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domingo, 22 de julho de 2012

Mark Cavendish vence em Paris, Bradley Wiggins vence o Tour de France 2012



Mark Cavendish (Sky) venceu a última etapa da 99ª edição do Tour de France nos Champs Élysées, enquanto Bradley Wiggins (Sky) confirmava a sua vitória do Tour de France 2012, o primeiro britânico a alcançar tal feito. Cavendish venceu em Paris pelo 4º ano consecutivo, um novo recorde para o ciclista da Isle of Man, batendo ao sprint Peter Sagan (Liquigas) e Matthew Goss (Orica).

A Etapa


A 20ª e última etapa do Tour de France 2012 levou os ciclistas de Rambouillet a Paris e aos Champs Élysées, num percurso de 120 km. A 99ª edição da Grande Boucle chegava ao seu fim com uma etapa de consagração para os ciclistas que conseguiram atingir Paris depois de 3 semanas de prova em alta competição. No final, a etapa estava destinada para ser disputada entre os grandes sprinters do pelotão.

A primeira parte da etapa desenrolou-se em ritmo de passeio, com os ciclistas a posarem para as fotografias e a falarem uns com os outros com boa disposição. Com a chegada a Paris, a etapa começava a aquecer, com a vitória na etapa por decidir.

Os ataques começavam a acontecer logo no início da 1ª das 8 voltas ao circuito dos Champs Élysées. George Hincapie e Christopher Horner foram os primeiros a tentar escapar do pelotão, embora sem muito sucesso. De seguida, foi Jens Voigt e Danilo Hondo a saltarem para a frente da corrida com 40 km para a meta. Os dois germânicos conseguiam ganhar alguma vantagem enquanto mais ciclistas atacavam o pelotão.

A 25 km da meta, o grupo da fuga continha 11 elementos, onde se incluía Rui Costa, e 27 segundos de vantagem para o pelotão, que ia sendo comandado pelas equipas da Sky e da Liquigas. Na 7ª passagem pela meta, três ciclistas destacavam-se do grupo da frente com 20 segundos de vantagem: Voigt, Costa e Sébastien Minard.

Mas o pelotão estava sempre a manter a vantagem controlada e o trio de fugitivos foram apanhados a 3 km da meta. Os vários comboios lutaram entre si pela liderança no pelotão, mas o camisola amarela Wiggins veio para a frente com 1000 metros restantes e desde aí a Sky liderou a corrida. Com 600m, Edvald Boasson Hagen tomou a liderança e com 350m para a meta Cavendish começou o seu sprint e nunca foi importunado até à meta.

As Classificações


Classificação da etapa:
1.           Mark Cavendish (GBr) Sky – 3:08:07
2.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
3.           Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – s.t.
4.           Juan Jose Haedo (Arg) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
5.           Kris Boeckmans (Bel) Vacansoleil-DCM – s.t.
6.           Gregory Henderson (Nzl) Lotto-Belisol – s.t.
7.           Borut Bozic (Slo) Astana – s.t.
8.           André Greipel (Ger) Lotto-Belisol – s.t.
9.           Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky – s.t.
10.        Jimmy Engoulvent (Fra) Saur-Sojasun – s.t.
59.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:00:09
73.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.

Classificação geral final:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 87:34:47
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:03:21
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:06:19
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:10:15
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:11:04
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:15:41
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:15:49
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:16:26
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:16:33
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:17:17
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:37:03
50.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:47:14      

Classificação por pontos final:
1.       Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – 421 pts
2.       André Greipel (Ger) Lotto-Belisol – 280 pts
3.       Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – 268 pts

Classificação da montanha final:
1.       Thomas Voeckler (Fra) Europcar – 135 pts
2.       Fredrik Kessiakoff (Swe) Astana – 123 pts
3.       Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 77 pts

Classificação da juventude final:
1.       Tejay Van Garderen (USA) BMC – 87:45:46
2.       Thibaut Pinot (Fra) FDJ Big-Mat – 0:06:13
3.       Steven Kruijswijk (Ned) Rabobank – 1:05:48

Classificação por equipas final:
1.       RadioShack-Nissan – 263:12:01
2.       Sky – 0:05:34
3.       BMC – 0:36:36

Prémio super combativo:
1.       Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank

Antevisão do Tour: Etapa 20



A etapa nº 20 e última da 99ª edição do Tour de France leva os ciclistas, como tem sido habitual desde 1975, a Paris e aos Champs Élysées a partir de Rambouillet. A última etapa da Grande Boucle é também chamada a etapa de consagração, onde os ciclistas festejam o feito de terem resistido às 3 semanas de prova. Mas existe ainda uma etapa para vencer e será muito certamente os sprinters a discutirem a vitória. Temos que recuar a 2005 para vermos um não-sprinter a vencer em Paris, na altura foi Vinokourov o vencedor.

A Etapa


A etapa em si tem pouco que se lhe diga. A parte inicial da corrida assemelha-se mais a um desfile do que propriamente a uma corrida de ciclismo, por isso o perfil é quase irrelevante. A segunda parte é feita em circuito entre os Champs Élysées e a Place de la Concorde e o final da etapa é provavelmente o mais conhecido da história do ciclismo.

Existem, nos primeiros 40 km, duas contagens de 4ª categoria no dia de hoje, que estão apenas colocadas para marcar presença. De notar que na segunda contagem, o Côte de Saint-Rémy-lès-Chevreuse, está situado um monumento a Jacques Anquetil, figura mítica do ciclismo dos anos 50 e 60.

Os ciclistas chegam ao km 50 a Versailles e 10 km depois entram no circuito final. São 8 voltas a um percurso de sensivelmente 6 km. Aqui os ciclistas já largaram o champagne, a boa disposição e as poses para a fotografia e a luta pela etapa começa a tomar forma.

O circuito em Paris é feito em pavé, mas é um pavé polido e bem estruturado para a passagem de milhares de carros no dia-a-dia. Após a 3ª passagem pela linha de meta, os ciclistas encontram o sprint intermédio. Situado no ponto mais alto dos Champs Élysées, o sprint está situado 1 km à frente da linha de meta. Com a classificação por pontos arrumada, este será um ponto de menos importância no dia de hoje.

O Final


Como disse anteriormente, este é um dos finais mais famosos no ciclismo. O circuito pode ser dividido em duas partes. Na primeira parte os ciclistas percorrem a longa avenida dos Champs Élysées em ambos os sentidos, com uma curva de 180º junto ao Arco do Triunfo. Na segunda parte os ciclistas circundam a Place de la Concorde e o Jardin des Tuileries. Duas curvas a 90ª dentro dos 2000m finais e a 500m da meta curva e contracurva antes da reta da meta de 400m de comprimento e 9m de largura.

Os Favoritos


A etapa dos Champs Élysées é a etapa que todos os sprinters querem ganhar. Nas últimas 6 ocasiões foi um sprinter que saiu vitorioso em Paris e hoje não deverá ser exceção. A etapa também costuma ser marcada por muitos ataques nas voltas finais ao circuito e por isso é necessário que haja equipas com um comboio forte para resistir aos ataques e para posicionar na perfeição o seu sprinter para os 400m finais.

Vencedor nos últimos 3 anos em Paris, Mark Cavendish não poderá deixar de ser olhado como o principal favorito. Com um Tour que parecia condenado à mediocridade comparativamente com o que ciclista da Isle of Man nos tem habituado em edições anteriores, o “Manx Missile“ produziu um fantástico sprint na etapa 18 e, agora com uma equipa dedicada, volta a ser o homem a abater no sprint em Paris.

André Greipel será certamente o seu mais direto rival. Com três vitórias em etapa e a fazer o seu melhor Tour até à data, o gorila germânico não quererá perder a oportunidade de vencer em Paris. Juntando-se à Sky e à Lotto Belisol, a Orica GreenEdge é a outra equipa que tem a possibilidade de criar um comboio forte à volta do seu sprinter. Sem ainda nenhuma vitória, Matthew Goss tem a sua última oportunidade para mostrar que pode ser o melhor sprinter.

Nem sempre de sprintes se contam os vitoriosos em Paris e Alexander Vinokourov é a prova disso mesmo. O cazaque venceu nos Champs Élysées em 2005 e no seu último Tour de France vai querer repetir o feito. Outro ciclista que tem estado muito ativo nos últimos dias é Luis Leon Sanchez. Após duas etapas consecutivas com a vitória a lhe ser tirada pelos homens da Sky, o espanhol da Rabobank acredita que à 3ª é de vez e hoje pode muito bem voltar a tentar a vitória.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora e na RTP2 pelas 14:00, com o final da etapa previsto entre as 16:00 e as 16:30. A etapa é transmitida na íntegra na Eurosport e a entrada dos ciclistas no circuito em Paris deverá acontecer por volta das 15:00.

sábado, 21 de julho de 2012

Wiggins domina o CRI na etapa 19 e garante a vitória no Tour de France 2012



Bradley Wiggins venceu a 19ª etapa do Tour de France com mais uma performance bombástica no contrarrelógio individual. O domínio da Sky continuou com Christopher Froome a fazer 2º (Richie Porte fez 5º) enquanto Luis Leon Sanchez (Rabobank) alcançou o 3º lugar no CRI. Bradley Wiggins cimentou a sua posição de líder da Grande Boucle e parte com a camisola amarela para a etapa de consagração em Paris.

A Etapa


A penúltima etapa do Tour de France 2012 foi um contrarrelógio individual de 53.5 km, que levou os ciclistas de Bonneval a Chartres. Um contrarrelógio mais longo, mas menos técnico e com menos dificuldades do que o primeiro CRI da etapa 9. O CRI tinha dois pontos intermédios de cronometragem, o 1º ao km 14 e o 2º ao km 30.5. Já com muitos especialistas fora do Tour, a vitória da etapa parecia destinada para o camisola amarela Bradley Wiggins.

O primeiro ciclista a partir foi Jimmy Engoulvent (Saur), que chegou à meta com um tempo fraco de 1’12’49. Entretanto, Patrick Gretsch (Argos) foi batendo os tempos nos dois pontos intermédios e acabou o CRI com um tempo de 1’06’41, que lhe dava o primeiro lugar provisório.

David Zabriskie e Vasili Kiryienka eram os ciclistas que mais se aproximavam do alemão, terminando as suas provas com 44 e 18 segundos de atraso respetivamente. O primeiro ciclista a bater os tempos de Gretsch era Luis Leon Sanchez, o campeão nacional de contrarrelógio espanhol. Sanchez acabou o CRI no 1º lugar provisório com um tempo de 1’06’03 e 38 segundos de vantagem para o ciclista alemão.

Os ciclistas iam partindo e acabando a sua prova e na entrada em ação do top20, Sanchez continuava em 1º lugar em ambos os pontos intermédios e na meta. Apenas Richie Porte e Peter Velits chegavam perto do tempo do espanhol com um tempo final na meta de 1’06’38 e de 1’06’15, fazendo 3º e 2º provisórios respetivamente.

Mais atrás, a luta por um lugar no top10 começava a aquecer, com Andreas Kloden a passar no 1º ponto com 13 segundos de atraso para Sanchez. Com todos os ciclistas já na estrada, os tempos dos top10 começavam a aparecer no 1º ponto. Enquanto Cadel Evans fazia um péssimo tempo com 1’10 de atraso, o seu companheiro Tejay Van Garderen batia o tempo de Sanchez nesse mesmo ponto por 3 segundos.

Vincenzo Nibali passava no 1º ponto com 6 segundos de atraso para o ciclista da BMC, mas de seguida passava Froome com o melhor tempo, retirando 23 segundos, e logo a seguir o camisola amarela Wiggins batia outra vez o melhor tempo com menos 12 segundos que o seu companheiro.

Van Garderen, apesar do bom tempo inicial e de dobrar Cadel Evans, já só fazia o 4º tempo no segundo ponto intermedio. Froome e Wiggins voltaram a bater o tempo de Sanchez, mas já com uma vantagem de 54 segundos de Wiggins para Froome.

Na meta, Van Garderen fazia o 5º lugar provisório, com ainda Luis Leon Sanchez a liderar a corrida. Mas seria o duo britânico a dominar mais uma vez o contrarrelógio, com Christopher Froome a fazer 34 segundos melhor que Sanchez e com Bradley Wiggins a destruir a concorrência com um tempo de 1’04’13 e 1’16 melhor do que o seu companheiro da Sky.

As Classificações


No top10 apenas houve uma alteração de posições com Evans e Haimar Zubeldia a trocarem de lugares. Bradley Wiggins alargou a sua vantagem e mantém a camisola amarela. Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas, Peter Sagan mantém a camisola verde e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.

Classificação da etapa:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 1:04:13
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:01:16
3.           Luis Leon Sanchez (Esp) Rabobank – 0:01:50
4.           Peter Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – 0:02:02
5.           Richie Porte (Aus) Sky – 0:02:25
6.           Patrick Gretsch (Ger) Argos – Shimano – 0:02:28
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:02:34
8.           Vasili Kiryienka (Blr) Movistar – 0:02:46
9.           Rein Taaramae (Est) Cofidis – 0:02:50
10.        Jérémy Roy (Fra) FDJ – Big Mat – 0:03:05
84.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:07:01
88.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:07:12

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 84:26:31
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:03:21
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:06:19
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:10:15
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:11:04
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:15:43
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:15:51
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:16:31
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:16:38
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:17:17
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:37:03
50.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:47:14  

Antevisão do Tour: Etapa 19 (CRI)



A 19ª e penúltima etapa do Tour de France liga as localidades de Bonneval a Chartres, num contrarrelógio individual de 53.5 km. O CRI é a última etapa do Tour para decidir e retificar algumas posições na classificação geral. A organização certamente planeava que este contrarrelógio seria o palco final da luta pela vitória na Grande Boucle, mas com o Top3 praticamente decidido as lutas entre ciclistas vão acontecer alguns lugares mais abaixo.

O Percurso


O terreno é praticamente plano e exposto ao longo de todo o percurso e com poucas zonas técnicas. Apesar de nos km iniciais os ciclistas enfrentarem um terreno acidentado e em ligeira subida, o resto de percurso apresenta poucas mais dificuldades, aliás como se vê no perfil da etapa. Os 40 km do grande miolo do percurso são planos e as ligeiras subidas que os ciclistas encontram mal se vão notar.

De realçar que os dois pontos de cronometragem situam-se em Mézières-au-Perche (km 14) e em Bailleau-le-Pin (km 30.5). Nos 5 km finais, os ciclistas entram outra vez em terreno um pouco mais acidentado e com os 500 metros finais feitos em ligeira ascensão, antes da reta final a 90m da linha de chegada.

As Batalhas


Wiggins vs Froome: Com boa parte dos especialistas do contrarrelógio já fora do Tour, existem poucas dúvidas em relação a quem vai discutir a vitória na etapa. Muito se tem falado e escrito sobre estes dois britânicos e o dia de hoje poderá ser mais um capítulo nesta saga. Wiggins é o favorito, mas Froome poderá mais uma vez querer marcar uma posição. (Wiggins melhor 0’35 no 1º CRI)

Van Den Broeck vs Van Garderen: Enquanto o top3 está praticamente decidido, fora algum incidente imprevisto, os dois lugares restantes do top5 ainda estão por decidir. Broeck parte com uma vantagem de 2’37 que parece ser suficiente para aguentar o ataque do norte-americano, mas não é completamente seguro. (Van Garderen melhor 2’03 no 1º CRI)

Rolland, Brajkovic e Pinot vs Roche, Kloden e Horner: A verdadeira luta neste CRI será pelos 3 últimos lugares do top10, com mais três ciclistas ainda com o sonho de entrar no top10. O 8º e o 13º estão separados por uma diferença de 4’05. Brajkovic não deverá ter muitos problemas em manter-se no top10, apesar de a sua forma ter vindo a baixar nos últimos dias. Pinot encontra-se na posição mais difícil, enquanto Rolland é conhecido por ser péssimo contrarrelogista. Vai ser uma luta muito acesa e interessante de acompanhar. (1º CRI: Kloden <-0’17-> Brajkovic <- 0’42 -> Roche <- 2’04 -> Pinot <- 0’12 -> Horner <- 0’10 -> Rolland)

Ordem de saída de ciclistas importantes:


11:24 Bert Grabsch (Omega Pharma – QuickStep)
11:50 David Zabriskie (Garmin – Sharp)
11:54 David Millar (Garmin – Sharp)
13:10 Luis Leon Sanchez (Rabobank)
13:32 Jens Voigt (RadioShack – Nissan)
13:40 Sérgio Paulinho (Saxo Bank – Tinkoff Bank)
13:52 Jean Christophe Peraud (Ag2r – La Mondiale)
13:54 Andriy Grivko (Astana)
14:06 Rein Taaramae (Cofidis)
14:18 Alexander Vinokourov (Astana)
14:20 Levi Leipheimer (Omega Pharma – QuickStep)
14:22 Peter Velits (Omega Pharma – QuickStep)
14:40 Jérome Coppel (Saur – Sojasun)
14:42 Alejandro Valverde (Movistar)
14:44 Eduard Vorganov (Katusha)
14:46 Rui Costa (Movistar)
14:48 Egoi Martínez (Euskaltel – Euskadi)
14:50 Maxime Monfort (RadioShack – Nissan)
14:52 Denis Menchov (Katusha)
14:54 Chris Sorensen (Saxo Bank – Tinkoff Bank)
14:57 Chris Horner (RadioShack – Nissan)
15:00 Andreas Kloden (RadioShack – Nissan)
15:03 Nicolas Roche (Ag2r – La Mondiale)
15:06 Thibaut Pinot (FDJ – BigMat
15:09 Janez Brajkovic (Astana)
15:12 Pierre Rolland (Europcar)
15:15 Haimar Zubeldia (RadioShack – Nissan)
15:18 Cadel Evans (BMC)
15:21 Tejay Van Garderen (BMC)
15:24 Jurgen Van den Broeck (Lotto – Belisol)
15:27 Vincenzo Nibali (Liquigas – Cannondale)
15:30 Chris Froome (Sky)
15:33 Bradley Wiggins (Sky)



A transmissão televisiva começa às 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport por volta da mesma hora e na RTP2 por volta das 15:00, com o final previsto para as 16:40. A partir das 14:40, os homens do top20 entram em ação.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mark "Missile" Cavendish vence etapa 18 do Tour de France



Mark Cavendish (Sky) venceu a 18ª etapa do Tour de France com um sprint explosivo e imbatível que deixou toda a concorrência a metros de distância. Matthew Goss acabou em 2º e Peter Sagan fez 3º. A etapa de hoje era uma etapa longa de 222.5 km em terreno acidentado e foi feita a um ritmo bem elevado. Alguns elementos da fuga do dia, onde chegou a incluir Rui Costa, resistiram até aos últimos 500 metros, mas foi Cav a vencer de forma impressionante. Bradley Wiggins, que ajudou a lançar o sprint do companheiro nos 1500m finais, continua de amarelo em direção ao contrarrelógio individual de amanhã.

A Etapa


A etapa nº 18 do Tour de France levou os ciclistas de Blagnac a Brive-la-Gaillarde, num percurso acidentado de 222.5 km. Era uma etapa de transição e com poucas dificuldades, quando comparado com as etapas anteriores, mas longa e era a última oportunidade para muitas equipas de  alcançar uma vitória na Grande Boucle.

O início da etapa desenrolou-se num ritmo muito elevado com várias tentativas de fugas, mas sem sucesso. Ao km 20 seis ciclistas isolavam-se na frente, que incluía Michael Morkov e Julien Simon, mas o pelotão não os deixava ganhar muita vantagem e ao km 50 os ciclistas fugidos voltavam a inserir-se no pelotão.

Na primeira contagem de montanha do dia os ataques e contra-ataques eram contínuos na tentativa de formar a fuga certa. Somente ao km 70 a fuga do dia consegui ser formada com 16 elementos, com nomes importantes como Rui Costa, Michael Albasini, Edvald Boasson Hagen e Alexander Vinokourov. Na zona de abastecimento ao km 84 a vantagem da fuga era de 3’15.

Contudo, no pelotão havia um trabalho de várias equipas com o intuito de controlar a vantagem da fuga, que nunca ultrapassou durante a etapa os 3’30 alcançados no sprint intermédio. Na primeira contagem de 4ª categoria foi Albasini a passar em 1º lugar (na contagem de montanha anterior tinha sido Nick Nuyens), enquanto a vantagem da fuga ia lentamente diminuindo.

A etapa foi desenrolando-se sem incidentes, exceto algumas quedas no pelotão com poucas consequências, e com 50 km para a meta a vantagem do grupo da frente estava reduzida a 1’40. Sobre o olhar do presidente francês François Hollande, que acompanhava o Tour no carro da organização que seguia os homens da frente, os ataques entre os fugitivos começavam a acontecer na segunda contagem de 4ª categoria do dia. No topo, foi Yukiya Arashiro a passar em 1º lugar com 1’30 de vantagem para o pelotão.

Os ataques foram se sucedendo e a 20 km da meta, Vinokourov, Luca Paolini e Adam Hansen lideravam isolados a corrida. Mas, o pelotão estava muito próximo de alcançar os homens da frente que na entrada da última contagem de montanha do dia tinham 30 segundos de vantagem. No topo da 4ª categoria foi Vinokourov a passar em primeiro com 10 segundos de vantagem para o pelotão.

Entretanto na frente juntava-se Nicolas Roche, Luis Leon Sanchez e Andreas Kloden e o sexteto mantinha uma vantagem de 10 segundos para o pelotão liderado pela Sky e pela Liquigas com 5 km para a meta. Wiggins era o ciclista a liderar o pelotão nos últimos 2000m com Boasson Hagen na sua roda, seguido de Cavendish. Com a última curva a 600m da meta, parecia que a fuga ia resistir com Roche e Sanchez a iniciarem o seu sprint, mas um estrondoso Cavendish saltou de longe e acabou por vencer a etapa com metros de vantagem para toda a concorrência.

As Classificações


Não houve alterações significativas na classificação geral, apesar dos ataques de Kloden e Roche, que só renderam 4 segundos. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Mark Cavendish (GBr) Sky – 4:54:12
2.           Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – s.t.
3.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
4.           Luis Leon Sanchez (Esp) Rabobank – s.t.
5.           Nicolas Roche (Irl) Ag2R La Mondiale – s.t.
6.           Tyler Farrar (USA) Garmin – Sharp – s.t.
7.           Borut Bozic (Slo) Astana – s.t.
8.           Sèbastien Hinault (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
9.           Daryl Impey (RSA) Orica GreenEdge – s.t.
10.        Samuel Dumoulin (Fra) Cofidis – s.t.
45.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:00:12
68.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:00:16

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 83:22:18
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:41
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:53
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:08:30
6.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:09:57
7.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:10:11
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:10:17
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:11:00
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:11:46
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:29:51
51.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:40:13       

Antevisão do Tour: Etapa 18



A etapa nº 18 do Tour de France leva os ciclistas por um percurso de 222.5 km de Blagnac a Brive-la-Gaillarde. Os ciclistas deixam os Pirenéus pelas costas e dirigem-se para norte em direção a Paris. A etapa decorre principalmente em terreno acidentado e ainda inclui algumas contagens de montanha, quatro no total do dia de hoje. Uma etapa de transição que não deverá apresentar muitos incidentes, mas é para os ciclistas que não são bons sprinters nem bons contrarrelogistas o último dia para poderem tentar a vitória.

O Percurso


Os primeiros 85 km são feitos quase na sua totalidade em terreno plano. Até à zona de abastecimento, situada ao km 84, os ciclistas passam apenas por uma muito pequena subida ao km 36 e por uma contagem de 3ª categoria, Côte de Saint-Georges (1 km a 10.3%), ao km 68.

Do km 90 em diante, os ciclistas entram em estradas mais acidentadas com pequenas subidas e descidas ao longo do percurso. Ao km 115 os ciclistas encontram o sprint intermédio. Com 4 rotundas entre os 1500m e os 1000m finais e com o último km em subida, este sprint está longe de ser acessível. Contudo, a classificação por pontos está praticamente arrumada e será surpreendente se virmos alguém ainda a discutir os pontos neste sprint.

Logo de seguida, os ciclistas passam por uma 4ª categoria, Côte de Cahors (1km a 7.8%), e continuam por terrenos acidentados, passando por pequenas subidas não categorizáveis. Os ciclistas encontram ao km 180 mais uma 4ª categoria, Côte de Souillac (2.2km a 4.7%), e a última contagem de montanha do dia ao km 212, Côte de Lissac-sur-Couze (1.9km a 5.7%). A partir desse ponto são 10 km até à em terreno relativamente plano.

O Final


Como mencionei anteriormente, o final é relativamente plano, com os últimos 2500 metros a serem feitos em ligeira descida, por isso espera-se uma chegada rápida à linha de meta. Os km finais também não são sem os seus perigos. Uma curva à direita a 2700m, curva e contracurva apertadas com passagem por baixo de uma ponte de linhas de comboio já dentro dos últimos 2000m e ainda uma curva à direita a 90º antes da reta da meta de 600m feita numa estrada com largura de 6.50m

Os Favoritos


Hoje é, para muita boa parte do pelotão, o último dia para almejar uma vitória em etapa. A etapa é longa e feita em percurso acidentado e como se viu na etapa 15, as equipas dos sprinters, nomeadamente a Lotto Belisol e a Orica GreenEdge, não estão muito interessadas ou com muitas forças para perseguir e controlar as fugas. Por isso, a não ser que a fuga seja composta por 3/4 elementos, os fugitivos do dia vão ter grandes probabilidades de discutir entre eles a vitória na etapa.

Já que dificilmente vão poder discutir a etapa ao sprint, a Lotto e a Orica podem tentar a vitória colocando homens na fuga, como por exemplo Lars Bak, Michael Albasini ou Simon Gerrans. Sem os sprinters principais, a Argos pode lançar hoje Koen de Kort na fuga. Arthur Vichot por parte da FDJ é também uma boa aposta.

Enquanto quase todas as classificações têm um vencedor garantido, o prémio da super combatividade ainda está por decidir. Michael Morkov parece ser o melhor candidato a vencer o prémio (lembre-se das 3 fugas consecutivas do dinamarquês na 1ª semana), mas com Thomas Voeckler tão ativo nas etapas de montanha, os organizadores podem estar ainda com dúvidas sobre quem merece o prémio em Paris. Por isso, não será surpreendente ver Morkov outra vez na fuga do dia, de modo a garantir que seja ele o vencedor na capital francesa.

Entre os homens da classificação geral não haverá movimentações, exceto a possibilidade remota dos dois franceses Pierre Rolland e Thibaut Pinot tentarem ganhar algum tempo de modo a consolidarem a sua posição no top10, visto que que são ambos péssimos no contrarrelógio e no dia de amanhã vão certamente perder tempo para todos os seus rivais.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto entre as 15:15 e as 15:45. A última hora de corrida será a mais emocionante com a decisão do vencedor da etapa.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Valverde vence etapa 17 do Tour de France



Alejandro Valverde (Movistar) venceu a etapa 17 do Tour de France 2012, a última etapa de alta montanha nos Pirenéus desta edição. Valverde fez parte da fuga do dia e foi o único a resistir aos favoritos da CG. A etapa ficou outra vez marcada pelo duo da Sky Bradley Wiggins e Chritopher Froome, que fizeram 3º e 2º na etapa respetivamente, e pela aparente superioridade de Froome nas montanhas sobre o seu líder. De facto, Froome tinha a oportunidade de vencer a etapa e ganhar mais tempo para o 3º da geral Vincenzo Nibali, mas acabou por ser obrigado a manter-se ao lado do camisola amarela.

A Etapa


A etapa nº 17 do Tour de France era a última etapa de montanha da 99ª edição, num percurso de apenas 143.5 km que ligou Bagnères-du-Luchon a Peyragudes. No total eram 5 contagens de montanha: uma de 3ª, uma de 2ª, duas de 1ª e uma de categoria extra. Era, portanto, o último dia para muitos ciclistas brilharem e fazerem as últimas diferenças na alta montanha.

A etapa começou com algumas tentativas de fuga inconsequentes nos km iniciais de plano. Quando os ciclistas atingiram a 1º contagem de montanha do dia as verdadeiras tentativas de fuga começaram a formar-se com grandes nomes do ciclismo a tentarem escapar do pelotão. Ciclistas como Denis Menchov, Valverde, Pierre Rolland e Levi Leipheimer iam no grupo da frente mas que era mantido a uma curta distância do pelotão liderado pela Sky.

Estas movimentações iam deixando muito boa parte do pelotão em dificuldades, incluindo o 5º classificado Haimar Zubeldia. Enquanto Edvald Boasson Hagen fazia um grande trabalho no pelotão, Fredrik Kessiakoff tentava isolar-se na frente da corrida mas com a ajuda de Rolland, Thomas Voeckler conseguia juntar-se ao sueco e na luta no topo foi o francês a passar em 1º lugar na contagem da montanha.

Devido ao nevoeiro e à estrada molhada a primeira parte da descida do Col de Mente tornou-se muito perigosa e os ciclistas tomavam precauções redobradas. Entretanto Nibali usou a sua grande habilidade em descida e juntou-se rapidamente ao grupo de 7 ciclistas da frente onde já se encontrava Rui Costa. Atrás era evidentemente a equipa da Sky a perseguir com 30 segundos de atraso. Contudo, a presença de Nibali prejudicava o sucesso da fuga e o italiano deixou-se ficar para trás garantindo que a fuga permanecesse na frente da corrida.

Nos km antes do Col des Ares a fuga ficava finalmente definida com Valverde, Costa, Voeckler, Kessiakoff, Jean Christophe Peraud, Sandy Casar e Egoi Martinez. O ritmo no pelotão acalmava, o que levou a mais ciclistas a tentarem sair do pelotão e chegar-se ao grupo da frente. Na base da 2ª categoria a fuga tinha apenas uma vantagem de 1’40, com o pelotão a ser liderado pela Liquigas, que mantinha uma bom ritmo.

No topo do Col des Ares foi outra vez Voeckler a passar à frente de Kessiakoff com 40 segundos de vantagem para o segundo grupo de fugitivos, onde vinha Alexandre Vinokourov, Pieter Weening, Chris Anker Sorensen e Leipheimer, e 1’30 para o pelotão. Na descida Sorensen sofreu uma queda enquanto os dois grupos de fugitivos se juntavam na frente com a vantagem para o pelotão a aumentar para 2’30.

No topo da 3ª categoria Voeckler voltou a passar em 1º, enquanto a Liquigas comandava o pelotão que passou no topo com 3 minutos de atraso. De seguida os ciclistas da frente passaram o sprint intermedio (Blel Kadri passou em 1º) e a zona de abastecimento em direção à categoria extra Port de Balès. Os km iniciais da ascensão foram palco para algumas movimentações no grupo de fugitivos, especialmente por parte da Euskaltel, mas o ataque mais a sério foi o de Rui Costa com o intuito de desgastar a concorrência de modo a dar a possibilidade de Valverde passar ao ataque à procura da vitória na etapa, o que aconteceu a 3.5 km. No pelotão não havia mexidas e apenas com a Liquigas a impor o ritmo, o que não punha em dificuldades nenhum ciclista importante.

Na descida do Port de Balès, Valverde continuava a liderar a corrida com 50 segundos de vantagem para o seu companheiro Rui costa e 2’30 para o grupo do camisola amarela. A Liquigas continuava a liderar o grupo dos favoritos e iam apanhando ciclistas que faziam parte da fuga à medida que se aproximavam da base da última subida do dia. Nesse ponto passou a ser Ivan Basso a impor o ritmo antevendo um futuro ataque de Nibali. Rui Costa e Egoi Martinez foram alcançados nos km iniciais da subida e só restava Alejandro Valverde na frente da corrida com 2’30 de vantagem a 13 km da meta.

O trabalho de Basso foi pondo em dificuldades ciclistas como Zubeldia, Janez Brajkovic e Cadel Evans, enquanto Jelle Vanendert atacava o grupo de favoritos. A 8.5 km da meta foi a vez de Jurgen Van Den Broeck de atacar e juntar-se ao seu companheiro. Os outros favoritos conseguiram igualar o ataque do belga da Lotto e era Wiggins e Froome a passar para a frente do grupo. O ritmo do duo britânico começou a ser demasiado forte para os rivais e os favoritos iam perdendo contacto, primeiro Tejay Van Garderen e Nibali e mais tarde Van Den Broeck, Rolland e Pinot.

A 2.5 km da meta Froome e Wiggins estavam isolados à frente dos rivais e apenas a 45 segundos de um cansado Valverde e foi nesta altura que Froome queria procurar a vitória na etapa e ganhar mais tempo a Nibali, mas era obrigado a esperar pelo seu líder quando se mostrava claramente mais forte. Com esta situação, Valverde ganhava a etapa com 19 segundos de vantagem para Froome e Wiggins, que fizeram 2º e 3º respetivamente.

As Classificações


A etapa de hoje resultou no alargar da diferença entre o duo da Sky para a concorrência e em algumas trocas de posições, com Zubeldia e Brajkovic a caírem posições. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Alejandro Valverde (Esp) Movistar – 4:12:11
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:00:19
3.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – s.t.
4.           Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:00:22
5.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:00:26
6.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – s.t.
7.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:00:37
8.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:00:54
9.           Christopher Horner (USA) RadioShack-Nissan – 0:01:02
10.        Daniel Martin (Irl) Garmin – Sharp – 0:01:11
32.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:06:55
47.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:15:02

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 78:28:02
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:41
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:53
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:08:30
6.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:09:57
7.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:10:11
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:10:17
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:11:00
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:11:46
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:29:43
52.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:40:01       

Antevisão do Tour: Etapa 17



A etapa nº 17 do Tour de France leva os ciclistas de Bagnères-du-Luchon a Peyragudes, na última etapa dos Pirenéus. Num percurso de 143.5 km (o mais curto desta edição do Tour, se excluirmos a etapa para Paris) e com alta montanha hoje é o dia para os últimos grandes ataques entre os homens que lutam pela classificação geral, entre os que ainda procuram uma vitória numa etapa e entre os que lutam pela classificação da montanha. Para tal, os ciclistas enfrentam 5 contagens de montanha, incluindo uma categoria extra e duas 1ª categoria, a caminho da meta que se situa no resort de desportos de inverno de Peyragudes, que faz hoje a sua estreia na Grande Boucle.

As Montanhas


  • KM 27.5 – Col de Menté 1349m – 9.3 km a 9.1% - 1ª Categoria
  • KM 55.5 – Col des Ares 797m – 6 km a 5.3% - 2ª Categoria
  • KM 76 – Côte de Burs 592m – 1.2 km a 7.6% - 3ª Categoria
  • KM 111.5 – Port de Balès 1755m – 11.7 km a 7.7% - Categoria Extra
  • KM 142.5 – Peyragudes 1603m – 15.4 km a 5.1% - 1ª Categoria


Curiosamente, os ciclistas começam a etapa de hoje na base da última subida do dia o que torna a etapa quase num circuito. Os primeiros km são feitos em ligeira descida. As tentativas de fugas irão suceder-se umas às outras, mas certamente que a fuga só ficará definida na 1ª montanha do dia, cuja ascensão começa logo ao km 17.

O Col de Menté é uma subida muito dura, como se pode ver no gráfico. Uma subida irregular com um miolo particularmente difícil, com inclinações médias entre os 9% e os 11%. Os 2 km seguintes “suaviza” para os 8% antes dos 300m finais outra vez a 10%. A descida de 15 km não é das mais técnicas, mas requer que seja feita com atenção.

Os ciclistas entram, após a descida, na parte da etapa mais calma e mais fácil. São 50 km em terreno acidentado ou plano. Os ciclistas passam pelo acessível Col des Ares, de seguida encontram 20 km de terreno sensivelmente plano antes da pequena colina de Côte de Burs. Após a contagem de 3ª categoria são 5 km planos até ao sprint intermedio, cujo o acesso é feito em terreno relativamente plano e sem qualquer dificuldade nos últimos 1500 metros, mais 5 km planos até à zona de abastecimento. A partir dessa zona os ciclistas começam ligeiramente a subir durante 10/15 km em direção ao início da única contagem de montanha de categoria extra do dia.

O Port de Balès é uma subida muito dura, apesar de só recentemente ter sido começada a ser utilizada no Tour, primeiro em 2007 e depois em 2010, onde foi palco do famoso caso da corrente de Andy Schleck. A subida é ingreme, mas com muitas alterações no gradiente de inclinação com zonas a 6.5% e outras zonas a 10%. De realçar que, apesar da organização só categorizar 12 km da subida, a ascensão começa bem mais cedo, com 6/8 km em subida antes de entrar nos km apresentados no gráfico.


A descida é longa, técnica e sinuosa com muitas curvas e contracurvas, mas também apresenta alguns km de plano. Quando a descida termina, os ciclistas entram logo em nova ascensão, no Col de Peyresourde. Ultrapassado já na etapa de ontem, no dia de hoje os ciclistas vão subir pelo lado de onde descerem na etapa anterior. O gradiente de inclinação é bem mais regular nesta subida e a ascensão será sempre feita entre os 7.5% e os 8.5%, exceto no km 3 que é a 4.5%. Após o topo os ciclistas entram numa descida curta de 2 km antes de voltarem a subir para a meta em Peyragudes.

O Final


Os ciclistas enfrentam os últimos km em subida do dia em direção à linha de meta. São apenas 3 km de ascensão, mas ainda com um km bem duro a 10%. A partir daí aligeira para os 7% e 6% para depois entrarem no último km da etapa que será em terreno plano. Estes km finais são a última oportunidade para os ciclistas fazerem as últimas diferenças de tempo nas montanhas do Tour de France.

Os Favoritos


É o último dia de montanha na 99ª edição do Tour de France e é também o mais curto. São as últimas oportunidades para os ciclistas que querem fazer diferenças de tempo na montanha, para os que querem vencer a camisola das bolinhas e para os que ambicionam com uma vitória em etapa nos Pirenéus.

No que diz respeito à classificação da montanha, a luta parece resumida a dois ciclistas que estão separados por apenas 6 pontos. Thomas Voeckler e Fredrik Kessiakoff terão necessariamente que lutar mais uma etapa pelos pontos nas principais montanhas do dia. Se ambos os ciclistas não tiverem em boas condições, poderá ser Chris Anker Sorensen a tomar conta da camisola das bolinhas, apesar de estar a 30 pontos de atraso.

Muitas equipas ainda não conseguiram vencer uma etapa nesta edição e hoje é provavelmente a última oportunidade para muitas delas. A Movistar é um desses casos e Juan Jose Cobo, com um 4º lugar numa etapa muito similar no Tour de 2007, pode muito bem tentar a sua sorte hoje, juntamento com o seu companheiro Alejandro Valverde. Após a tentativa falhada de ontem, seria interessante se hoje Brice Feillu e Daniel Martin estivessem outra vez ao ataque. A Rabobank tem também tentado muito nas últimas etapas e hoje pode ser o dia de Steven Kruijswijk.

Entre os homens que lutam por um lugar final no top10 em Paris, hoje é para muitos o último dia para fazer diferenças. E porque não atacar logo na primeira contagem de montanha do dia. Homens como Thibaut Pinot e Pierre Rolland sabem que com o contrarrelógio individual de sábado precisam de ganhar tempo a toda a concorrência. Com o muito tempo perdido ontem, Cadel Evans pode hoje tentar salvar a face ao atacar de longe. Jurgen Van Den Broeck tem a obrigação de atacar para tentar entrar no pódio, enquanto Vincenzo Nibali ainda é o único ciclista que pode pôr em perigo a camisola amarela de Bradley Wiggins.



A transmissão televisiva começa por volta das 12:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto por volta das 16:00. A etapa será transmitida na totalidade pela Eurosport e sendo uma das etapas mais importantes do Tour aconselho a ser acompanhada desde o seu início.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Thomas Voeckler vence etapa 16 do Tour de France



Thomas Voeckler (Europcar) venceu a etapa 16 do Tour de France 2012, alcançando a liderança da classificação das montanhas pelo caminho. Voeckler fez parte de um grande fuga, mas acabou a etapa isolado, com Chris Anker Sorensen (Saxo Bank) a fazer 2º e Gorka Izaguirre (Euskaltel) a fazer 3º. Na luta pela classificação geral, Vincenzo Nibali, Christopher Froome e Bradley Wiggins terminaram a etapa juntos com quase um minuto de vantagem para Jurgen Van Den Broeck e quase 5 minutos de vantagem para Cadel Evans. Wiggins continua a envergar a camisola amarela.

A Etapa


A etapa nº 16 do Tour de France ligou as localidades de Pau a Bagnères-de-Luchon num percurso de alta montanha de 197 km. Com duas categorias extra e duas 1ª categorias, esta era uma das etapas mais importantes da 99ª edição do Tour de France. Após o 2º dia de descanso, os grandes favoritos à vitória final iriam lutar entre si num dia que prometia muito espetáculo.

Os km iniciais ficaram marcados pelas várias tentativas de fuga desde o km zero. Mas apenas ao km 20 a fuga ficou formada. Uma super fuga, composta por 38 elementos onde se inclui nomes importantes como Voeckler, Jens Voigt, Daniel Martin, Rein Taaramae, Brice Feillu, Laurens Ten Dam, Izaguirre, Rui Costa, Sérgio Paulinho, C. Sorensen, Fredrik Kessiakoff e Alexandre Vinokourov.

Ao km 26 os fugitivos passaram pelo sprint intermedio com Paulinho a passar em 1º lugar e com uma vantagem de 2’10. Os ciclistas começaram a subir a primeira categoria extra do dia e na secção inicial mais fácil da subida a vantagem da fuga rondava os 3’50. A ascensão foi feita a um ritmo regular e a vantagem da fuga não passava dos 3’50, com a Sky a controlar o ritmo no pelotão.

No topo da montanha houve luta pelos pontos da montanha, visto que muito dos homens que lutam por essa classificação estavam presentes na fuga. Voeckler passou em 1º lugar ao bater ao sprint o camisola das bolinhas Kessiakoff. Na descida a fuga ia lentamente ganhando vantagem enquanto uma queda no pelotão levou ao abandono de Vladimir Gusev.

Na zona de abastecimento ao km 87 a vantagem da fuga situava-se a 5’30, que se foi mantendo até aos ciclistas atingirem a base do Tourmalet. Danillo Hondo foi o primeiro a atacar o grupo de fugitivos mas o ataque mais a sério veio por parte de Daniel Martin. Ao ciclista irlandês juntou-se Kessiakoff e Ten Dam, enquanto o grupo de fugitivos começava a perder elementos.

Lentamente ao trio da frente juntava-se outros ciclistas da fuga e voltava-se a formar um grupo numeroso de 20 ciclistas na frente. Entretanto a vantagem da fuga para o pelotão foi aumentando e com menos de 70 km situava-se nos 7’30. Mais um ataque na frente envolvendo Martin, agora juntamente com Voeckler e Feillu. Contudo, os sucessivos ataques de Martin acabaram por ser demasiado para o ciclista irlandês que perdeu o contato com os dois franceses que lideravam a corrida. No topo do Tourmalet, Voeckler passou em 1º lugar à frente de Feillu e com uma vantagem de 10 minutos para o pelotão.

O duo francês manteve-se na frente da corrida na descida do Tourmalet e na ascensão do Col d’Aspin. Sorensen, Voigt e Vinokourov eram os homens mais próximo dos líderes da corrida com ainda vários pequenos grupos de fugitivos estendidos pela estrada. Enquanto Voeckler voltava a passar em 1º lugar no Col d’Aspin, o panorama no pelotão alterava-se com a Liquigas a liderar o pelotão aumentando muito o ritmo. Ivan Basso era o ciclista a impor o ritmo mais elevado e com isso vários ciclistas perdiam o contato com o grupo de favoritos, incluindo Cadel Evans. No topo da contagem de 1ª categoria Evans acumulava já um atraso de 40 segundos para o camisola amarela.

Na descida, Gorka Izaguirre juntava-se ao grupo de Sorensen na perseguição ao duo francês que continuava com 1’20 de vantagem. Evans conseguir juntar-se ao pelotão nos km anteriores à última subida do dia, o Col du Peyresourde. A 7 km do topo Voeckler deixou para trás Feillu enquanto Vinokourov perdia o contato com Sorensen, que chegava a Feillu e rapidamente ia em perseguição isolada ao Voeckler.

No pelotão a Lotto e a Liquigas aumentavam o ritmo na subida e Evans voltava a descolar do grupo de favoritos, assim como muitos outros ciclistas como Thibaut Pinot, Pierre Roland e Andreas Kloden. O trabalho de Basso reduzia o grupo de favoritos a 14/16 elementos e antevia um ataque do seu líder. De facto, Vincenzo Nibali atacou nos momentos seguintes e apenas Froome e Wiggins perseguiam o italiano da Liquigas, com todos os outros, incluindo Van Den Broeck, a ficarem para trás.

O duo britânico chegava-se a Nibali, enquanto Voeckler voltava a passar em 1º lugar no topo da montanha com 1’30 de vantagem para C. Sorensen. Nibali voltou a atacar já perto do topo mas Wiggins mostrou-se forte e foi o camisola amarela a juntar-se ao italiano com Froome na sua roda. Van Den Broeck liderava um pequeno grupo atrás do trio de favoritos que passou no topo com 47 segundos de atraso para o camisola amarela.

Na descida, Voeckler alargou a sua vantagem para Sorensen e tinha a vitória na etapa quase garantida. Sem incidentes durante a descida, Voeckler ganhava a etapa isolado e iria passar a liderar a classificação da montanha no final do dia. Chris Sorensen fazia 2º na etapa e Izaguirre batia Vinokourov ao sprint pelo 3º lugar. Wiggins, Froome e Nibali chegavam juntos com 7’10 de atraso para o vencedor e com sensivelmente um minuto de vantagem para Van Den Broeck. Evans chegava à meta com quase 5 minutos de atraso para o camisola amarela.

As Classificações


A etapa de hoje trouxe muitas diferenças de tempo e a nível de top10, Evans foi o mais afetado com a queda de o 4º para o 7º posto. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Thomas Voeckler passou a envergar a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Thomas Voeckler (Fra) Europcar – 5:35:02
2.           Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:01:40
3.           Gorka Izaguirre Insausti (Esp) Euskaltel-Euskadi – 0:03:22
4.           Alexander Vinokourov (Kaz) Astana – s.t.
5.           Brice Feillu (Fra) Saur - Sojasun – 0:03:58
6.           Jens Voigt (Ger) RadioShack – Nissan – 0:04:18
7.           Daniel Martin (Irl) Garmin – Sharp – 0:06:08
8.           Simone Stortoni (Ita) Lampre – ISD – s.t.
9.           Giampaolo Caruso (Ita) Katusha – s.t.
10.        Laurens Ten Dam (Ned) Rabobank – 0:06:11
30.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:10:54
54.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:18:01

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 74:15:32
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:46
5.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:07:13
6.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:07:55
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:08:06
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:09:09
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:10:10
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:11:43
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:22:47
51.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:25:18