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domingo, 15 de julho de 2012

Luis Leon Sanchez vence a etapa 14 do Tour de France



Luis Leon Sanchez venceu a etapa 14 do Tour de France. Sanchez fez parte da fuga do dia, aonde também se inseria Sérgio Paulinho, e chegou à meta isolado após um ataque a 11 km do fim. Peter Sagan chegou em 2º e Sandy Casar em 3º lugar. O ciclista português Paulinho chegou no 6º lugar. A etapa também ficou marcada pelos diversos incidentes de furos na última descida do dia, possivelmente causados por pioneses espalhados pela estrada. Cadel Evans foi o mais afetado com múltiplos furos, mas o pelotão liderado pela Sky esperou pelo australiano e outros ciclistas afetados. Bradley Wiggins mantém a amarela.

A Etapa


A etapa nº 14 da 99ª edição do Tour de France ligou as localidades de Limoux a Foix, num percurso de 191 km. A primeira parte da etapa era relativamente fácil, com apenas uma 2ª categoria ao km 30, mas as duas subidas de 1ª categoria nos últimos 70 km prometiam muita emoção e belas imagens.

Num início frenético, os primeiros km da etapa foram repletos de tentativas de fuga sem sucesso, incluindo uma do português Sérgio Paulinho. Os ciclistas rapidamente aproximaram-se da contagem de 2ª categoria, mas mesmo com esta subida a fuga não se conseguia formar, com Rein Taaramae e Thomas Voeckler a tentar escapar ao pelotão. No topo da montanha foi Fredrik Kessiakoff a pontuar em 1º lugar.

Esta situação de corrida, com a ascensão a ser feita a um ritmo muito elevado, causou cortes no pelotão com homens como Jerome Coppel, Andreas Kloden e Frank Schleck a ficaram para trás. Entretanto na frente, o Sérgio ingressava em mais uma tentativa de fuga com Sagan e Steven Kruijwijk.

Ao km 55, enquanto o grupo de atrasados conseguia finalmente alcançar o pelotão, o trio de fugitivos mantinha-se na frente com mais 8 ciclistas a tenta-los alcançar. Os dois grupos de fugitivos juntavam-se, incluindo agora Philippe Gilbert, Luis Leon Sanchez, Martin Velits, Sandy Casar, Eduard Vorganov, Cyril Gautier, Sébastien Minard e Izaguirre Insausti, e alcançavam uma vantagem de 4 minutos ao km 61.

A 100 km da meta a vantagem da fuga situava-se nos 12 minutos. Entretanto os ciclistas da fuga alcançaram o sprint intermédio e, obviamente, Sagan a passar em 1º lugar. Neste ponto da etapa a vantagem da fuga para o pelotão era já superior a 13 minutos.

Na base da primeira das duas contagens de 1ª categoria a diferença da fuga para o pelotão era de 15 minutos e já não seria de prever outra coisa se não a vitória de um elemento da fuga. Além da ascensão, os ciclistas também começaram a enfrentar a chuva, que poderia influenciar o desenrolar da etapa. No topo foi Sérgio Paulinho a passar em 1º lugar.

Após a descida, a chuva aliviava para o grupo da frente no início da ascensão do Mur de Péguère. Entretanto, Cyril Gautier, que teve que trocar de bicicleta, estava a lutar por se juntar ao grupo de fugitivos, o que iria acontecer no início da ascensão. A subida só foi atacada nos últimos 3 km com Luis Leon Sanchez a acelerar o ritmo, fracionando o grupo. No topo foi Sandy Casar a passar em 1º lugar.

Dentro do grupo de favoritos não houve mexidas ao longo da subida, enquanto na descida juntava-se na frente um grupo de 5 ciclistas: Gilbert, Sagan, Insausti, Casar e Sanchez. Entretanto no grupo de favoritos, Cadel Evans foi vítima de furos que o levou a perder muito tempo para os rivais. A Sky baixava o ritmo à espera do homem da BMC, enquanto Pierre Rolland atacava o grupo.

A 11 km da meta, Luis Leon Sanchez atacou sem resposta por parte dos seus companheiros de fuga. Os restantes 4 ciclistas foram incapazes de alcançar o homem da Rabobank e Sanchez acabou por vencer a etapa isolado. Atrás, Rolland era apanhado pelo pelotão que depois abrandou outra vez para o grupo de Evans se juntar o que acabou por acontecer. Sérgio Paulinho foi 6º na etapa.

As Classificações


Apesar dos vários incidentes de furos nos últimos 40 km, o top10 da classificação geral mantém-se inalterado. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde e alarga a sua vantagem para os seus rivais, Fredrik Kessiakoff mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.

Classificação da etapa:
1.           Luis Leon Sanchez (Esp) Rabobank – 4:50:29
2.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – 0:00:47
3.           Sandy Casar (Fra) FDJ-Big Mat – s.t.
4.           Philippe Gilbert (Bel) BMC – s.t.
5.           Gorka Inzaguirre Insausti (Spa) Movistar – s.t.
6.           Sergio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:02:51
7.           Sébastien Minard (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
8.           Martin Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – 0:03:49
9.           Eduard Vorganov (Rus) Katusha – 0:04:51
10.        Steven Kruijswijk (Ned) Rabobank – 0:04:53
38.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:18:15

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 64:41:16
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
19.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
54.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:14:26

Antevisão do Tour: Etapa 14



A etapa nº 14 do Tour de France liga as localidades de Limoux a Foix num percurso de 191 km. Esta etapa marca o início da entrada nos Pirenéus e embora não seja a etapa mais difícil que os ciclistas vão enfrentar neste Tour, a etapa de hoje será marcada pela estreia na Grande Boucle do Mur de Péguère. Tecnicamente, esta subida já foi inserida no Tour em 1973, mas na altura os ciclistas recusaram-se a subi-la e ensaiaram uma greve, porque as estradas estavam num estado lastimável. Por isso, esta será a 1ª vez que os ciclistas vão utilizar a subida no Tour e espera-se grande espetáculo.

O Percurso


O perfil da etapa aponta claramente para uma fuga vingar e o vencedor da etapa faça parte dessa fuga. Por essa razão, as tentativas de fuga serão muitas e a formação da fuga certa não deverá ser concluída logo ao início. Espera-se, portanto, que os primeiros 30 km sejam destinados para a formação da fuga, com a 2ª categoria de 5.3 km a 6.3% a ser o palco para a fuga começar-se a definir e a ganhar vantagem.

Após o topo da 2ª categoria situado ao km 30, os ciclistas enfrentaram 70 km acidentados mas relativamente planos. A vantagem da fuga irá rapidamente alargar nestes km de modo a garantir vantagem suficiente para poderem discutir entre eles a vitória na etapa. No fim destes km acidentados situa-se o sprint intermédio, sensivelmente a 90 km da meta. Como podemos ver, o sprint é feito em ligeira descida e não apresenta dificuldades no acesso à linha do sprint, que está situada após uma reta de 700m. Peter Sagan tem cada vez mais a liderança na classificação por pontos assegurada, mas os seus rivais não irão deitar a toalha ao chão e vão continuar a lutar pela camisola verde.

As Montanhas


  • KM 30 – Col du Portel 601m – 5.3 km a 6.3% - 2ª Categoria
  • KM 126.5 – Port de Lers 1517m – 11.4 km a 7% - 1ª Categoria
  • KM 152.5 – Mur de Péguère 1375m – 9.3 km a 7.9% - 1ª Categoria


Após o sprint intermédio os ciclistas enfrentam 15 km de terreno acidentado e a subir de acesso à primeira das 2 contagens de 1ª categoria, o Port de Lers. Como podemos ver, esta subida de 1ª categoria não é nada fácil e uma ascensão superior a 10 km a 7% são os critérios de uma subida dura no Tour. Contudo, depende dos ciclistas e do ritmo que eles tomam na ascensão e o facto desta subida encontrar-se a mais de 60 km da meta e anteceder a subida mais dura do dia pode inibir os ciclistas de atacarem os km de inclinação mais elevada.

Após o topo da primeira contagem de 1ª categoria do dia, os ciclistas entram em 16 km de descida em direção à base do que certamente será o ponto alto deste dia, o Mur de Péguère. São mais de 9 km de ascensão, mas a história desta subida não será feita nos km iniciais. A ascensão começa “fácil” com os primeiros 3 km a 6%. De seguida os ciclistas têm um km de descanso a 2,8% para depois enfrentar mais 2 km a 6,5% de inclinação. Nada de especial até este momento e o leitor pode começar-se a questionar sobre o porquê de esta subida ser importante.

A resposta vem nos 3.5 km finais, que serão feitos a uma inclinação média de 12%. É um último terço de subida brutal, com seções a chegar aos 16 e 18%. Juntando ao facto do Tour raramente utilizar estradas tão ingremes e estreitas e os milhares de pessoas que estarão presentes na subida, será uma subida emocionante rodeada de um grande ambiente que proporcionará imagens fantásticas.

O Final


Após o Mur de Péguère, os ciclistas enfrentam 20 km de descida seguidos de 20 km planos. Curiosamente, quando faltarem 12 km para a meta, os ciclistas passam a pouco menos de 500m da meta. Contudo, a organização decidiu acrescentar mais km à parte final, obrigando os ciclistas a irem para norte e cruzar uma ponte a 6 km da meta para voltarem para trás pelo outro lado do rio em direção à meta. Esta ponte situada a 6 km da meta é mesmo o perigo mais importante nos km de acesso à meta, assim como a ultima viragem de 90º para os 300 metros finais em linha reta.

Os Favoritos


Com as probabilidades altas de o vencedor da etapa sair de uma fuga e duas 1ª categorias importantes para a luta da camisola das bolinhas, espera-se muita ação na parte inicial da corrida com já grandes nomes a passarem ao ataque na tentativa de ingressar na fuga correta. Chris Anker Sorensen continua com vontade de liderar a classificação montanha e não será de estranhar que hoje entre na fuga assim como o seu colega de equipa português Sérgio Paulinho. Fredrik Kessiakoff irá também entrar na fuga caso veja a sua camisola das bolinhas em perigo.

Com outra vitória em mente, não é de descartar Thomas Voeckler atacar no início da etapa. Um ciclista que tem já tem procurado muitas vezes a vitória, mas sem sucesso, é Luis Leon Sanchez e hoje é mais uma etapa à sua medida. Espera-se movimentações por parte da Movistar com Alejandro Valverde a liderar os ataques e não seria os Pirenéus sem vermos o laranja da Euskaltel, que apesar de ter já muitos abandonos vai atacar nestas etapas. Hoje podermos ver ao ataque Izaguirre Insausti.

Os grandes favoritos dentro do top10 não se podem dar ao luxo de não atacarem e com apenas 3 etapas montanhosas restantes, todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Espera-se que as equipas e os ciclistas que querem derrubar a Sky aumentem muito o ritmo logo na 1ª contagem de montanha de modo a deixar Bradley Wiggins e Christopher Froome sozinhos para a ultima subida e depois distancia-los nos 3.5 km finais do Mur de Péguère. Será uma possível estratégia para por em prática por Jurgen Van Den Broeck, Cadel Evans e Vincenzo Nibali. Estes últimos dois ciclistas tem também a descida para a meta para efetuar diferenças em relação ao camisola amarela.


A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora e pelas 15:00 na RTP2, com o final da etapa previsto por volta das 16:30.

Ben Swift "bisa" ao sprint no Tour de Pologne



Ben Swift venceu a 5ª etapa do Tour de Pologne, aumentando para 2 as suas vitórias nesta edição. O ciclista britânico da Sky bateu ao sprint Elia Viviani (Liquigas) e Pim Ligthart (Vacansoleil), numa etapa de 163 km que levou os ciclistas à famosa estação de ski Zakopane. “Estou muito contente com o resultado. Foi um sprint bem longo e tive que o fazer desde muito cedo pois eu vi que o Michael Matthews e o Viviani estavam a ganhar uma vantagem significativa.” disse Swift ao teamsky.com.

Michal Kwiatkowsi manteve a camisola amarela ao chegar no 6º lugar, enquanto os portugueses Bruno Pires e Tiago Machado chegaram inseridos do grupo do vencedor da etapa.


Classificação da etapa:

1.       Ben Swift (GBr) Sky – 4:01:22
2.       Elia Viviani (Ita) LIquigas-Cannondale – s.t.
3.       Pim Ligthart (Ned) Vacansoleil-DCM – s.t.
4.       Giovanni  Visconti (Ita) Movistar – s.t.
5.       Michael Matthews (Aus) Rabobank – s.t.
6.       Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quickstep – s.t.
7.       Pier Paolo De Negri (Ita) Farnese Vini-Selle Italia – s.t.
8.       Jack Bauer (NZI) Garmin-Sharp – s.t.
9.       Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky – s.t.
10.   Jure Kocjan (Slo) Team Type 1-Sanofi – s.t.
24.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
30.   Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.
152.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – 0:05:50

Classificação geral:

1.       Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quickstep – 22:08:54
2.       Moreno Moser (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:00:01
3.       Lars  Boom (Ned) Rabobank – 0:00:09
4.       Fabian Wegmann (Ger) Garmin-Sharp – s.t.
5.       Linus Gerdmann (Ger) RadioShack-Nissan – 0:00:12
6.       Manuele Mori (Ita) Lampre-ISD – 0:00:13
7.       Rinaldo Nocentini (Ita) Ag2R La Mondiale – s.t.
8.       Alexandr Kolobnev (Rus) Katusha – s.t.
9.       Michal Golas (Pol) Omega Pharma-Quickstep – s.t.
10.   Mathias Frank (Swi) BMC – s.t.
13.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
14.   Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.
168.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – 0:41:03

sábado, 14 de julho de 2012

André Greipel vence a 13ª etapa do Tour de France



André Greipel venceu a etapa nº 13 do Tour de France, batendo ao sprint o camisola verde Peter Sagan e Edvald Boasson Hagen. Numa etapa plana de 217 km com alguns momentos emocionantes nos últimos 40 km com o vento a provocar cortes no pelotão e com uma 3ª categoria a quebrar o pelotão principal, no final foi a 3ª vitória na 99ª edição do Tour para o gorila germânico. Bradley Wiggins mantém a sua liderança ao chegar dentro do grupo do vencedor.

A Etapa


A etapa nº 13 do Tour de France ligou as localidades de Saint-Paul-Trois-Châteaux a Le Cap Agde, num percurso praticamente plano de 217 km. No dia nacional de França, o único ponto de interesse viria a 25 km da meta com uma subida curta mas muito dura e as previsões apontavam para uma luta ao sprint.

A etapa começou com as tentativas de fuga. Inicialmente composta por 5 ciclistas, a fuga formou-se logo dentro dos primeiros 5 km com mais 3 ciclistas a juntarem-se ao grupo da frente alguns km mais a frente. Ao km 30 a fuga composta por Maxime Bouet, Michael Morkov, Jerome Pineau, Matthieu Ladagnous, Samuel Dumoulin, Roy Curvers, Pablo Urtasun e Jimmy Engoulvent tinha uma vantagem superior a 6 minutos sobre o pelotão.

A etapa foi desenrolando-se sem incidentes, com o pelotão liderado pela Orica GreenEdge a retirar lentamente tempo à fuga, que chegou a ter uma vantagem superior a 7 minutos ao km 55. Enquanto a vantagem da fuga baixava dos 5 minutos ao km 80, Tony Gallopin abandonava o Tour.

A 90 km da meta os ciclistas atingiam o sprint intermédio. No pelotão houve luta pelos pontos restantes, com Sagan a bater Matthew Goss no mini-sprint. Entretanto, Peter Velits embatia contra as barreiras, mas a queda não foi grave para o eslovaco. O trabalho da GreenEdge continuava-se a sentir e com 70 km para a meta a vantagem da fuga era de apenas 2’20. A situação da corrida não era de agrado da fuga e Michael Morkov atacou os seus companheiros de fuga e isolou-se na frente de corrida.

Com menos de 50 km para a meta, Morkov ganhava uma vantagem superior a um minuto ao grupo de fugitivos, enquanto a equipa da BMC acelerava o ritmo na frente do pelotão numa tentativa de causar cortes no pelotão, mas sem sucesso. A 35 km da meta o Morkov continuava na frente com 2’35 sobre o pelotão. A BMC voltou a tentar causar cortes no pelotão e agora a equipa de Cadel Evans foi bem-sucedida, com vários ciclistas a perderem o contacto com o pelotão, mas nenhum ciclista importante na luta pelo top10.

Morkov mantinha-se ainda na frente da corrida na base do Mont Saint-Clair. Mas essa situação alterou-se rapidamente com a subida de 3ª categoria e o Morkov foi apanhado pelo pelotão ainda antes do meio da subida. Cadel Evans e Jurgen Van Den Broeck eram os ciclistas a impor o ritmo na subida, mas com os outros favoritos a manterem-se por perto.

Após a subida do Mont Saint-Clair o grupo da frente estava reduzido a 40 ciclistas, com muitos dos sprinters em grupos atrasados. Alexander Vinokourov e Michael Albasini lançaram um ataque a 16 km da meta e mantiveram-se na frente até aos 3 km finais. No final, foi o camisola amarela Bradley Wiggins a lançar o sprint para o seu companheiro Edvald Boasson Hagen que terminou em 3º, com André Greipel a vencer sobre Peter Sagan por uma distância mínima.

As Classificações


Apesar dos cortes no pelotão que ocorreram nos últimos 50 km, o top10 da classificação geral mantém-se inalterado. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde e alarga a sua vantagem para os seus rivais, Fredrik Kessiakoff mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           André Greipel (Ger) Lotto Belisol – 4:57:59
2.           Peter Sagan (Svk) – s.t.
3.           Edvald Boasson Hagen (Nor) – s.t.
4.           Sébastien Hinault (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
5.           Daryl Impey (RSA) Orica GreenEdge – s.t.
6.           Julien Simon (Fra) Saur-Sojasun – s.t.
7.           Marco Marcato (Ita) Vacansoleil-DCM – s.t.
8.           Philippe Gilbert (Bel) BMC – s.t.
9.           Peter Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – s.t.
10.        Danilo Hondo (Ger) Lampre-ISD – s.t.
35.        Rui Costa (Por) Movistar – s.t.
118.    Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:14:04

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 54:34:33
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
19.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
77.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:29:50

Antevisão do Tour: Etapa 13



A etapa nº 13 do Tour de France liga as localidades de Saint-Paul-Trois-Châteaux a Le Cap d’Agde, num percurso de 217 km. No dia 14 de Julho, o dia nacional francês conhecido como Dia da Bastilha, os ciclistas vão enfrentar 217 km, quase na sua totalidade planos, terminando junto à costa mediterrânica, numa etapa destinada para ser disputada pelos sprinters.

O Percurso


Como já foi mencionado, a etapa de hoje é uma etapa plana e sem pontos de interesse especiais ao longo do percurso, excetuando duas pequenas surpresas nos 25 km finais. Um ponto que pode vir a influenciar a etapa é o vento. Nas estradas mais costeiras que o pelotão irá ultrapassar, os ciclistas vão enfrentar ventos cruzados. Está previsto ventos a 30 km/h, o que em princípio não irá provocar dificuldades, mas os ciclistas vão ter que se manter alerta em caso do vento aumentar de velocidade.

Entretanto, a etapa irá se desenrolar como qualquer etapa plana no Tour de France. Uma fuga vai se formar nos km iniciais e ao contrário do que tem acontecido nas etapas montanhosas anteriores, a fuga não irá conter mais de 6 a 8 elementos. A fuga irá aumentar a sua vantagem rapidamente, mas não deverá atingir os valores da etapa anterior, cuja fuga chegou a ter mais de 12 minutos de vantagem.

A etapa irá decorrer sem história até ao km 126.5, onde está situado o sprint intermédio. Como já é habitual, não se espera que os homens da fuga estejam preocupados com esse ponto, ao contrário do pelotão, onde os homens que lutam pela camisola verde irão mais uma vez lutar entre si pelos pontos restantes. Os últimos km de acesso ao sprint intermédio são praticamente planos e não existe nenhum ponto perigoso nesses km.

Após o sprint intermédio, os ciclistas vão continuar a dirigirem-se para a costa mediterrânica em terreno plano até faltarem 25 km para a meta. Nesse ponto vai estar situada a única contagem de montanha, o Mont Saint-Clair. Uma 3ª categoria de 1.6 km, mas a 10.2% de inclinação média com rampas a atingir os 16%. Esta subida irá certamente pôr muitos dos sprinters em dificuldade, que irão depois ter de gastar energias preciosas para se juntarem ao pelotão. Esta 3ª categoria pode também servir de rampa de lançamento a um elemento da fuga que ainda acredite no sonho de se aguentar na frente até final.

O Final


Após a contagem de 3ª categoria, os restantes 20 km são completamente planos. Apesar de parecer haver um pequeno topo a 1500m, o gráfico está muito exagerado e, de facto, não existe nenhuma dificuldade desse género nos km que antecedem a meta. Pontos de perigo também não existem, com os últimos 5 km feitos quase sempre em linha reta. Existe, contudo, uma pequena surpresa a 400m da meta. Uma curva longa de 180º antes da reta final de 200m. A colocação e a aceleração serão fundamentais para os ciclistas que querem lutar pela vitória.

Os Favoritos


No papel, a etapa de hoje está destinada para ser disputada ao sprint o que torna as probabilidades de uma fuga resultar muito reduzidas. Este facto poderá afugentar grandes nomes de ingressarem na fuga do dia, mas sendo o dia nacional de França, espera-se que haja muitos ciclistas franceses ansiosos por atacarem e participarem na fuga. Ciclistas como Samuel Dumoulin, Sandy Casar e Anthony Roux poderão estar ao ataque.

Outro ciclista que irá certamente atacar e tentar a vitória na etapa é o ciclista dinamarquês Michael Morkov. O ciclista da Saxo Bank já mostrou que sabe estar na fuga certa (fez parte de três fugas neste Tour) e hoje faz exatamente 5 anos que o seu pai morreu e Morkov disse que queria homenageá-lo ao vencer a etapa de hoje.

Se a vitória na etapa sobrar para uma luta ao sprint, que é o mais provável, Peter Sagan e Matthew Goss serão certamente grandes favoritos, pois serão os que terão menos dificuldades e energias gastas na 3ª categoria. Peter Sagan é ainda mais favorito, devido à pequena surpresa a 400m finais onde deverá sair beneficiado em relação aos seus rivais. Mas, também não se pode por de lado Mark Cavendish, que ainda só tem uma vitória neste Tour e quererá retificar isso, e André Greipel que tem continuado em prova porque certamente acredita que pode sair vitorioso em mais uma etapa, como a de hoje.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora e por volta das 15:00 na RTP2, com o final da etapa previsto para as 16:00. Os últimos 30 km irão ser os mais emocionantes do dia.

Aidis Kruopis vence a 4ª etapa do Tour de Pologne



Aidis Kruopis (Orica) venceu a 4ª etapa do Tour de Pologne, batendo ao sprint Ben Swift (Sky) e Theo Bos (Rabobank). Foi uma etapa curta, de 127.8 km, que acabou ao sprint com o pelotão a chegar compacto à meta. No final da etapa, Kruopis falou aos jornalistas: “Está é uma vitória especial para mim e para a minha equipa. A Orica GreenEdge tem mostrado confiança em mim e esta foi a minha primeira oportunidade de vencer aqui na Polónia. Estou muito contente por ter mostrado à equipa o que eu posso fazer”.

A camisola amarela mudou de ombros devido às bonificações do sprint intermédio, passando agora a ser o polaco Michal Kwiatkowski (Omega) o líder da classificação geral. “Estou eufórico. (…) É um dos momentos mais importantes da minha carreira. Foi um momento emocionante quando eu vesti a camisola amarela em frente do público do meu país. Eu sempre sonhei com isto.” disse Kwiatkowski no final. Os três portugueses chegaram inseridos no pelotão.


Classificação da etapa:

1.       Aidis Kruopis (Ltu) Orica GreenEdge – 5:01:51
2.       Ben Swift (GBr) Sky – s.t.
3.       Theo Bos (Ned) Rabobank – s.t.
4.       Daniele Bennati (Ita) RadioShack-Nissan – s.t.
5.       Alexander Porsev (Rus9) Katusha – s.t.
6.       Jacopo Guarnieri (Ita) Astana – s.t.
7.       Heinrich Haussler (Aus) Garmin-Sharp – s.t.
8.       Alexander Kristoff (Nor) Katusha – s.t.
9.       Mathew Hayman (Aus) Sky – s.t.
10.   Lucas Sebastien Haedo (Arg) Saxo Bank-Tinkoff Bank– s.t.
27.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – s.t.
59.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
61.   Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.

Classificação geral:

1.       Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quickstep – 18:07:33
2.       Moreno Moser (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:00:02
3.       Fabian Wegmann (Ger) Garmin-Sharp – 0:00:08
4.       Lars  Boom (Ned) Rabobank – s.t.
5.       Linus Gerdmann (Ger) RadioShack-Nissan – 0:00:11
6.       Manuele Mori (Ita) Lampre-ISD – 0:00:12
7.       Rinaldo Nocentini (Ita) Ag2R La Mondiale – s.t.
8.       Alexandr Kolobnev (Rus) Katusha – s.t.
9.       Mathias Frank (Swi) BMC – s.t.
10.   Michal Golas (Pol) Omega Pharma-Quickstep – s.t.
11.   Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.
14.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
177.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – 0:35:12

sexta-feira, 13 de julho de 2012

David Millar vence a 12ª etapa do Tour de France



David Millar venceu a 12ª etapa do Tour de France. Parte de um grupo de 5 ciclistas da fuga do dia, Millar bateu ao sprint Jean Peraud e com Egoi Martinez a fazer 3º. No pelotão, que chegou com 8 minutos de atraso, houve luta pelos pontos com Matthew Goss a bater Peter Sagan num sprint duvidoso. Não houve movimentações por parte dos favoritos e Bradley Wiggins continua a liderar a classificação geral.

A Etapa


A etapa mais longa da 99ª edição do Tour de France ligou as localidades de Saint-Jean-de-Maurienne a Annonay Davézieux, num percurso de meia montanha de226 km. Apesar de ter duas contagens de 1ª categoria duras no início da etapa, o resto da etapa era relativamente fácil e as perspetivas de uma fugar resultar eram muito boas. Houve 3 ciclistas que não iniciaram a etapa de hoje: dois ciclistas da Lampre, Alessandro Petacchi e Yuriy Krivtsov, que ontem chegaram fora de controlo e Robert Gesink que abandonou com a intenção de recuperar para poder estar presente na Vuelta.

Os primeiros km foram feitos de modo muito rápido com as várias tentativas de fuga. Ainda antes do início da subida da primeira montanha do dia, um grupo de 19 ciclistas isolava-se à frente do pelotão, onde se incluía Jean Peraud, Marco Marcato, David Millar e Robert Kiserlovski. Ao km 25, já com 5 km de subida feita, o grupo de fugitivos tinha uma vantagem de 1’40. Ao longo da subida havia ainda tentativas de ciclistas saírem do pelotão e juntar-se aos homens da fuga, como era o caso de David Moncoutie, Rui Costa, Egoi Martinez e Christopher Horner.

O grupo de fugitivos estava reduzido a 12 ciclistas e no topo da contagem de montanha foi Robert Kiserlovski a passar em 1º lugar, com um minuto de vantagem para o pelotão. A descida foi efetuada sem incidentes de maior, excetuando a queda de David Moncoutie, que o obrigava a abandonar o seu último Tour de France. Antes dos ciclistas começarem a ascensão da segunda contagem de 1ª categoria, a vantagem da fuga era de 2’15, enquanto Tom Veelers abandonava o Tour.

A ascensão do Col du Granier fez justiça ao seu perfil, e pôs muitos ciclistas em dificuldade, inclusive o 10º da geral Thibaut Pinot. O grupo da fuga ia perdendo elementos e a vantagem para o pelotão descia para os 1’20. De facto, o ritmo da Sky e do norueguês Edvald Boasson Hagen era tão forte que o pelotão via se reduzido a 40 ciclistas. O vencedor da etapa de ontem Pierre Rolland, nono na CG, era outro ciclista a passar por dificuldades. Kiserlovski voltava a passar em 1º lugar na contagem de montanha, enquanto Wiggins acelerava o ritmo, talvez com a intenção de deixar uma mensagem de que continua a ser o líder e o mais forte da corrida. Na descida era o camisola verde Peter Sagan a atacar na tentativa de se chegar ao grupo da frente juntamente com Rein Taaramae.

Após a descida e com 100 km percorridos, havia um grupo de 5 ciclistas a liderar a corrida, Kiserlovski, Martinez, Peraud, Millar e Cyril Gautier. Atrás ia um grupo de nove, onde se incluía Sagan, a 1’30 e o pelotão comandado pela Orica GreenEdge a 3’20. Ao km 108 o grupo de Sagan era apanhado na zona de abastecimentos. Com Sagan apanhado, o ritmo no pelotão abrandou e a 100 km da meta a vantagem dos 5 homens da frente era superior a 7 minutos.

A 5 km do sprint intermedio a vantagem do grupo da frente era de 11’20. Sprint intermedio que não foi contestado entre os 5 ciclistas da frente, ao contrário do que aconteceu no pelotão, com MGoss a vencer o mini-sprint. A etapa continuava a decorrer sem incidentes, e a vantagem da fuga subia para os 12’40 a 50 km da meta.

À entrada da última contagem de montanha do dia a vantagem da fuga mantinha-se acima dos 12 minutos. A ascensão da 3ª categoria foi ultrapassada calmamente, com Kiserlovski mais uma vez a passar no 1º lugar no topo da contagem de montanha. Nos últimos 5 km os ciclistas foram atacando-se uns aos outros, com Millar e Peraud a destacarem-se. No final, foi David Millar a bater o francês no sprint para a vitória. No pelotão, houve sprint pelos pontos, com Goss a bater Sagan mas num sprint polemico devido a um desvio do australiano que prejudicou o camisola verde.

As Classificações


A etapa não proporcionou qualquer alteração de relevo na classificação geral. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Fredrik Kessiakoff mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           David Millar (GBr) Garmin-Sharp – 5:42:46
2.           Jean-Christophe Peraud (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
3.           Egoi Martinez (Spa) Euskaltel-Euskadi – 0:00:05
4.           Cyril Gautier (Fra) Europcar – s.t.
5.           Robert Kiserlovski – s.t.
6.           Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – 0:07:53
7.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
8.           Sébastien Hinault (Fra) Ag2R La Mondiale – 0:07:54
9.           Cadel Evans (Aus) BMC – s.t.
10.        Luca Paolini (Ita) Katusha – s.t.
38.        Rui Costa (Por) Movistar – s.t.
139.    Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:11:59

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 54:34:33
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
20.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
75.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:15:46

Antevisão do Tour: Etapa 12



A etapa nº 12 do Tour liga as cidades de Saint-Jean-de-Maurienne a Annonay Davézieux, num percurso de média montanha de 226 km, o que torna esta etapa na mais longa da 99ª edição do Tour de France. Tecnicamente ainda estamos em terrenos Alpinos, mas com as duas montanhas importantes do dia situadas nos primeiros 80 km não se espera que haja movimentações por parte de homens do top10. De notar também que a localidade de Annonay Davézieux é uma estreante na Grande Boucle.

As Montanhas


  • KM 34 – Col du Grand Cucheron 1188m – 12.5 km a 6.5% - 1ª Categoria
  • KM 80.5 – Col du Granier 1134m – 9.7 km a 8.6% - 1ª Categoria
  • KM207.5 – Côte d’Ardoix 366m – 5.9 km a 3.4% - 3ª Categoria


A etapa inicia-se com os 20 km antes da 1ª contagem de montanha feitos em ligeira descida. As primeiras tentativas de fuga vão começar com muitas movimentações. Após estes 20 km, os ciclistas enfrentam a primeira contagem de 1ª categoria e, como podemos ver no gráfico, podemos dividir a subida em duas partes. Uma 1ª parte, os primeiros 6 km mais suave e que é feita de modo rápido e uma 2ª parte, os últimos 6 km mais duros com a inclinação quase sempre superior a 8%.

Os primeiros 20 km aliados à primeira parte da subida vão permitir um início muito rápido da etapa, com os vários ataques na tentativa da formação da fuga ideal. Depois de 2 etapas anteriores muito duras e com este início fulgurante, vai já haver ciclistas, nomeadamente sprinters, a perder o contato na 2ª parte desta subida.

Após o topo, os ciclistas enfrentam 15 km de descida e 10 km acidentados antes do início de nova contagem de 1ª categoria. Em comparação, esta subida é mais curta, mas mais dura. Mais uma vez, a primeira parte da ascensão é mais “acessível” com os primeiros 5 km feitos a 7,5%, apenas com um km a 9% no meio, enquanto a segunda parte é bem mais dura, com os últimos 5 km feitos sempre a cima dos 9%, 3 deles mesmo superiores a 10%. Contudo, a sua dureza vai apenas proporcionar belas imagens e massacrar as pernas dos ciclistas que estejam em menos boa forma, pois a sua distância da meta significa que não haverá movimentações significativas ao longo da subida.

Passado o topo da subida, o cenário de corrida é semelhante ao que se passou a seguir à primeira contagem de montanha. Os ciclistas enfrentam 20 km de descida, seguidos de 30 km acidentados. Nesta altura os ciclistas estarão sensivelmente a 100 km da meta e vão enfrentar um longo período feito em ligeira descida até sensivelmente faltarem 30 km para a meta. Entretanto os ciclistas passam pelo sprint intermédio a 75 km da meta. O sprint é feito em ligeira descida e numa longa reta de mais de 2000m.

A 30 km da meta os ciclistas entram na última contagem de montanha do dia. Mas esta é uma subida simples, com 6 km a 3.5%, e não deverá influenciar o desenrolar dos acontecimentos. Após esta contagem de 3ª categoria, os ciclistas cumprem mais 10 km de plano antes de atingir a parte final.

O Final


Os últimos km são feitos em ligeira ascensão e a 4 km da meta a estrada sobe a uns 4% de inclinação. Serão nestes km que se irá decidir o vencedor da etapa. O acesso à meta não é fácil, com muitas curvas e rotundas até aos 2000m finais. Depois só uma rotunda a 450m é o único ponto de interesse, já dentro do último km mais plano.

Os Favoritos


A etapa de hoje é uma etapa feita à medida de uma fuga. Por isso, vamos ver muita ação nos km iniciais para a fuga se formar. Espera-se ataques de homens combativos, como é o caso de Sylvain Chavanel, Sandy Casar, Simon Gerrans, Jens Voigt, Marco Marcato e David Millar. Será também interessante ver se os homens que lutam pela camisola verde, Peter Sagan e Matthew Goss, entram na fuga.

Dentro dos favoritos não deverá haver movimentações, mas pode haver o caso de algum ciclista fora do top10 tentar lançar um ataque nos últimos 30 km. Nicolas Roche e Jerome Coppel são dois ciclistas que poderão adotar essa estratégia. O final da etapa assenta na perfeição ao camisola verde, mas para isso seria necessário a Liquigas perseguir durante boa parte da etapa e com Nibali dentro do top3, a equipa italiana estará mais interessada em poupar-se para as etapas de montanha.


A transmissão televisiva começa por volta das 10:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto por volta das 15:30/16:00. A etapa será transmitida na íntegra pela Eurosport. Os últimos 60 minutos da etapa deverão ser os mais emocionantes com a decisão da vitória da etapa.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Zdenek Stybar vence a 3ª etapa do Tour de Pologne



Zdenek Stybar venceu a 3ª etapa da 69ª edição do Tour de Pologne. No fim de 201.7 km, o ciclista checo da Omega Pharma-QuickStep bateu no pavé de Cieszyn os italianos Francesco Gavazzi e Sacha Modolo. No final da etapa, Stybar falou aos jornalistas: “Estou muito contente. Eu queria ganhar esta etapa e consegui. A etapa de hoje cruzou a fronteira com a República Checa e ao longo do percurso eu senti o amor da população local. Eu estou também muito feliz porque esta é a minha primeira vitória numa corrida do World Tour.”

Os portugueses Tiago Machado e Bruno Pires estiveram em bom destaque, tendo terminado a etapa inseridos no grupo do vencedor. Os dois ciclistas ocupam agora o 11º e o 14º posto na classificação geral respetivamente. Manuel Cardoso voltou a chegar num grupo atrasado.

Classificação da etapa:

1.       Zdenek Stybar (Cze) Omega Pharma-Quickstep – 5:01:51
2.       Francesco Gavazzi (Ita) Astana – s.t.
3.       Sacha Modolo (Ita) Colnago-CSF Inox – s.t.
4.       Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quickstep – s.t.
5.       Moreno Moser (Ita) Liquigas-Cannondale – s.t.
6.       Rinaldo Nocentini (Ita) Ag2R La Mondiale – s.t.
7.       Marek Rutkiewicz (Pol) Polish National Team – s.t.
8.       Lars  Boom (Ned) Rabobank – s.t.
9.       Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky – s.t.
10.   Bjorn Leukemans (Bel) Vacansoleil-DCM – s.t.
25.   Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.
26.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
138.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – 0:10:46

Classificação geral:

1.       Moreno Moser (Ita) Liquigas-Cannondale – 15:24:31
2.       Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quickstep – 0:00:01
3.       Lars  Boom (Ned) Rabobank – 0:00:06
4.       Fabian Wegmann (Ger) Garmin-Sharp – 0:00:07
5.       Linus Gerdmann (Ger) RadioShack-Nissan – 0:00:09
6.       Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky – 0:00:10
7.       Manuele Mori (Ita) Lampre-ISD – s.t.
8.       Michal Golas (Pol) Omega Pharma-Quickstep – s.t.
9.       Rinaldo Nocentini (Ita) Ag2R La Mondiale – s.t.
10.   Alexandr Kolobnev (Rus) Katusha – s.t.
11.   Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.
14.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
179.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – 0:35:10

Pierre Rolland vence 11ª etapa do Tour, Sky continua a dominar



Pierre Rolland venceu isolado a 11ª etapa do Tour de France 2012. Depois de vencer na etapa do Alpe d’Huez do Tour 2011, Rolland voltou a brilhar nos Alpes dando a segunda vitória consecutiva à sua equipa Europcar. O jovem Thibaut Pinot bateu ao sprint Christopher Froome pelo 2º lugar num grupo onde vinha Bradley Wiggins, Vincenzo Nibali e Jurgen Van Den Broeck.

Cadel Evans perdeu mais de um minuto para o camisola amarela, numa etapa onde se chegou a ver Froome a atacar o seu líder de equipa para momentos mais tarde abrandar o ritmo e voltar para junto do camisola amarela. Bradley Wiggins mantém a sua liderança na classificação geral com Froome agora a ocupar o 2º lugar. Rui Costa passou um dia difícil nas altas montanhas tendo terminado no 32º posto com mais de 14 minutos de atraso para o vencedor da etapa. Rui Costa ocupa agora o 19º lugar na classificação geral..

A Etapa


A verdadeira etapa dos Alpes da 99ª edição do Tour de France levou os ciclistas de Albertville a La Toussuire – Les Sybelles, num percurso montanhoso de 148 km. Com 4 contagens de montanha, duas delas de categoria especial, e chegada em alto, a etapa prometia muita ação e emoção. Houve um ciclista que não iniciou a etapa de hoje: Fabian Cancellara, que foi para casa ver o nascimento do seu 2º filho.

A 11ª etapa do Tour iniciou-se nos primeiros km de plano com várias tentativas de formação de fuga. Após 5 km, havia dois grupos de fugitivos com uma ligeira vantagem sobre o pelotão com mais de 30 ciclistas incluídos nesses dois grupos. Os dois grupos juntaram-se e ao km 10 tinham uma vantagem de 50 segundos sobre o pelotão, que ainda perseguia a fuga por parte da equipa da RadioShack.

A subida da Col de la Madeleine começou e enquanto os sprinters começam a ficar para trás, a fuga continuava indefinida, com ciclistas a serem apanhados pelo pelotão e outros a atacarem. Ao km 24 os homens da frente ainda só tinham uma vantagem de 45 segundos para o pelotão liderado pela Sky. Ao km 28 havia um grupo de 21 ciclistas na frente com 1 minuto de vantagem sobre o pelotão e onde se incluía grandes nomes, como Rolland, Alejandro Valverde, Peter Velits, Chris Anker Sorensen, Daniel Martin e Fredrik Kessiakoff. Outros ciclistas que tentavam juntar-se a este grupo incluíam Levi Leipheimer e Laurens Ten Dam.

Os fugitivos acabaram por se juntar e a sua vantagem para o pelotão ia lentamente aumentar à medida que o topo da Madeleine se aproximava. A 7 km do topo o grupo da frente tinha uma vantagem de 1’30 sobre o pelotão, enquanto era notícia o abandono de dois ciclistas da Vacansoleil, Lieuwe Westra e Rob Ruigh, e o ciclista Bauke Mollema da Rabobank.

Os homens da fuga atingiram o topo da montanha e houve luta pelos pontos da montanha, com Velits a passar à frente de Kessiakoff. O pelotão passou no topo com 2’55 de atraso. A descida longa de 20 km foi percorrida sem incidentes de maior.

Mais um abandono para a equipa da Vacansoleil, Gustav Larsson, enquanto a fuga atingia o sprint intermédio, que não foi disputado entre os ciclistas visto que não havia ninguém que lutasse pela classificação dos pontos. De seguida, os ciclistas enfrentaram a 2ª categoria especial do dia, Col de la Croix de Fer, logo no iníco havia ciclistas a perder o contato com o grupo da frente, como Michele Scarponi e Alexander Vinokourov. Outra notícia de abandono, desta vez Mark Renshaw.

A subida longa ia reduzindo o grupo da frente e no meio da ascensão restavam onze ciclistas com 4’10 de vantagem para o pelotão. Tejay Van Garderen atacava no pelotão, o que prometia mexidas por parte da BMC, e minutos depois era Cadel Evans a passar ao ataque. Atrás era a Sky a responder de forma organizada. Van Garderen dava tudo pelo seu líder, enquanto no pelotão muitos ciclistas não aguentavam o ritmo de perseguição da Sky e o grupo de favoritos ficava reduzido a 15/20 ciclistas.

Aimel Moinard, que fazia parte da fuga, deu uma pequena ajuda a Cadel Evans na sua tentativa de ganhar tempo ao camisola amarela, que mantinha-se rodeado de três colegas de equipa num grupo de apenas 9 ciclistas, onde se incluía Nibali e Van Den Broeck, Janez Brajkovic e o jovem francês Thibaut Pinot. Mas Evans não estava com a força suficiente para se manter na frente e apesar do grande trabalho de Van Garderen os homens da BMC eram apanhados pela armada da Sky a 5km do topo da contagem de montanha.

Na frente da corrida, e com o aproximar do topo, sobravam apenas 8 ciclistas, Kessiakoff, Chris Horner, Rolland, Tem Dam, Vasili Kiryienka, Robert Kisierlovski, Sorensen e Martin. No topo da contagem de montanha foi Kessiakoff a passar em primeiro a bater ao “sprint” Pierre Rolland. O grupo de favoritos, que foi crescendo com o aliviar do ritmo da Sky, passou no topo a 2’10 de atraso.

A descida foi efetuada sem incidentes, com ciclistas atrasados a entrarem no grupo de fugitivos e no grupo de favoritos. À entrada do Col du Mollard, Velits forçou o andamento da fuga quebrando o grupo de fugitivos, enquanto Michael Rogers da Sky continuava a fazer um grande trabalho a liderar o pelotão. No topo da contagem de 2ª categoria foi Rolland a cruzar no primeiro lugar, juntamente com Kiryienka e Kisierlovki e com 3 minutos de vantagem sobre o grupo de favoritos.

À entrada da última subida, Sorensen juntou-se ao trio da frente, mas o ciclista dinamarquês estava sempre no “elástico”. A 12 km da meta Brajkovic iniciou os ataques no grupo de favoritos, seguido por Pinot e Van Den Broeck. Na frente da corrida era outra vez Rolland a atacar e a liderar a corrida, enquanto Nibali lançava o seu ataque. A Sky respondia ao pôr Froome a trabalhar e rapidamente apanhou o homem da Liquigas.

Nibali voltou a atacar com 9 km da meta e Froome era outra vez responsável por perseguir o italiano. Nibali conseguia chegar ao grupo de Van Den Broeck, enquanto Wiggins liderava a perseguição num grupo onde só se encontravam Evans, Van Garderen, Frank Schleck e Froome. Rolland continuava sozinho na procura pela vitória na etapa e Evans mostrava sinais de fraqueza ao não seguir o ritmo do camisola amarela. O australiano ficava para trás com o apoio de Van Garderen na tentativa de minimizar as perdas ao mesmo tempo que Schleck também perdia o contacto com o duo da Sky.

O duo britânico juntou-se ao grupo de Nibali e no momento mais surpreendente da etapa, Froome atacou o grupo e deixou o seu líder para trás. Contudo, momentos depois Froome recebeu ordens pelo rádio, levantou o pé e voltou a colar-se ao grupo do camisola amarela. Entretanto, Thibaut Pinot aproveitou estes momentos para atacar o grupo de favoritos, mas o ataque era inconsequente, pois Froome voltava a colocar um ritmo muito forte.

A 2 km da meta, Pierre Rolland mantinha-se na posição ideal para vencer a etapa, com um minuto de vantagem para Chris Sorensen. Froome continuava a conduzir o grupo do camisola amarela com Evans a perder mais de um minuto. Pierre Roland vence a etapa, com Thibaut Pinot a fazer 2º e Christopher Froome 3º com 55 segundos de atraso para o ciclista da Europcar. Evans chegava no 11º lugar com mais de 1’20 de atraso para o camisola amarela.

As Classificações


Na grande etapa dos Alpes, foram várias as alterações e as diferenças de tempo entre os homens do top 20 da classificação geral. A figura mais importante a fraquejar foi Cadel Evans, que desceu para o 4º posto a 3’19. Dennis Menchov foi outro ciclista que perdeu muito tempo hoje e está fora do top10. Entretanto, outros ciclistas entraram no top10 como é o caso da dupla francesa Pierre Rolland e Thibaut Pinot e o ciclista da Astana Janez Brajkovic. Rui Costa perdeu hoje muito tempo e perdeu o seu 11º lugar, descendo para o 19º posto.

Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Fredrik Kessiakoff recupera a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.

Classificação da etapa:
1.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 4:43:54
2.           Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:00:55
3.           Christopher Froome (GBr) Sky – s.t.
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:00:57
5.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – s.t.
6.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – s.t.
7.           Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:01:08
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:01:58
9.           Vasili Kirryienka (Blr) Movistar – 0:02:13
10.        Frank Schleck (Lux) RadioShack-Nissan – 0:02:23
32.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:14:13
89.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:32:25

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 48:43:53
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
19.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
72.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:11:41