris, a etapa começava a aquecer, com a vitória na etapa por decidir.

Os ataques começavam a acontecer logo no início da 1ª das 8 voltas ao circuito dos Champs Élysées. George Hincapie e Christopher Horner foram os primeiros a tentar escapar do pelotão, embora sem muito sucesso. De seguida, foi Jens Voigt e Danilo Hondo a saltarem para a frente da corrida com 40 km para a meta. Os dois germânicos conseguiam ganhar alguma vantagem enquanto mais ciclistas atacavam o pelotão.

A 25 km da meta, o grupo da fuga continha 11 elementos, onde se incluía Rui Costa, e 27 segundos de vantagem para o pelotão, que ia sendo comandado pelas equipas da Sky e da Liquigas. Na 7ª passagem pela meta, três ciclistas destacavam-se do grupo da frente com 20 segundos de vantagem: Voigt, Costa e Sébastien Minard.

Mas o pelotão estava sempre a manter a vantagem controlada e o trio de fugitivos foram apanhados a 3 km da meta. Os vários comboios lutaram entre si pela liderança no pelotão, mas o camisola amarela Wiggins veio para a frente com 1000 metros restantes e desde aí a Sky liderou a corrida. Com 600m, Edvald Boasson Hagen tomou a liderança e com 350m para a meta Cavendish começou o seu sprint e nunca foi importunado até à meta.

As Classificações


Classificação da etapa:
1.           Mark Cavendish (GBr) Sky – 3:08:07
2.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
3.           Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – s.t.
4.           Juan Jose Haedo (Arg) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
5.           Kris Boeckmans (Bel) Vacansoleil-DCM – s.t.
6.           Gregory Henderson (Nzl) Lotto-Belisol – s.t.
7.           Borut Bozic (Slo) Astana – s.t.
8.           André Greipel (Ger) Lotto-Belisol – s.t.
9.           Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky – s.t.
10.        Jimmy Engoulvent (Fra) Saur-Sojasun – s.t.
59.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:00:09
73.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.

Classificação geral final:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 87:34:47
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:03:21
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:06:19
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:10:15
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:11:04
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:15:41
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:15:49
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:16:26
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:16:33
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:17:17
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:37:03
50.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:47:14      

Classificação por pontos final:
1.       Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – 421 pts
2.       André Greipel (Ger) Lotto-Belisol – 280 pts
3.       Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – 268 pts

Classificação da montanha final:
1.       Thomas Voeckler (Fra) Europcar – 135 pts
2.       Fredrik Kessiakoff (Swe) Astana – 123 pts
3.       Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 77 pts

Classificação da juventude final:
1.       Tejay Van Garderen (USA) BMC – 87:45:46
2.       Thibaut Pinot (Fra) FDJ Big-Mat – 0:06:13
3.       Steven Kruijswijk (Ned) Rabobank – 1:05:48

Classificação por equipas final:
1.       RadioShack-Nissan – 263:12:01
2.       Sky – 0:05:34
3.       BMC – 0:36:36

Prémio super combativo:
1.       Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank

Antevisão do Tour: Etapa 20



A etapa nº 20 e última da 99ª edição do Tour de France leva os ciclistas, como tem sido habitual desde 1975, a Paris e aos Champs Élysées a partir de Rambouillet. A última etapa da Grande Boucle é também chamada a etapa de consagração, onde os ciclistas festejam o feito de terem resistido às 3 semanas de prova. Mas existe ainda uma etapa para vencer e será muito certamente os sprinters a discutirem a vitória. Temos que recuar a 2005 para vermos um não-sprinter a vencer em Paris, na altura foi Vinokourov o vencedor.

A Etapa


A etapa em si tem pouco que se lhe diga. A parte inicial da corrida assemelha-se mais a um desfile do que propriamente a uma corrida de ciclismo, por isso o perfil é quase irrelevante. A segunda parte é feita em circuito entre os Champs Élysées e a Place de la Concorde e o final da etapa é provavelmente o mais conhecido da história do ciclismo.

Existem, nos primeiros 40 km, duas contagens de 4ª categoria no dia de hoje, que estão apenas colocadas para marcar presença. De notar que na segunda contagem, o Côte de Saint-Rémy-lès-Chevreuse, está situado um monumento a Jacques Anquetil, figura mítica do ciclismo dos anos 50 e 60.

Os ciclistas chegam ao km 50 a Versailles e 10 km depois entram no circuito final. São 8 voltas a um percurso de sensivelmente 6 km. Aqui os ciclistas já largaram o champagne, a boa disposição e as poses para a fotografia e a luta pela etapa começa a tomar forma.

O circuito em Paris é feito em pavé, mas é um pavé polido e bem estruturado para a passagem de milhares de carros no dia-a-dia. Após a 3ª passagem pela linha de meta, os ciclistas encontram o sprint intermédio. Situado no ponto mais alto dos Champs Élysées, o sprint está situado 1 km à frente da linha de meta. Com a classificação por pontos arrumada, este será um ponto de menos importância no dia de hoje.

O Final


Como disse anteriormente, este é um dos finais mais famosos no ciclismo. O circuito pode ser dividido em duas partes. Na primeira parte os ciclistas percorrem a longa avenida dos Champs Élysées em ambos os sentidos, com uma curva de 180º junto ao Arco do Triunfo. Na segunda parte os ciclistas circundam a Place de la Concorde e o Jardin des Tuileries. Duas curvas a 90ª dentro dos 2000m finais e a 500m da meta curva e contracurva antes da reta da meta de 400m de comprimento e 9m de largura.

Os Favoritos


A etapa dos Champs Élysées é a etapa que todos os sprinters querem ganhar. Nas últimas 6 ocasiões foi um sprinter que saiu vitorioso em Paris e hoje não deverá ser exceção. A etapa também costuma ser marcada por muitos ataques nas voltas finais ao circuito e por isso é necessário que haja equipas com um comboio forte para resistir aos ataques e para posicionar na perfeição o seu sprinter para os 400m finais.

Vencedor nos últimos 3 anos em Paris, Mark Cavendish não poderá deixar de ser olhado como o principal favorito. Com um Tour que parecia condenado à mediocridade comparativamente com o que ciclista da Isle of Man nos tem habituado em edições anteriores, o “Manx Missile“ produziu um fantástico sprint na etapa 18 e, agora com uma equipa dedicada, volta a ser o homem a abater no sprint em Paris.

André Greipel será certamente o seu mais direto rival. Com três vitórias em etapa e a fazer o seu melhor Tour até à data, o gorila germânico não quererá perder a oportunidade de vencer em Paris. Juntando-se à Sky e à Lotto Belisol, a Orica GreenEdge é a outra equipa que tem a possibilidade de criar um comboio forte à volta do seu sprinter. Sem ainda nenhuma vitória, Matthew Goss tem a sua última oportunidade para mostrar que pode ser o melhor sprinter.

Nem sempre de sprintes se contam os vitoriosos em Paris e Alexander Vinokourov é a prova disso mesmo. O cazaque venceu nos Champs Élysées em 2005 e no seu último Tour de France vai querer repetir o feito. Outro ciclista que tem estado muito ativo nos últimos dias é Luis Leon Sanchez. Após duas etapas consecutivas com a vitória a lhe ser tirada pelos homens da Sky, o espanhol da Rabobank acredita que à 3ª é de vez e hoje pode muito bem voltar a tentar a vitória.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora e na RTP2 pelas 14:00, com o final da etapa previsto entre as 16:00 e as 16:30. A etapa é transmitida na íntegra na Eurosport e a entrada dos ciclistas no circuito em Paris deverá acontecer por volta das 15:00.

sábado, 21 de julho de 2012

Wiggins domina o CRI na etapa 19 e garante a vitória no Tour de France 2012



Bradley Wiggins venceu a 19ª etapa do Tour de France com mais uma performance bombástica no contrarrelógio individual. O domínio da Sky continuou com Christopher Froome a fazer 2º (Richie Porte fez 5º) enquanto Luis Leon Sanchez (Rabobank) alcançou o 3º lugar no CRI. Bradley Wiggins cimentou a sua posição de líder da Grande Boucle e parte com a camisola amarela para a etapa de consagração em Paris.

A Etapa


A penúltima etapa do Tour de France 2012 foi um contrarrelógio individual de 53.5 km, que levou os ciclistas de Bonneval a Chartres. Um contrarrelógio mais longo, mas menos técnico e com menos dificuldades do que o primeiro CRI da etapa 9. O CRI tinha dois pontos intermédios de cronometragem, o 1º ao km 14 e o 2º ao km 30.5. Já com muitos especialistas fora do Tour, a vitória da etapa parecia destinada para o camisola amarela Bradley Wiggins.

O primeiro ciclista a partir foi Jimmy Engoulvent (Saur), que chegou à meta com um tempo fraco de 1’12’49. Entretanto, Patrick Gretsch (Argos) foi batendo os tempos nos dois pontos intermédios e acabou o CRI com um tempo de 1’06’41, que lhe dava o primeiro lugar provisório.

David Zabriskie e Vasili Kiryienka eram os ciclistas que mais se aproximavam do alemão, terminando as suas provas com 44 e 18 segundos de atraso respetivamente. O primeiro ciclista a bater os tempos de Gretsch era Luis Leon Sanchez, o campeão nacional de contrarrelógio espanhol. Sanchez acabou o CRI no 1º lugar provisório com um tempo de 1’06’03 e 38 segundos de vantagem para o ciclista alemão.

Os ciclistas iam partindo e acabando a sua prova e na entrada em ação do top20, Sanchez continuava em 1º lugar em ambos os pontos intermédios e na meta. Apenas Richie Porte e Peter Velits chegavam perto do tempo do espanhol com um tempo final na meta de 1’06’38 e de 1’06’15, fazendo 3º e 2º provisórios respetivamente.

Mais atrás, a luta por um lugar no top10 começava a aquecer, com Andreas Kloden a passar no 1º ponto com 13 segundos de atraso para Sanchez. Com todos os ciclistas já na estrada, os tempos dos top10 começavam a aparecer no 1º ponto. Enquanto Cadel Evans fazia um péssimo tempo com 1’10 de atraso, o seu companheiro Tejay Van Garderen batia o tempo de Sanchez nesse mesmo ponto por 3 segundos.

Vincenzo Nibali passava no 1º ponto com 6 segundos de atraso para o ciclista da BMC, mas de seguida passava Froome com o melhor tempo, retirando 23 segundos, e logo a seguir o camisola amarela Wiggins batia outra vez o melhor tempo com menos 12 segundos que o seu companheiro.

Van Garderen, apesar do bom tempo inicial e de dobrar Cadel Evans, já só fazia o 4º tempo no segundo ponto intermedio. Froome e Wiggins voltaram a bater o tempo de Sanchez, mas já com uma vantagem de 54 segundos de Wiggins para Froome.

Na meta, Van Garderen fazia o 5º lugar provisório, com ainda Luis Leon Sanchez a liderar a corrida. Mas seria o duo britânico a dominar mais uma vez o contrarrelógio, com Christopher Froome a fazer 34 segundos melhor que Sanchez e com Bradley Wiggins a destruir a concorrência com um tempo de 1’04’13 e 1’16 melhor do que o seu companheiro da Sky.

As Classificações


No top10 apenas houve uma alteração de posições com Evans e Haimar Zubeldia a trocarem de lugares. Bradley Wiggins alargou a sua vantagem e mantém a camisola amarela. Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas, Peter Sagan mantém a camisola verde e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.

Classificação da etapa:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 1:04:13
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:01:16
3.           Luis Leon Sanchez (Esp) Rabobank – 0:01:50
4.           Peter Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – 0:02:02
5.           Richie Porte (Aus) Sky – 0:02:25
6.           Patrick Gretsch (Ger) Argos – Shimano – 0:02:28
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:02:34
8.           Vasili Kiryienka (Blr) Movistar – 0:02:46
9.           Rein Taaramae (Est) Cofidis – 0:02:50
10.        Jérémy Roy (Fra) FDJ – Big Mat – 0:03:05
84.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:07:01
88.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:07:12

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 84:26:31
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:03:21
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:06:19
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:10:15
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:11:04
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:15:43
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:15:51
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:16:31
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:16:38
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:17:17
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:37:03
50.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:47:14  

Antevisão do Tour: Etapa 19 (CRI)



A 19ª e penúltima etapa do Tour de France liga as localidades de Bonneval a Chartres, num contrarrelógio individual de 53.5 km. O CRI é a última etapa do Tour para decidir e retificar algumas posições na classificação geral. A organização certamente planeava que este contrarrelógio seria o palco final da luta pela vitória na Grande Boucle, mas com o Top3 praticamente decidido as lutas entre ciclistas vão acontecer alguns lugares mais abaixo.

O Percurso


O terreno é praticamente plano e exposto ao longo de todo o percurso e com poucas zonas técnicas. Apesar de nos km iniciais os ciclistas enfrentarem um terreno acidentado e em ligeira subida, o resto de percurso apresenta poucas mais dificuldades, aliás como se vê no perfil da etapa. Os 40 km do grande miolo do percurso são planos e as ligeiras subidas que os ciclistas encontram mal se vão notar.

De realçar que os dois pontos de cronometragem situam-se em Mézières-au-Perche (km 14) e em Bailleau-le-Pin (km 30.5). Nos 5 km finais, os ciclistas entram outra vez em terreno um pouco mais acidentado e com os 500 metros finais feitos em ligeira ascensão, antes da reta final a 90m da linha de chegada.

As Batalhas


Wiggins vs Froome: Com boa parte dos especialistas do contrarrelógio já fora do Tour, existem poucas dúvidas em relação a quem vai discutir a vitória na etapa. Muito se tem falado e escrito sobre estes dois britânicos e o dia de hoje poderá ser mais um capítulo nesta saga. Wiggins é o favorito, mas Froome poderá mais uma vez querer marcar uma posição. (Wiggins melhor 0’35 no 1º CRI)

Van Den Broeck vs Van Garderen: Enquanto o top3 está praticamente decidido, fora algum incidente imprevisto, os dois lugares restantes do top5 ainda estão por decidir. Broeck parte com uma vantagem de 2’37 que parece ser suficiente para aguentar o ataque do norte-americano, mas não é completamente seguro. (Van Garderen melhor 2’03 no 1º CRI)

Rolland, Brajkovic e Pinot vs Roche, Kloden e Horner: A verdadeira luta neste CRI será pelos 3 últimos lugares do top10, com mais três ciclistas ainda com o sonho de entrar no top10. O 8º e o 13º estão separados por uma diferença de 4’05. Brajkovic não deverá ter muitos problemas em manter-se no top10, apesar de a sua forma ter vindo a baixar nos últimos dias. Pinot encontra-se na posição mais difícil, enquanto Rolland é conhecido por ser péssimo contrarrelogista. Vai ser uma luta muito acesa e interessante de acompanhar. (1º CRI: Kloden <-0’17-> Brajkovic <- 0’42 -> Roche <- 2’04 -> Pinot <- 0’12 -> Horner <- 0’10 -> Rolland)

Ordem de saída de ciclistas importantes:


11:24 Bert Grabsch (Omega Pharma – QuickStep)
11:50 David Zabriskie (Garmin – Sharp)
11:54 David Millar (Garmin – Sharp)
13:10 Luis Leon Sanchez (Rabobank)
13:32 Jens Voigt (RadioShack – Nissan)
13:40 Sérgio Paulinho (Saxo Bank – Tinkoff Bank)
13:52 Jean Christophe Peraud (Ag2r – La Mondiale)
13:54 Andriy Grivko (Astana)
14:06 Rein Taaramae (Cofidis)
14:18 Alexander Vinokourov (Astana)
14:20 Levi Leipheimer (Omega Pharma – QuickStep)
14:22 Peter Velits (Omega Pharma – QuickStep)
14:40 Jérome Coppel (Saur – Sojasun)
14:42 Alejandro Valverde (Movistar)
14:44 Eduard Vorganov (Katusha)
14:46 Rui Costa (Movistar)
14:48 Egoi Martínez (Euskaltel – Euskadi)
14:50 Maxime Monfort (RadioShack – Nissan)
14:52 Denis Menchov (Katusha)
14:54 Chris Sorensen (Saxo Bank – Tinkoff Bank)
14:57 Chris Horner (RadioShack – Nissan)
15:00 Andreas Kloden (RadioShack – Nissan)
15:03 Nicolas Roche (Ag2r – La Mondiale)
15:06 Thibaut Pinot (FDJ – BigMat
15:09 Janez Brajkovic (Astana)
15:12 Pierre Rolland (Europcar)
15:15 Haimar Zubeldia (RadioShack – Nissan)
15:18 Cadel Evans (BMC)
15:21 Tejay Van Garderen (BMC)
15:24 Jurgen Van den Broeck (Lotto – Belisol)
15:27 Vincenzo Nibali (Liquigas – Cannondale)
15:30 Chris Froome (Sky)
15:33 Bradley Wiggins (Sky)



A transmissão televisiva começa às 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport por volta da mesma hora e na RTP2 por volta das 15:00, com o final previsto para as 16:40. A partir das 14:40, os homens do top20 entram em ação.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mark "Missile" Cavendish vence etapa 18 do Tour de France



Mark Cavendish (Sky) venceu a 18ª etapa do Tour de France com um sprint explosivo e imbatível que deixou toda a concorrência a metros de distância. Matthew Goss acabou em 2º e Peter Sagan fez 3º. A etapa de hoje era uma etapa longa de 222.5 km em terreno acidentado e foi feita a um ritmo bem elevado. Alguns elementos da fuga do dia, onde chegou a incluir Rui Costa, resistiram até aos últimos 500 metros, mas foi Cav a vencer de forma impressionante. Bradley Wiggins, que ajudou a lançar o sprint do companheiro nos 1500m finais, continua de amarelo em direção ao contrarrelógio individual de amanhã.

A Etapa


A etapa nº 18 do Tour de France levou os ciclistas de Blagnac a Brive-la-Gaillarde, num percurso acidentado de 222.5 km. Era uma etapa de transição e com poucas dificuldades, quando comparado com as etapas anteriores, mas longa e era a última oportunidade para muitas equipas de  alcançar uma vitória na Grande Boucle.

O início da etapa desenrolou-se num ritmo muito elevado com várias tentativas de fugas, mas sem sucesso. Ao km 20 seis ciclistas isolavam-se na frente, que incluía Michael Morkov e Julien Simon, mas o pelotão não os deixava ganhar muita vantagem e ao km 50 os ciclistas fugidos voltavam a inserir-se no pelotão.

Na primeira contagem de montanha do dia os ataques e contra-ataques eram contínuos na tentativa de formar a fuga certa. Somente ao km 70 a fuga do dia consegui ser formada com 16 elementos, com nomes importantes como Rui Costa, Michael Albasini, Edvald Boasson Hagen e Alexander Vinokourov. Na zona de abastecimento ao km 84 a vantagem da fuga era de 3’15.

Contudo, no pelotão havia um trabalho de várias equipas com o intuito de controlar a vantagem da fuga, que nunca ultrapassou durante a etapa os 3’30 alcançados no sprint intermédio. Na primeira contagem de 4ª categoria foi Albasini a passar em 1º lugar (na contagem de montanha anterior tinha sido Nick Nuyens), enquanto a vantagem da fuga ia lentamente diminuindo.

A etapa foi desenrolando-se sem incidentes, exceto algumas quedas no pelotão com poucas consequências, e com 50 km para a meta a vantagem do grupo da frente estava reduzida a 1’40. Sobre o olhar do presidente francês François Hollande, que acompanhava o Tour no carro da organização que seguia os homens da frente, os ataques entre os fugitivos começavam a acontecer na segunda contagem de 4ª categoria do dia. No topo, foi Yukiya Arashiro a passar em 1º lugar com 1’30 de vantagem para o pelotão.

Os ataques foram se sucedendo e a 20 km da meta, Vinokourov, Luca Paolini e Adam Hansen lideravam isolados a corrida. Mas, o pelotão estava muito próximo de alcançar os homens da frente que na entrada da última contagem de montanha do dia tinham 30 segundos de vantagem. No topo da 4ª categoria foi Vinokourov a passar em primeiro com 10 segundos de vantagem para o pelotão.

Entretanto na frente juntava-se Nicolas Roche, Luis Leon Sanchez e Andreas Kloden e o sexteto mantinha uma vantagem de 10 segundos para o pelotão liderado pela Sky e pela Liquigas com 5 km para a meta. Wiggins era o ciclista a liderar o pelotão nos últimos 2000m com Boasson Hagen na sua roda, seguido de Cavendish. Com a última curva a 600m da meta, parecia que a fuga ia resistir com Roche e Sanchez a iniciarem o seu sprint, mas um estrondoso Cavendish saltou de longe e acabou por vencer a etapa com metros de vantagem para toda a concorrência.

As Classificações


Não houve alterações significativas na classificação geral, apesar dos ataques de Kloden e Roche, que só renderam 4 segundos. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Mark Cavendish (GBr) Sky – 4:54:12
2.           Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – s.t.
3.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
4.           Luis Leon Sanchez (Esp) Rabobank – s.t.
5.           Nicolas Roche (Irl) Ag2R La Mondiale – s.t.
6.           Tyler Farrar (USA) Garmin – Sharp – s.t.
7.           Borut Bozic (Slo) Astana – s.t.
8.           Sèbastien Hinault (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
9.           Daryl Impey (RSA) Orica GreenEdge – s.t.
10.        Samuel Dumoulin (Fra) Cofidis – s.t.
45.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:00:12
68.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:00:16

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 83:22:18
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:41
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:53
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:08:30
6.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:09:57
7.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:10:11
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:10:17
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:11:00
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:11:46
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:29:51
51.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:40:13       

Antevisão do Tour: Etapa 18



A etapa nº 18 do Tour de France leva os ciclistas por um percurso de 222.5 km de Blagnac a Brive-la-Gaillarde. Os ciclistas deixam os Pirenéus pelas costas e dirigem-se para norte em direção a Paris. A etapa decorre principalmente em terreno acidentado e ainda inclui algumas contagens de montanha, quatro no total do dia de hoje. Uma etapa de transição que não deverá apresentar muitos incidentes, mas é para os ciclistas que não são bons sprinters nem bons contrarrelogistas o último dia para poderem tentar a vitória.

O Percurso


Os primeiros 85 km são feitos quase na sua totalidade em terreno plano. Até à zona de abastecimento, situada ao km 84, os ciclistas passam apenas por uma muito pequena subida ao km 36 e por uma contagem de 3ª categoria, Côte de Saint-Georges (1 km a 10.3%), ao km 68.

Do km 90 em diante, os ciclistas entram em estradas mais acidentadas com pequenas subidas e descidas ao longo do percurso. Ao km 115 os ciclistas encontram o sprint intermédio. Com 4 rotundas entre os 1500m e os 1000m finais e com o último km em subida, este sprint está longe de ser acessível. Contudo, a classificação por pontos está praticamente arrumada e será surpreendente se virmos alguém ainda a discutir os pontos neste sprint.

Logo de seguida, os ciclistas passam por uma 4ª categoria, Côte de Cahors (1km a 7.8%), e continuam por terrenos acidentados, passando por pequenas subidas não categorizáveis. Os ciclistas encontram ao km 180 mais uma 4ª categoria, Côte de Souillac (2.2km a 4.7%), e a última contagem de montanha do dia ao km 212, Côte de Lissac-sur-Couze (1.9km a 5.7%). A partir desse ponto são 10 km até à em terreno relativamente plano.

O Final


Como mencionei anteriormente, o final é relativamente plano, com os últimos 2500 metros a serem feitos em ligeira descida, por isso espera-se uma chegada rápida à linha de meta. Os km finais também não são sem os seus perigos. Uma curva à direita a 2700m, curva e contracurva apertadas com passagem por baixo de uma ponte de linhas de comboio já dentro dos últimos 2000m e ainda uma curva à direita a 90º antes da reta da meta de 600m feita numa estrada com largura de 6.50m

Os Favoritos


Hoje é, para muita boa parte do pelotão, o último dia para almejar uma vitória em etapa. A etapa é longa e feita em percurso acidentado e como se viu na etapa 15, as equipas dos sprinters, nomeadamente a Lotto Belisol e a Orica GreenEdge, não estão muito interessadas ou com muitas forças para perseguir e controlar as fugas. Por isso, a não ser que a fuga seja composta por 3/4 elementos, os fugitivos do dia vão ter grandes probabilidades de discutir entre eles a vitória na etapa.

Já que dificilmente vão poder discutir a etapa ao sprint, a Lotto e a Orica podem tentar a vitória colocando homens na fuga, como por exemplo Lars Bak, Michael Albasini ou Simon Gerrans. Sem os sprinters principais, a Argos pode lançar hoje Koen de Kort na fuga. Arthur Vichot por parte da FDJ é também uma boa aposta.

Enquanto quase todas as classificações têm um vencedor garantido, o prémio da super combatividade ainda está por decidir. Michael Morkov parece ser o melhor candidato a vencer o prémio (lembre-se das 3 fugas consecutivas do dinamarquês na 1ª semana), mas com Thomas Voeckler tão ativo nas etapas de montanha, os organizadores podem estar ainda com dúvidas sobre quem merece o prémio em Paris. Por isso, não será surpreendente ver Morkov outra vez na fuga do dia, de modo a garantir que seja ele o vencedor na capital francesa.

Entre os homens da classificação geral não haverá movimentações, exceto a possibilidade remota dos dois franceses Pierre Rolland e Thibaut Pinot tentarem ganhar algum tempo de modo a consolidarem a sua posição no top10, visto que que são ambos péssimos no contrarrelógio e no dia de amanhã vão certamente perder tempo para todos os seus rivais.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto entre as 15:15 e as 15:45. A última hora de corrida será a mais emocionante com a decisão do vencedor da etapa.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Valverde vence etapa 17 do Tour de France



Alejandro Valverde (Movistar) venceu a etapa 17 do Tour de France 2012, a última etapa de alta montanha nos Pirenéus desta edição. Valverde fez parte da fuga do dia e foi o único a resistir aos favoritos da CG. A etapa ficou outra vez marcada pelo duo da Sky Bradley Wiggins e Chritopher Froome, que fizeram 3º e 2º na etapa respetivamente, e pela aparente superioridade de Froome nas montanhas sobre o seu líder. De facto, Froome tinha a oportunidade de vencer a etapa e ganhar mais tempo para o 3º da geral Vincenzo Nibali, mas acabou por ser obrigado a manter-se ao lado do camisola amarela.

A Etapa


A etapa nº 17 do Tour de France era a última etapa de montanha da 99ª edição, num percurso de apenas 143.5 km que ligou Bagnères-du-Luchon a Peyragudes. No total eram 5 contagens de montanha: uma de 3ª, uma de 2ª, duas de 1ª e uma de categoria extra. Era, portanto, o último dia para muitos ciclistas brilharem e fazerem as últimas diferenças na alta montanha.

A etapa começou com algumas tentativas de fuga inconsequentes nos km iniciais de plano. Quando os ciclistas atingiram a 1º contagem de montanha do dia as verdadeiras tentativas de fuga começaram a formar-se com grandes nomes do ciclismo a tentarem escapar do pelotão. Ciclistas como Denis Menchov, Valverde, Pierre Rolland e Levi Leipheimer iam no grupo da frente mas que era mantido a uma curta distância do pelotão liderado pela Sky.

Estas movimentações iam deixando muito boa parte do pelotão em dificuldades, incluindo o 5º classificado Haimar Zubeldia. Enquanto Edvald Boasson Hagen fazia um grande trabalho no pelotão, Fredrik Kessiakoff tentava isolar-se na frente da corrida mas com a ajuda de Rolland, Thomas Voeckler conseguia juntar-se ao sueco e na luta no topo foi o francês a passar em 1º lugar na contagem da montanha.

Devido ao nevoeiro e à estrada molhada a primeira parte da descida do Col de Mente tornou-se muito perigosa e os ciclistas tomavam precauções redobradas. Entretanto Nibali usou a sua grande habilidade em descida e juntou-se rapidamente ao grupo de 7 ciclistas da frente onde já se encontrava Rui Costa. Atrás era evidentemente a equipa da Sky a perseguir com 30 segundos de atraso. Contudo, a presença de Nibali prejudicava o sucesso da fuga e o italiano deixou-se ficar para trás garantindo que a fuga permanecesse na frente da corrida.

Nos km antes do Col des Ares a fuga ficava finalmente definida com Valverde, Costa, Voeckler, Kessiakoff, Jean Christophe Peraud, Sandy Casar e Egoi Martinez. O ritmo no pelotão acalmava, o que levou a mais ciclistas a tentarem sair do pelotão e chegar-se ao grupo da frente. Na base da 2ª categoria a fuga tinha apenas uma vantagem de 1’40, com o pelotão a ser liderado pela Liquigas, que mantinha uma bom ritmo.

No topo do Col des Ares foi outra vez Voeckler a passar à frente de Kessiakoff com 40 segundos de vantagem para o segundo grupo de fugitivos, onde vinha Alexandre Vinokourov, Pieter Weening, Chris Anker Sorensen e Leipheimer, e 1’30 para o pelotão. Na descida Sorensen sofreu uma queda enquanto os dois grupos de fugitivos se juntavam na frente com a vantagem para o pelotão a aumentar para 2’30.

No topo da 3ª categoria Voeckler voltou a passar em 1º, enquanto a Liquigas comandava o pelotão que passou no topo com 3 minutos de atraso. De seguida os ciclistas da frente passaram o sprint intermedio (Blel Kadri passou em 1º) e a zona de abastecimento em direção à categoria extra Port de Balès. Os km iniciais da ascensão foram palco para algumas movimentações no grupo de fugitivos, especialmente por parte da Euskaltel, mas o ataque mais a sério foi o de Rui Costa com o intuito de desgastar a concorrência de modo a dar a possibilidade de Valverde passar ao ataque à procura da vitória na etapa, o que aconteceu a 3.5 km. No pelotão não havia mexidas e apenas com a Liquigas a impor o ritmo, o que não punha em dificuldades nenhum ciclista importante.

Na descida do Port de Balès, Valverde continuava a liderar a corrida com 50 segundos de vantagem para o seu companheiro Rui costa e 2’30 para o grupo do camisola amarela. A Liquigas continuava a liderar o grupo dos favoritos e iam apanhando ciclistas que faziam parte da fuga à medida que se aproximavam da base da última subida do dia. Nesse ponto passou a ser Ivan Basso a impor o ritmo antevendo um futuro ataque de Nibali. Rui Costa e Egoi Martinez foram alcançados nos km iniciais da subida e só restava Alejandro Valverde na frente da corrida com 2’30 de vantagem a 13 km da meta.

O trabalho de Basso foi pondo em dificuldades ciclistas como Zubeldia, Janez Brajkovic e Cadel Evans, enquanto Jelle Vanendert atacava o grupo de favoritos. A 8.5 km da meta foi a vez de Jurgen Van Den Broeck de atacar e juntar-se ao seu companheiro. Os outros favoritos conseguiram igualar o ataque do belga da Lotto e era Wiggins e Froome a passar para a frente do grupo. O ritmo do duo britânico começou a ser demasiado forte para os rivais e os favoritos iam perdendo contacto, primeiro Tejay Van Garderen e Nibali e mais tarde Van Den Broeck, Rolland e Pinot.

A 2.5 km da meta Froome e Wiggins estavam isolados à frente dos rivais e apenas a 45 segundos de um cansado Valverde e foi nesta altura que Froome queria procurar a vitória na etapa e ganhar mais tempo a Nibali, mas era obrigado a esperar pelo seu líder quando se mostrava claramente mais forte. Com esta situação, Valverde ganhava a etapa com 19 segundos de vantagem para Froome e Wiggins, que fizeram 2º e 3º respetivamente.

As Classificações


A etapa de hoje resultou no alargar da diferença entre o duo da Sky para a concorrência e em algumas trocas de posições, com Zubeldia e Brajkovic a caírem posições. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Alejandro Valverde (Esp) Movistar – 4:12:11
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:00:19
3.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – s.t.
4.           Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:00:22
5.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:00:26
6.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – s.t.
7.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:00:37
8.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:00:54
9.           Christopher Horner (USA) RadioShack-Nissan – 0:01:02
10.        Daniel Martin (Irl) Garmin – Sharp – 0:01:11
32.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:06:55
47.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:15:02

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 78:28:02
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:41
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:53
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:08:30
6.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:09:57
7.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:10:11
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:10:17
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:11:00
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:11:46
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:29:43
52.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:40:01