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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Antevisão do Tour: Etapa 16



A etapa nº 16 do Tour de France começa em Pau, cidade histórica dos Pirenéus, e num percurso de 197 km de alta montanha leva os ciclistas a Bagnéres-de-Luchon, outra localidade muito conhecida pelo público com mais de 50 presenças no Tour. O dia de hoje é reconhecido por muitos como a etapa rainha do Tour, com duas contagens de categoria extra e duas contagens de 1ª categoria e todas subidas históricas do Tour, como é o caso do Col d’Aubisque e o Col du Tourmalet. A última vez que o Tour terminou em Bagnéres-de-Luchon foi em 2010 com a vitória de Thomas Voeckler.

Antes do festival de montanhas, os ciclistas tem pela frente 40 km de falso plano. Na realidade, estes km iniciais são ligeiramente a subir até ao acesso da primeira contagem de montanha. Pelo meio, está situado ao km 26 o sprint intermedio. Os km de acesso ao sprint são feitos em terreno acidentado, como se pode ver no gráfico. Em situações normais, poderíamos ver as equipas dos sprinters a trabalhar para não deixar ninguém fugir até esse ponto de modo a que pudessem lutar pelos pontos máximos. Contudo, a vantagem de Peter Sagan é enorme e essa situação de corrida dificilmente acontecerá.

Após o sprint intermedio os ciclistas tem mais 15 km de ligeira subida. É nestes 40 km iniciais que se deverá forma a fuga do dia. Com tanta dureza pela frente, não é de esperar que o pelotão esteja com muita vontade de perseguir fugas durante uma hora. Espera-se, contudo, muitos ataques para formar a fuga, que deverá conter mais de 12 elementos, visto que as probabilidades de um homem da fuga ganhar a etapa são altas.

As Montanhas


  • KM 53.5 – Col d’Aubisque 1709m – 16.4 km a 7.1% - Categoria Extra
  • KM 120.5 – Col du Tourmalet 2115m – 19 km a 7.4% - Categoria Extra
  • KM 150.5 – Col d’Aspin 1489m – 12.4 km a 4.8% - 1ª Categoria
  • KM 181.5 – Col de Peyresourde 1569m – 9.5 km a 6.7% - 1ª Categoria


Ao km 40.5 os ciclistas iniciam a primeira das quatro contagens de montanha do dia, o Col d’Aubisque. Os primeiros km da subida são acessíveis, com os 7 km iniciais da subida a serem feitos a uma média de 5,5%. Se lembram-se bem, foi nestas rampas iniciais que Thor Hushovd lançou o seu ataque no Tour de 2011. Ao km 8 a estrada aumenta de inclinação para uns elevados 10% e a partir daí até ao topo nunca mais baixa dos 8% de inclinação com curvas “gancho” ingremes nos km finais.

Os ciclistas, após o topo do Col d’Aubisque, entram numa longa descida de 30 km, que é intermitente com pequenas zonas de plano. A descida será feita pelo lado do Col du Soulor e é técnica em algumas zonas. Após a descida os ciclistas encontram a zona de reabastecimento ao km 87 e percorrem 15 km em ligeira subida de acesso à segunda contagem de montanha de categoria extra, o Col du Tourmalet.

O Col du Tourmalet é provavelmente a subida mais mítica dos Pirenéus e é sem dúvida merecida desse título. Uma subida extremamente dura, muito por causa da sua irregularidade. Como podemos ver, raramente encontra-se dois km iguais seguidos, somente nos casos dos 4 km iniciais e entre o km 11 e o km 13. A subida começa em estrada larga, mas rapidamente a situação altera-se com algumas curvas “gancho” ao km 5. A subida entra na sua zona mais irregular enquanto a subida vai se tornando mais dura à medida que os ciclistas atingem o topo.

A descida de 15 km, apesar de incluir algumas curvas apertadas, não é tão técnica como a anterior e vai aligeirando à medida que os ciclistas vão descendo. Após a descida os ciclistas entram logo na próxima subida, o Col d’Aspin. Apesar de ser uma 1ª categoria, esta subida não é nada de especial. Os primeiros 8 km são feitos a 3% de inclinação para depois a estrada começar a subir a sério com 2 km a 8% mais 2 km a 7.5%.

Após mais 12 km de descida, os ciclistas enfrentam a ultima subida do dia, o Col de Peyresourde. Não é uma subida muito longa, mas é muito irregular com 3 dos 9 km a serem feitos a mais de 9% de inclinação. Uma subida complicada, que requer conhecimento tático e que seja feita de modo inteligente.


O Final


Após o topo da última contagem de montanha é quase sempre a descer até à meta. Depois de algumas curvas apertadas na parte superior da montanha, a descida torna-se mais fácil com zonas longas a serem feitas a alta velocidade. A descida termina quando faltarem 2 km para a meta. Existe uma curva muito apertada de 180ª dentro dos últimos 2000m e duas curvas de 90º à esquerda dentro dos últimos 1000m antes da reta da meta de 200m.

Os Favoritos


Com apenas mais duas etapas de montanha neste Tour, haverá certamente muitos ciclistas a tentarem entrar na fuga do dia com dois objetivos distintos: a vitória na etapa e a classificação da montanha. Com estes objetivos em mente, ciclistas como Michele Scarponi, Thomas Voeckler, Chris Anker Sorensen e Fredrik Kessiakoff tentaram a sua sorte ao longo da etapa.

Entretanto existem equipas desesperadas por vitórias em etapas, como é o caso da Movistar e da Euskaltel. Alejandro Valverde, Rui Costa, Gorka Izaguirre e Egoi Martinez são ciclistas que podem lutar hoje por esse objetivo. Daniel Martin tem hoje uma bela etapa à sua medida e Rein Taaramae já está muito afastado pela luta do top10, por isso estes dois ciclistas são boas apostas para o dia de hoje.

Entre os favoritos da classificação geral será certamente todos contra a Sky. Seria muito bom para o espetáculo que os grandes favoritos e principalmente as equipas da BMC, Lotto e Liquigas começassem logo ao ataque no Col du Tourmalet com o intuito de isolar os dois líderes britânicos. Se tal não for a estratégia, a ação ficará reservada para o Col du Peyresourde e depois com uma descida até à meta, o favorito a ganhar tempo será Vincenzo Nibali.


A transmissão televisiva começa por volta das 10:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto por volta das 16:00/16:30. A etapa será transmitida na totalidade pela Eurosport e sendo uma das etapas mais importantes do Tour aconselho a ser acompanhada desde o seu início.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Frank Schleck testa positivo no Tour de France



Actualização: Através de um comunicado a RadioShack anunciou o afastamento de Frank Schleck do Tour de France. Sobre a substância detetada no teste feito ao ciclista luxemburguês a declaração afirma: "não é um produto que esteja presente em qualquer medicação usada pela equipa e a razão para a presença de Xipamide na amostra de urina do Mr. Schleck é desconhecida. Portanto, a equipa não é capaz nesta altura de explicar os resultados provenientes do teste".


Frank Schleck (RadioShack) está muito provavelmente de saída do Tour de France após ter testado positivo a um diurético ilegal. A UCI informou que num teste dentro de competição a 14 Julho feito ao ciclista luxemburguês revelou vestígios de um diurético Xipamide. Diuréticos são restritos no desporto, pois eles podem em alguns casos serem usados como agente adulterante. Num caso muito similar ao de Alexandr Kolobnev no Tour 2011, esta é uma substância menor e não significa que o ciclista é automaticamente retirado da corrida, mas a UCI espera que seja essa a decisão da equipa RadioShack .

“A UCI está confiante que a equipa do ciclista vai tomar os passos necessários de modo a garantir que o Tour de France continue em serenidade,” disse um responsável da UCI, “e que o ciclista tenha a oportunidade de preparar a sua defesa de modo adequado e dentro dos prazos legais, que permitem 4 dias para a que a amostra B seja analisada”.

Frank Schleck e a equipa RadioShack – Nissan ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Análise do Tour: Prize Money



O Tour está hoje no seu 2º dia de descanso na cidade de Pau nos Pirenéus. Os ciclistas vão aproveitar ao máximo o dia de hoje para descansar e preparar a última parte deste Tour que inclui ainda duas etapas de alta montanha e um contrarrelógio individual antes da consagração em Paris.

Enquanto no 1º dia de descanso fizemos uma pequena análise às figuras principais do Tour e classificamos as suas performances, neste 2º dia de descanso vamos fazer uma coisa diferente, mas que servirá o mesmo propósito, que é analisar o Tour e ver quem está melhor e quem está pior.

Hoje olhamos para o prize money até agora amealhado pelas equipas no Tour. Este aspeto do Tour de France sempre foi, na nossa opinião, muito interessante e pouco debatido/discutido e é uma ferramenta que ajuda-nos a perceber quem é que se destaca e quem está mais ativo dentro do pelotão, mas não necessariamente quem está em melhor forma, apesar de muitas vezes esse também ser o caso. É preciso também ter em mente, ao olhar para estes dados, que a maior fatia do prize money é dada em Paris.

Só para dar um exemplo, Haimar Zubeldia tem menos prize money do que o seu companheiro Jens Voigt. Contudo, se Zubeldia manter a sua posição dentro do top10 irá amealhar muito mais dinheiro em Paris do que Voigt. Ou seja, estes dados de agora não significam que Voigt está melhor do que Zubeldia, apenas que se mostra e se destaca mais com as suas fugas do que Zubeldia com os seus resultados dentro do top 20 em algumas etapas.

O gráfico acima mostra-nos qual é a situação neste momento e enquanto a Sky e a Liquigas a liderar faz todo o sentido, a Europcar e a FDJ tão perto da Lotto pode ser mais confuso (dica: os sprints intermédios ajudam muito). Um dado interessante: se Peter Sagan fosse uma equipa, ele estaria neste momento em 2º lugar no ranking do prize money e a Liquigas caía para trás da Euskaltel.

Vamos agora analisar as 22 equipas:


Ag2R La Mondiale: Jean-Christophe Peraud lidera com 4.800€, mas todos provenientes da etapa 12 onde terminou no 2º lugar. Sébastien Hinault arrecadou até agora 4.000€ a partir dos seus sólidos sprints com 6 etapas no top12, incluindo um 4º lugar. Nicolas Roche aparece em 3º com 3.190€ provenientes de 9 etapas a terminar no top20. Nota negativa para Maxime Bouet e Christophe Riblon cujos saldos estão a zero neste Tour. No geral, a Ag2R encontra-se no meio do pelotão, sinal de um Tour mediano por parte da equipa francesa.

Argos – Shimano: Apenas Tom Veelers se destaca nesta equipa profissional continental com 3.980€ provenientes do seu 3º, 4º e 6º lugar nas etapas 2,4 e 5. Órfã do seu homem principal Marcel Kittel, a equipa holandesa viu-se em dificuldades para apresentar resultados e a sua posição atrasada no ranking do prize money mostra isso mesmo. Um Tour negativo para já.

Astana: Fredrik Kessiakoff é o ciclista com maior destaque com 15.720€ muito devido às suas ações na montanha. Só por ter passado em 1º no Croix de Fer o ciclista sueco arrecadou 5.000€, devido ao bónus que se dá no ponto mais alto dos Alpes. Robert Kiserlovski, que abandonou na etapa 14, amealhou 5.720€ principalmente resultado da etapa 12, onde só o prémio da combatividade valeu 2.000€. Janez Brajkovic arrecadou 3.230€ dos seus top20 em 10 etapas diferentes. Nota negativa para Alexandr Vinokourov que se não tem produzido qualquer resultado de relevo neste Tour, tendo um saldo nulo. A Astana situa-se dentro do 1º terço do ranking e pode ainda receber bónus em Paris resultante da camisola das bolinhas e do top10 de Janez Brajkovic. Um bom Tour para a equipa cazaque.

BMC: Sem muitas surpresas, Cadel Evans é o líder com 13.000€, resultado de vários top20, especialmente dos dois 2º lugares nas etapas 7 e 8. Tejay Van Garderen amealhou até este momento 8.670€. Só a camisola branca trouxe 4.200€ e dois 4º lugares 2.400€. Em 8º lugar, esperava-se um pouco mais da BMC, especialmente com mais resultados por parte de Gilbert, 4 top10 rendeu 3.970€, e com Evans num nível mais próximo dos dois líderes da Sky. Contudo, a BMC ainda vai ter algumas oportunidades com Evans, que juntamente com Van Garderen deverão ser também premiados com bónus em Paris.

Cofidis: O líder no prize money da equipa francesa é Nicolas Edet, que com o prémio da combatividade e 3º no sprint intermedio da 1ª etapa amealhou 2.500€. Isto mostra bem a situação da Cofidis neste Tour, com Moncoutie já fora do Tour e sem brilhar nas montanhas e Taaramae muito longe dos lugares da frente, apesar de prometer muito nas etapas inicias. De facto, desde a etapa 8 que o único resultado de relevo é o 6º lugar na etapa 15 de Samuel Dumoulin, que é o 2º da equipa com 2.320€. Um Tour negativo para a Cofidis, que se encontra no último terço do ranking.

Europcar: A melhor equipa francesa e em 3º no ranking, com Thomas Voeckler a liderar os ganhos com 15.600€, resultado da performance nas etapas 10 e 15 onde terminou em 1º e 3º respetivamente. Pierre Rolland segue em 2º com 13.400€, que na etapa 11 juntou a vitória na etapa e o prémio de combatividade. De notar que só em sprints intermédios a Europcar amealhou 9.000€. Um Tour muito bom por parte da equipa profissional continental que aliado aos 2 vencedores de etapa tem outros ciclistas em boa forma como por exemplo, Cyril Gautier com 4.740€ de prize money.

Euskaltel-Euskadi: Sem Samuel Sanchez, a equipa basca tem tido dificuldades em produzir bons resultados, sendo o 3º lugar na etapa 12 de Egoi Martinez o ponto alto. Pablo Urtasun lidera o ranking, muito devido aos 3 sprints intermédios que lhe valeu 3.500€, seguido de Martinez com 3.330€. Com 2 etapas nos Pirenéus a Euskaltel ainda tem algumas oportunidades de se mostrar, mas para já encontra-se no último terço do ranking.

FDJ – Big Mat: A equipa francesa faz parte do lote de 4 equipas muito próximas umas das outras no 1º terço do ranking, estando atualmente no 5º lugar. O destaque cai em Thibaut Pinot, que arrecadou 15.840€ com o seu 1º e 2º lugar nas etapas 8 e 11 em principal destaque. Pierrick Fedrigo é o outro vencedor em etapa na equipa e com isso arrecadou 8.000€. Em sprintes intermédios a FDJ já arrecadou 5000€. Um Tour muito positivo para a equipa francesa, que tem também outros ciclistas com boas performance como é o caso de Sandy Casar (3.930€) e Matthieu Ladagnous (4.170€).

Garmin – Sharp: Com as sucessivas quedas na 1ª semana, que levaram ao abandono prematuro de Hesjedal e Danielson e deixaram debilitados a maior parte dos ciclistas, principalmente Farrar e Van Summeren, a equipa americana renasceu nas últimas etapas com a vitória de David Millar (9.900€) e o 2º lugar de Christian Vande Velde (4.000€) nas etapas 12 e 15 respetivamente. Nesta altura a Garmin encontra-se no a meio dos rankings. Uma nota menos positiva para Daniel Martin, que com apenas um 8º e um 17º lugar está com performances abaixo das expectativas.

Katusha: Uma das equipas pior colocadas no ranking, pouco ou quase nada se tem visto da equipa Russa. Denis Menchov lidera o ranking com 2.840€. Com quatro top 10 nas etapas 0,7,8 e 9 Menchov prometia inicialmente lutar por um lugar no top5, mas agora dificilmente vai conseguir entrar no top10. Com apenas 4 ciclistas a amealhar algum género de prize money (Menchov, Freire, Vorganov e Paolini), a pergunta impõe-se: o que é que mais de metade da equipa russa anda a fazer no Tour?

Lampre – ISD: A equipa italiana está na parte de baixo do 2º terço do ranking e tudo à custa de dois ciclistas: Alessandro Petacchi (6.230€), com um 2º lugar e outros 3 top10 e Michele Scarponi (4.650€) com outro 2º lugar. Apenas Danilo Hondo (600€) amealhou mais algum prize money com o seu 10º na etapa 13€, enquanto os outros 5 ciclistas tiveram em branco. Um Tour dececionante por parte da Lampre.

Liquigas – Cannondale: A outra equipa italiana está muito melhor que a sua conterrânea, ocupando o 2º lugar do ranking. Sem desrespeito pelas performances do 3º classificado na CG, Vincenzo Nibali, que com 12 top20 em etapas amealhou 6.110€, o prize money da equipa é basicamente o prize money de Peter Sagan. Sagan com 47.790€ é de longe o ciclista mais bem-sucedido neste Tour, a nível de prize money. Só para termos uma noção, apenas no prólogo é que Sagan não apresenta ganhos. 9 etapas a terminar no top10, 3 vitórias em etapas, top3 em sprints intermédios e em contagens de montanha, prémio de combatividade, melhor jovem em 8 etapas e 14 etapas a liderar a classificação dos pontos. Simplesmente brutal.

Lotto – Belisol: A Lotto ocupa o 4º lugar do ranking muito devido ao sucesso de André Greipel (32.730€) com três vitórias, dois 2º lugares e um 7º lugar. Jurgen Van Den Broeck aparece em 2º com 3.870€, resultado de seis top10. Um Tour muito positivo para a equipa belga, embora seria de esperar performances mais convincentes de Roelandts e Vanendert.

Movistar: A equipa espanhola ocupa o último lugar do ranking. De facto, apenas Vasili Kiryienka (1.150€), com a sua fuga na etapa 11, apresenta ganhos superiores a 1.000€. O vencedor da Vuelta 2011 Cobo só terminou uma etapa dentro do top20, outro vencedor da Vuelta Valverde terminou 2 etapas no top20 e o português Rui Costa terminou no top20 em três ocasiões. Com poucas oportunidades restantes para mostrarem bons resultados e apesar de ter sido alvo de muitas quedas, este Tour é muito bem capaz de se tornar num dos piores na história da equipa.

Orica GreenEdge: O líder em prize money na equipa australiana é, sem surpresas, Matthew Goss com 11.430€, resultado de cinco top10 e um 1º lugar num sprint intermedio. Daryl Impey (2.410€) e Brett Lancaster (1.380€) são os ciclistas que se seguem, curiosamente dois ciclistas que fazem parte do comboio final de Goss. Desilusão são as performances de Gerrans e Albasini que só terminaram no top20 numa etapa cada um e Weening que ainda apresenta um saldo nulo. No geral a Orica encontra-se a meio do ranking.

Omega Pharma – QuickStep: Peter Velits é o líder com 6.430€, devido a seis etapas no top20, incluindo um 3º lugar. Os outros ciclistas em destaque na equipa belga são Sylvain Chavanel (3.300€) com um 3º, 5º e um 12º e Dries Devenyns (2.760€) com dois 5º e um 10º em etapas. Desilusão por parte de Tony Martin, cujo único resultado significativo é um 12º no CRI, e por parte de Leipheimer, que prometia lutar por um lugar no top10 e está neste momento fora do top30 e o único resultado de relevo é um 20º na etapa 8. Um Tour aquém das expetativas.

Rabobank: A equipa holandesa foi uma das mais fustigadas pelas quedas da 1ª semana e encontra-se no meio do ranking, muito em parte de Luis Leon Sanchez, que além dos seus ganhos pessoais de 12.000€, resultado de uma vitória, um 4º lugar e um prémio de combatividade, também foi o responsável pelo prémio de 2.800€ para a melhor equipa da etapa 14. Bauke Mollema é o outro ciclista com algum destaque com um 11º, um 9º e um 5º lugar em etapas. Desilusão por parte de Renshaw, que apenas conseguiu um 9º lugar numa etapa.

RadioShack – Nissan: O ciclista que se destaca nesta equipa é sem dúvida Fabian Cancellara, que amealhou 18.450€. Um 1º, 2º, 3º e um 4º lugar em etapas e 7 dias de amarelo são os pontos altos do Tour do suíço. Os restantes ciclistas, excetuando Popoyich e Horner, encontram-se com ganhos entre os 1.500€ e os 2.500€. Isto reflete bem o problema dos homens da RadioShack que se encontram no top20 da CG: não há nenhum que se destaque nas etapas e marque a diferença. A RadioShack encontra-se no 1º terço do ranking e tem três prémios de melhor equipa na etapa. Somente a Sky arrecadou mais prémios de melhor equipa.

Saur – Sojasun: A Saur é a pior equipa francesa e ocupa o antepenúltimo lugar no ranking. Julien Simon é o único ciclista que se destaca com 2.700€ ao fazer top15 em 4 etapas. Desilusão por parte de Coppel, depois do seu 14º lugar no Tour 2011, e de Brice Feillu. Um Tour muito negativo por parte da equipa profissional continental.

Sky: Sem muitas surpresas, a equipa britânica lidera o ranking do prize money isolada. Por 7 ocasiões recebeu o prémio de melhor equipa da etapa, totalizando os ganhos nesse departamento em 19.600€ o que por si só seria superior aos ganhos de metade das equipas. Bradley Wiggins lidera com 21.310€, 11 etapas dentro do top20, incluindo uma vitória e dois pódios, e 9 dias a liderar a classificação geral, seguido de Christopher Froome com 17.270€, 9 etapas dentro do top 20, incluindo uma vitória e dois pódios. Edvald Boasson Hagen é outro ciclista em destaque com €9.680, 5 etapas no top10, incluindo 3 pódios, seguido de Mark Cavendish com 8.830€, uma vitória e um 5º lugar. Pequena desilusão por parte de Cavendish, que apesar de ter uma vitória em etapa, tem-nos habituado a muito mais em anos anteriores. Os números não enganam e a Sky é claramente a equipa dominadora deste Tour.

Saxo Bank – Tinkoff Bank: Com um plantel sem um grande nome, a Saxo Bank tem se vista obrigada a lutar por objetivos menores quando comparado com anos anteriores. Encontra-se na parte superior do 2º terço do ranking sem qualquer vitória em etapa, o que demonstra o esforço dos seus ciclistas. O destaque vai para Michael Morkov com 9.000€. As suas várias fugas resultaram em dois prémios de combatividade, nove 1º lugares em contagens de montanha e 6 dias com a camisola das bolinhas. De seguida encontra-se Nicki Sorensen com 4.700€, resultado da sua fuga na etapa 15 com o 4º lugar na etapa, o 1º lugar no sprint intermedio e o prémio de combatividade, e Juan Jose Haedo com 3.500€, resultado de um 8º, 5º e um 3º lugar em etapas. A fuga do Sérgio Paulinho na etapa 14 arrecadou 1.430€.

Vacansoleil – DCM: Em penúltimo lugar, a equipa holandesa é outra das equipas que foram muito afetadas pelas quedas, o que explica apenas em parte os maus resultados. Um 4º lugar de Kenny Van Hummel (1.880€), um 7º lugar de Marco Marcato (1.370€) e um 8º lugar de Kris Boeckmans (1.270€) são os resultados mais importantes da equipa. Desilusão por parte de Poels, Westra e Hoogerland. A Vacansoleil tem sido conhecida por se fazer sempre notar nas grandes voltas (o 3º lugar no Giro de De Gendt é um bom exemplo), o que é exatamente o contrário do que se passa neste Tour.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pierrick Fedigro vence a 15ª etapa do Tour de France



Pierrick Fedrigo (FDJ) venceu a 15ª etapa do Tour de France, resultado de uma fuga bem-sucedida. O ciclista francês bateu Christian Vande Velde (Garmin) ao sprint, com Thomas Voeckler a fazer 3º com alguns segundos mais tarde. A etapa ficou marcada por um inicio muito rápido e repleto de tentativas de fuga, mas o resto da etapa decorreu sem qualquer tipo de incidentes. Bradley Wiggins continua com a camisola amarela nos seus ombros quando os ciclistas dirigem-se para o 2º dia de descanso antes das derradeiras etapas dos Pirenéus.

A Etapa


A etapa nº 15 do Tour de France ligou as cidades de Samatan a Pau, num percurso acidentado de 158.5 km. Na etapa antes do 2º dia de descanso, os ciclistas iriam enfrentar poucas dificuldades com apenas 3 simples contagens de montanha dentro dos 60 km finais. Um dia que parecia destinado ao sprint no papel, mas com o acumular de cansaço de 2 semanas de corrida, a etapa poderia ser também discutida entre os homens da fuga.

O início de corrida foi frenético com múltiplos ataques e contra-ataques, incluindo do ciclista português Rui Costa, com o intuito de formar a fuga do dia. E durante muitos km as várias tentativas de fuga nunca conseguiram ter uma vantagem superior a 30 segundos. Nestes km houve dois abandonos: Sylvain Chavanel e Vincent Jerome.

A formação da fuga só aconteceu após 60 km de corrida com 5 ciclistas a conseguirem escapar do pelotão e a ganharem uma vantagem significativa. Vande Velde, Samuel Dumoulin, Voeckler, Fedrigo e Dries Devenyns eram os homens da fuga com ainda Nicki Sorensen a tentar juntar-se ao grupo da frente, o que acabou por acontecer ao km 80.

A fuga foi ganhando alguma vantagem e a 75 km da meta o pelotão tinha um atraso de 6’35. No pelotão era a Lotto que começava a aumentar o ritmo de modo a controlar a vantagem da fuga. No sprint intermédio, a 57 km da meta, não houve luta pelos pontos nem no grupo da frente nem no pelotão, onde Peter Sagan amealhou mais alguns pontos sem necessidade de sprint. A vantagem da fuga neste ponto era de 5’10.

Após o sprint intermédio, os ciclistas dirigiram-se para as 3 contagens de montanha do dia. Thomas Voeckler passava em 1º lugar no topo da 1ª contagem enquanto a vantagem voltava a aumentar com a Lotto a deixar de impor o ritmo na frente do pelotão e a 40 km para o fim da etapa a vantagem era superior a 8 minutos. A vitória na etapa ia ser discutida entre os homens da fuga.

Voeckler voltou a passar em 1º lugar nas duas contagens de montanha seguintes e a vantagem continuava a aumentar, sendo de 11’30 a 20 km do fim. Entretanto foi havendo mais alguns abandonos ao longo da etapa como Kenny Van Hummel, Giovanni Bernaudeau, Brett Lancaster e Yauheni Hutarovich.

A 12 km do fim começaram os ataques entre os homens da fuga. Acabou por ser um ataque em conjunto de Vande Velde e Fédrigo a 6 km da meta que acabou por ser o ataque decisivo. Na meta os dois ciclistas discutiram a vitória ao sprint, com o ciclista francês a ser o mais forte. O pelotão chegou à meta com 11’50 de atraso, com André Greipel a ser o 1º do pelotão.

As Classificações


Num dia sem incidentes, o top10 da classificação geral mantém-se inalterado. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Fredrik Kessiakoff mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Pierrick Fedrigo (Fra) FDJ-Big Mat – 3:40:15
2.           Christian Vande Velde (USA) Garmin-Sharp – s.t.
3.           Thomas Voeckler (Fra) Europcar – 0:00:12
4.           Nicki Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
5.           Dries Devenyns (Bel) Omega Pharma-QuickStep – 0:00:21
6.           Samuel Dumoulin (Fra) Cofidis – 0:01:08
7.           André Greipel (Ger) Lotto Belisol – 0:11:50
8.           Tyler Farrar (USA) Garmin-Sharp – s.t.
9.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
10.        Kris Boeckmans (Bel) Vacansoleil-DCM – s.t.
87.        Rui Costa (Por) Movistar – s.t.
93.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 68:33:21
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
19.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
55.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:14:26

Antevisão do Tour: Etapa 15



A etapa nº 15 do Tour de France liga as localidades de Samatan a Pau, num percurso acidentado de 158.5 km. Enquanto Samatan estreia-se nas andanças do Tour, Pau é já uma das localidades mais conhecidas e históricas da Grande Boucle. De facto, Pau é a localidade com mais presenças no Tour com 64 etapas na história da prova a começar ou a acabar nesta cidade dos Pirenéus.

O Percurso


Quando o nome de Pau está situado à chegada ou no início de uma etapa, prevê-se uma etapa com muita montanha. Não é o caso do dia de hoje que, aparte de duas contagens de 4ª categoria e uma de 3ª categoria, vai ser percorrido em terreno relativamente plano e acidentado.

Da primeira metade da etapa não se espera muita história, sendo a formação da fuga do dia o ponto mais interessante dos primeiros 100 km. É de prever um início muito rápido da etapa com várias tentativas de fuga por parte de ciclistas de muitas equipas até que a Sky dê a sua “bênção” à fuga e ela seja livre de começar a aumentar a sua vantagem.

Estes 100 km iniciais são em terreno plano mas recheados de pequenos sobe-e-desce ao longo do percurso. No papel não é relevante, mas após mais de 2 semanas e de 2500 km em corrida haverá certamente ciclistas que não irão apreciar estas mini-dificuldades. Ao km 101.5 encontra-se o sprint intermédio. Como podemos ver, os 3 km de acesso são completamente planos e todos feitos numa longíssima reta. Com Peter Sagan já a quase 100 pontos do 2º classificado os seus rivais vão começando a anunciar a derrota e estes sprints intermédios vão perdendo o seu interesse.

Após o sprint intermédio os ciclistas enfrentam as colinas do dia. São 3 contagens de montanha espalhadas por 30 km. As três colinas são relativamente idênticas, entre 1.5 e 2.1 km e entre 5.3% e 6.3%, e fáceis de ultrapassar, por isso não se espera muita ação nestas contagens de montanha. Se por acaso a fuga estiver neste ponto praticamente condenada, estas subidas podem servir de rampa para um fugitivo ainda sonhar com a vitória na etapa.

O Final


A última das três contagens de montanha está situada a 30 km da meta. Estes 30 km finais vão ser percorridos em terreno praticamente plano. Como podemos ver no gráfico, os 5 km finais são completamente planos e propícios a uma chegada em pelotão compacto para ser disputada pelos sprinters. Existem vários pontos de perigo dentro dos últimos km, com várias rotundas e curvas de 90º, principalmente entre os 7 e os 3 km finais. Os últimos 2000 metros são mais simples, com apenas uma curva apertada à direita e uma curva longa à esquerda já dentro do último km. A reta final para a meta é de 600m feita numa estrada com largura de 8.50m.

Os Favoritos


No papel, esta etapa é destinada aos sprinters. Mas com muito Tour já nas pernas dos ciclistas, as equipas encontram-se mais fracas e a perseguição torna-se mais complicada. Por isso, não será de espantar que a fuga venha a ter êxito. Na minha opinião, as probabilidades de um sprint compacto em relação a uma fuga bem-sucedida é de 50/50.

Com o Tour a ser dominado pelas equipas da Sky, Liquigas e Lotto Belisol (as três em conjunto já amealharam 9 etapas), existem muitas equipas que vão sair das 3 semanas sem uma vitória. Por isso, essas equipas vão tentar ao máximo colocar homens em fuga na esperança da fuga resultar. A Argos é um desses casos e já sem Kittel e Veelers, podemos esperar Koen de Kort na tentativa de fuga de hoje. Outros nomes a ter em conta são o de Luis Angel Maté (Cofidis), Marco Marcato (Vacansoleil) e Luca Paolini (Katusha). A etapa de hoje passa por estradas muito conhecidas de Pierrick Frédigo e o homem da FDJ poderá tentar a sua sorte hoje.

Entre os sprinters, o favoritismo cai no germânico André Greipel. Enquanto que Peter Sagan esteve escapado na etapa anterior e Mark Cavendish foi visto a trabalhar imenso, Greipel será dos sprinters mais fresco, juntamente com Matthew Goss. Yauheni Hutarovich ainda se encontra em prova e Sébastien Hinault tem efetuado resultados consistentes, os dois ciclistas podem hoje pôr os grandes sprinters à prova.

domingo, 15 de julho de 2012

Luis Leon Sanchez vence a etapa 14 do Tour de France



Luis Leon Sanchez venceu a etapa 14 do Tour de France. Sanchez fez parte da fuga do dia, aonde também se inseria Sérgio Paulinho, e chegou à meta isolado após um ataque a 11 km do fim. Peter Sagan chegou em 2º e Sandy Casar em 3º lugar. O ciclista português Paulinho chegou no 6º lugar. A etapa também ficou marcada pelos diversos incidentes de furos na última descida do dia, possivelmente causados por pioneses espalhados pela estrada. Cadel Evans foi o mais afetado com múltiplos furos, mas o pelotão liderado pela Sky esperou pelo australiano e outros ciclistas afetados. Bradley Wiggins mantém a amarela.

A Etapa


A etapa nº 14 da 99ª edição do Tour de France ligou as localidades de Limoux a Foix, num percurso de 191 km. A primeira parte da etapa era relativamente fácil, com apenas uma 2ª categoria ao km 30, mas as duas subidas de 1ª categoria nos últimos 70 km prometiam muita emoção e belas imagens.

Num início frenético, os primeiros km da etapa foram repletos de tentativas de fuga sem sucesso, incluindo uma do português Sérgio Paulinho. Os ciclistas rapidamente aproximaram-se da contagem de 2ª categoria, mas mesmo com esta subida a fuga não se conseguia formar, com Rein Taaramae e Thomas Voeckler a tentar escapar ao pelotão. No topo da montanha foi Fredrik Kessiakoff a pontuar em 1º lugar.

Esta situação de corrida, com a ascensão a ser feita a um ritmo muito elevado, causou cortes no pelotão com homens como Jerome Coppel, Andreas Kloden e Frank Schleck a ficaram para trás. Entretanto na frente, o Sérgio ingressava em mais uma tentativa de fuga com Sagan e Steven Kruijwijk.

Ao km 55, enquanto o grupo de atrasados conseguia finalmente alcançar o pelotão, o trio de fugitivos mantinha-se na frente com mais 8 ciclistas a tenta-los alcançar. Os dois grupos de fugitivos juntavam-se, incluindo agora Philippe Gilbert, Luis Leon Sanchez, Martin Velits, Sandy Casar, Eduard Vorganov, Cyril Gautier, Sébastien Minard e Izaguirre Insausti, e alcançavam uma vantagem de 4 minutos ao km 61.

A 100 km da meta a vantagem da fuga situava-se nos 12 minutos. Entretanto os ciclistas da fuga alcançaram o sprint intermédio e, obviamente, Sagan a passar em 1º lugar. Neste ponto da etapa a vantagem da fuga para o pelotão era já superior a 13 minutos.

Na base da primeira das duas contagens de 1ª categoria a diferença da fuga para o pelotão era de 15 minutos e já não seria de prever outra coisa se não a vitória de um elemento da fuga. Além da ascensão, os ciclistas também começaram a enfrentar a chuva, que poderia influenciar o desenrolar da etapa. No topo foi Sérgio Paulinho a passar em 1º lugar.

Após a descida, a chuva aliviava para o grupo da frente no início da ascensão do Mur de Péguère. Entretanto, Cyril Gautier, que teve que trocar de bicicleta, estava a lutar por se juntar ao grupo de fugitivos, o que iria acontecer no início da ascensão. A subida só foi atacada nos últimos 3 km com Luis Leon Sanchez a acelerar o ritmo, fracionando o grupo. No topo foi Sandy Casar a passar em 1º lugar.

Dentro do grupo de favoritos não houve mexidas ao longo da subida, enquanto na descida juntava-se na frente um grupo de 5 ciclistas: Gilbert, Sagan, Insausti, Casar e Sanchez. Entretanto no grupo de favoritos, Cadel Evans foi vítima de furos que o levou a perder muito tempo para os rivais. A Sky baixava o ritmo à espera do homem da BMC, enquanto Pierre Rolland atacava o grupo.

A 11 km da meta, Luis Leon Sanchez atacou sem resposta por parte dos seus companheiros de fuga. Os restantes 4 ciclistas foram incapazes de alcançar o homem da Rabobank e Sanchez acabou por vencer a etapa isolado. Atrás, Rolland era apanhado pelo pelotão que depois abrandou outra vez para o grupo de Evans se juntar o que acabou por acontecer. Sérgio Paulinho foi 6º na etapa.

As Classificações


Apesar dos vários incidentes de furos nos últimos 40 km, o top10 da classificação geral mantém-se inalterado. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde e alarga a sua vantagem para os seus rivais, Fredrik Kessiakoff mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.

Classificação da etapa:
1.           Luis Leon Sanchez (Esp) Rabobank – 4:50:29
2.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – 0:00:47
3.           Sandy Casar (Fra) FDJ-Big Mat – s.t.
4.           Philippe Gilbert (Bel) BMC – s.t.
5.           Gorka Inzaguirre Insausti (Spa) Movistar – s.t.
6.           Sergio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:02:51
7.           Sébastien Minard (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
8.           Martin Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – 0:03:49
9.           Eduard Vorganov (Rus) Katusha – 0:04:51
10.        Steven Kruijswijk (Ned) Rabobank – 0:04:53
38.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:18:15

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 64:41:16
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
19.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
54.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:14:26

Antevisão do Tour: Etapa 14



A etapa nº 14 do Tour de France liga as localidades de Limoux a Foix num percurso de 191 km. Esta etapa marca o início da entrada nos Pirenéus e embora não seja a etapa mais difícil que os ciclistas vão enfrentar neste Tour, a etapa de hoje será marcada pela estreia na Grande Boucle do Mur de Péguère. Tecnicamente, esta subida já foi inserida no Tour em 1973, mas na altura os ciclistas recusaram-se a subi-la e ensaiaram uma greve, porque as estradas estavam num estado lastimável. Por isso, esta será a 1ª vez que os ciclistas vão utilizar a subida no Tour e espera-se grande espetáculo.

O Percurso


O perfil da etapa aponta claramente para uma fuga vingar e o vencedor da etapa faça parte dessa fuga. Por essa razão, as tentativas de fuga serão muitas e a formação da fuga certa não deverá ser concluída logo ao início. Espera-se, portanto, que os primeiros 30 km sejam destinados para a formação da fuga, com a 2ª categoria de 5.3 km a 6.3% a ser o palco para a fuga começar-se a definir e a ganhar vantagem.

Após o topo da 2ª categoria situado ao km 30, os ciclistas enfrentaram 70 km acidentados mas relativamente planos. A vantagem da fuga irá rapidamente alargar nestes km de modo a garantir vantagem suficiente para poderem discutir entre eles a vitória na etapa. No fim destes km acidentados situa-se o sprint intermédio, sensivelmente a 90 km da meta. Como podemos ver, o sprint é feito em ligeira descida e não apresenta dificuldades no acesso à linha do sprint, que está situada após uma reta de 700m. Peter Sagan tem cada vez mais a liderança na classificação por pontos assegurada, mas os seus rivais não irão deitar a toalha ao chão e vão continuar a lutar pela camisola verde.

As Montanhas


  • KM 30 – Col du Portel 601m – 5.3 km a 6.3% - 2ª Categoria
  • KM 126.5 – Port de Lers 1517m – 11.4 km a 7% - 1ª Categoria
  • KM 152.5 – Mur de Péguère 1375m – 9.3 km a 7.9% - 1ª Categoria


Após o sprint intermédio os ciclistas enfrentam 15 km de terreno acidentado e a subir de acesso à primeira das 2 contagens de 1ª categoria, o Port de Lers. Como podemos ver, esta subida de 1ª categoria não é nada fácil e uma ascensão superior a 10 km a 7% são os critérios de uma subida dura no Tour. Contudo, depende dos ciclistas e do ritmo que eles tomam na ascensão e o facto desta subida encontrar-se a mais de 60 km da meta e anteceder a subida mais dura do dia pode inibir os ciclistas de atacarem os km de inclinação mais elevada.

Após o topo da primeira contagem de 1ª categoria do dia, os ciclistas entram em 16 km de descida em direção à base do que certamente será o ponto alto deste dia, o Mur de Péguère. São mais de 9 km de ascensão, mas a história desta subida não será feita nos km iniciais. A ascensão começa “fácil” com os primeiros 3 km a 6%. De seguida os ciclistas têm um km de descanso a 2,8% para depois enfrentar mais 2 km a 6,5% de inclinação. Nada de especial até este momento e o leitor pode começar-se a questionar sobre o porquê de esta subida ser importante.

A resposta vem nos 3.5 km finais, que serão feitos a uma inclinação média de 12%. É um último terço de subida brutal, com seções a chegar aos 16 e 18%. Juntando ao facto do Tour raramente utilizar estradas tão ingremes e estreitas e os milhares de pessoas que estarão presentes na subida, será uma subida emocionante rodeada de um grande ambiente que proporcionará imagens fantásticas.

O Final


Após o Mur de Péguère, os ciclistas enfrentam 20 km de descida seguidos de 20 km planos. Curiosamente, quando faltarem 12 km para a meta, os ciclistas passam a pouco menos de 500m da meta. Contudo, a organização decidiu acrescentar mais km à parte final, obrigando os ciclistas a irem para norte e cruzar uma ponte a 6 km da meta para voltarem para trás pelo outro lado do rio em direção à meta. Esta ponte situada a 6 km da meta é mesmo o perigo mais importante nos km de acesso à meta, assim como a ultima viragem de 90º para os 300 metros finais em linha reta.

Os Favoritos


Com as probabilidades altas de o vencedor da etapa sair de uma fuga e duas 1ª categorias importantes para a luta da camisola das bolinhas, espera-se muita ação na parte inicial da corrida com já grandes nomes a passarem ao ataque na tentativa de ingressar na fuga correta. Chris Anker Sorensen continua com vontade de liderar a classificação montanha e não será de estranhar que hoje entre na fuga assim como o seu colega de equipa português Sérgio Paulinho. Fredrik Kessiakoff irá também entrar na fuga caso veja a sua camisola das bolinhas em perigo.

Com outra vitória em mente, não é de descartar Thomas Voeckler atacar no início da etapa. Um ciclista que tem já tem procurado muitas vezes a vitória, mas sem sucesso, é Luis Leon Sanchez e hoje é mais uma etapa à sua medida. Espera-se movimentações por parte da Movistar com Alejandro Valverde a liderar os ataques e não seria os Pirenéus sem vermos o laranja da Euskaltel, que apesar de ter já muitos abandonos vai atacar nestas etapas. Hoje podermos ver ao ataque Izaguirre Insausti.

Os grandes favoritos dentro do top10 não se podem dar ao luxo de não atacarem e com apenas 3 etapas montanhosas restantes, todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Espera-se que as equipas e os ciclistas que querem derrubar a Sky aumentem muito o ritmo logo na 1ª contagem de montanha de modo a deixar Bradley Wiggins e Christopher Froome sozinhos para a ultima subida e depois distancia-los nos 3.5 km finais do Mur de Péguère. Será uma possível estratégia para por em prática por Jurgen Van Den Broeck, Cadel Evans e Vincenzo Nibali. Estes últimos dois ciclistas tem também a descida para a meta para efetuar diferenças em relação ao camisola amarela.


A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora e pelas 15:00 na RTP2, com o final da etapa previsto por volta das 16:30.

sábado, 14 de julho de 2012

André Greipel vence a 13ª etapa do Tour de France



André Greipel venceu a etapa nº 13 do Tour de France, batendo ao sprint o camisola verde Peter Sagan e Edvald Boasson Hagen. Numa etapa plana de 217 km com alguns momentos emocionantes nos últimos 40 km com o vento a provocar cortes no pelotão e com uma 3ª categoria a quebrar o pelotão principal, no final foi a 3ª vitória na 99ª edição do Tour para o gorila germânico. Bradley Wiggins mantém a sua liderança ao chegar dentro do grupo do vencedor.

A Etapa


A etapa nº 13 do Tour de France ligou as localidades de Saint-Paul-Trois-Châteaux a Le Cap Agde, num percurso praticamente plano de 217 km. No dia nacional de França, o único ponto de interesse viria a 25 km da meta com uma subida curta mas muito dura e as previsões apontavam para uma luta ao sprint.

A etapa começou com as tentativas de fuga. Inicialmente composta por 5 ciclistas, a fuga formou-se logo dentro dos primeiros 5 km com mais 3 ciclistas a juntarem-se ao grupo da frente alguns km mais a frente. Ao km 30 a fuga composta por Maxime Bouet, Michael Morkov, Jerome Pineau, Matthieu Ladagnous, Samuel Dumoulin, Roy Curvers, Pablo Urtasun e Jimmy Engoulvent tinha uma vantagem superior a 6 minutos sobre o pelotão.

A etapa foi desenrolando-se sem incidentes, com o pelotão liderado pela Orica GreenEdge a retirar lentamente tempo à fuga, que chegou a ter uma vantagem superior a 7 minutos ao km 55. Enquanto a vantagem da fuga baixava dos 5 minutos ao km 80, Tony Gallopin abandonava o Tour.

A 90 km da meta os ciclistas atingiam o sprint intermédio. No pelotão houve luta pelos pontos restantes, com Sagan a bater Matthew Goss no mini-sprint. Entretanto, Peter Velits embatia contra as barreiras, mas a queda não foi grave para o eslovaco. O trabalho da GreenEdge continuava-se a sentir e com 70 km para a meta a vantagem da fuga era de apenas 2’20. A situação da corrida não era de agrado da fuga e Michael Morkov atacou os seus companheiros de fuga e isolou-se na frente de corrida.

Com menos de 50 km para a meta, Morkov ganhava uma vantagem superior a um minuto ao grupo de fugitivos, enquanto a equipa da BMC acelerava o ritmo na frente do pelotão numa tentativa de causar cortes no pelotão, mas sem sucesso. A 35 km da meta o Morkov continuava na frente com 2’35 sobre o pelotão. A BMC voltou a tentar causar cortes no pelotão e agora a equipa de Cadel Evans foi bem-sucedida, com vários ciclistas a perderem o contacto com o pelotão, mas nenhum ciclista importante na luta pelo top10.

Morkov mantinha-se ainda na frente da corrida na base do Mont Saint-Clair. Mas essa situação alterou-se rapidamente com a subida de 3ª categoria e o Morkov foi apanhado pelo pelotão ainda antes do meio da subida. Cadel Evans e Jurgen Van Den Broeck eram os ciclistas a impor o ritmo na subida, mas com os outros favoritos a manterem-se por perto.

Após a subida do Mont Saint-Clair o grupo da frente estava reduzido a 40 ciclistas, com muitos dos sprinters em grupos atrasados. Alexander Vinokourov e Michael Albasini lançaram um ataque a 16 km da meta e mantiveram-se na frente até aos 3 km finais. No final, foi o camisola amarela Bradley Wiggins a lançar o sprint para o seu companheiro Edvald Boasson Hagen que terminou em 3º, com André Greipel a vencer sobre Peter Sagan por uma distância mínima.

As Classificações


Apesar dos cortes no pelotão que ocorreram nos últimos 50 km, o top10 da classificação geral mantém-se inalterado. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde e alarga a sua vantagem para os seus rivais, Fredrik Kessiakoff mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           André Greipel (Ger) Lotto Belisol – 4:57:59
2.           Peter Sagan (Svk) – s.t.
3.           Edvald Boasson Hagen (Nor) – s.t.
4.           Sébastien Hinault (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
5.           Daryl Impey (RSA) Orica GreenEdge – s.t.
6.           Julien Simon (Fra) Saur-Sojasun – s.t.
7.           Marco Marcato (Ita) Vacansoleil-DCM – s.t.
8.           Philippe Gilbert (Bel) BMC – s.t.
9.           Peter Velits (Svk) Omega Pharma-QuickStep – s.t.
10.        Danilo Hondo (Ger) Lampre-ISD – s.t.
35.        Rui Costa (Por) Movistar – s.t.
118.    Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:14:04

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 54:34:33
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
19.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
77.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:29:50

Antevisão do Tour: Etapa 13



A etapa nº 13 do Tour de France liga as localidades de Saint-Paul-Trois-Châteaux a Le Cap d’Agde, num percurso de 217 km. No dia 14 de Julho, o dia nacional francês conhecido como Dia da Bastilha, os ciclistas vão enfrentar 217 km, quase na sua totalidade planos, terminando junto à costa mediterrânica, numa etapa destinada para ser disputada pelos sprinters.

O Percurso


Como já foi mencionado, a etapa de hoje é uma etapa plana e sem pontos de interesse especiais ao longo do percurso, excetuando duas pequenas surpresas nos 25 km finais. Um ponto que pode vir a influenciar a etapa é o vento. Nas estradas mais costeiras que o pelotão irá ultrapassar, os ciclistas vão enfrentar ventos cruzados. Está previsto ventos a 30 km/h, o que em princípio não irá provocar dificuldades, mas os ciclistas vão ter que se manter alerta em caso do vento aumentar de velocidade.

Entretanto, a etapa irá se desenrolar como qualquer etapa plana no Tour de France. Uma fuga vai se formar nos km iniciais e ao contrário do que tem acontecido nas etapas montanhosas anteriores, a fuga não irá conter mais de 6 a 8 elementos. A fuga irá aumentar a sua vantagem rapidamente, mas não deverá atingir os valores da etapa anterior, cuja fuga chegou a ter mais de 12 minutos de vantagem.

A etapa irá decorrer sem história até ao km 126.5, onde está situado o sprint intermédio. Como já é habitual, não se espera que os homens da fuga estejam preocupados com esse ponto, ao contrário do pelotão, onde os homens que lutam pela camisola verde irão mais uma vez lutar entre si pelos pontos restantes. Os últimos km de acesso ao sprint intermédio são praticamente planos e não existe nenhum ponto perigoso nesses km.

Após o sprint intermédio, os ciclistas vão continuar a dirigirem-se para a costa mediterrânica em terreno plano até faltarem 25 km para a meta. Nesse ponto vai estar situada a única contagem de montanha, o Mont Saint-Clair. Uma 3ª categoria de 1.6 km, mas a 10.2% de inclinação média com rampas a atingir os 16%. Esta subida irá certamente pôr muitos dos sprinters em dificuldade, que irão depois ter de gastar energias preciosas para se juntarem ao pelotão. Esta 3ª categoria pode também servir de rampa de lançamento a um elemento da fuga que ainda acredite no sonho de se aguentar na frente até final.

O Final


Após a contagem de 3ª categoria, os restantes 20 km são completamente planos. Apesar de parecer haver um pequeno topo a 1500m, o gráfico está muito exagerado e, de facto, não existe nenhuma dificuldade desse género nos km que antecedem a meta. Pontos de perigo também não existem, com os últimos 5 km feitos quase sempre em linha reta. Existe, contudo, uma pequena surpresa a 400m da meta. Uma curva longa de 180º antes da reta final de 200m. A colocação e a aceleração serão fundamentais para os ciclistas que querem lutar pela vitória.

Os Favoritos


No papel, a etapa de hoje está destinada para ser disputada ao sprint o que torna as probabilidades de uma fuga resultar muito reduzidas. Este facto poderá afugentar grandes nomes de ingressarem na fuga do dia, mas sendo o dia nacional de França, espera-se que haja muitos ciclistas franceses ansiosos por atacarem e participarem na fuga. Ciclistas como Samuel Dumoulin, Sandy Casar e Anthony Roux poderão estar ao ataque.

Outro ciclista que irá certamente atacar e tentar a vitória na etapa é o ciclista dinamarquês Michael Morkov. O ciclista da Saxo Bank já mostrou que sabe estar na fuga certa (fez parte de três fugas neste Tour) e hoje faz exatamente 5 anos que o seu pai morreu e Morkov disse que queria homenageá-lo ao vencer a etapa de hoje.

Se a vitória na etapa sobrar para uma luta ao sprint, que é o mais provável, Peter Sagan e Matthew Goss serão certamente grandes favoritos, pois serão os que terão menos dificuldades e energias gastas na 3ª categoria. Peter Sagan é ainda mais favorito, devido à pequena surpresa a 400m finais onde deverá sair beneficiado em relação aos seus rivais. Mas, também não se pode por de lado Mark Cavendish, que ainda só tem uma vitória neste Tour e quererá retificar isso, e André Greipel que tem continuado em prova porque certamente acredita que pode sair vitorioso em mais uma etapa, como a de hoje.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora e por volta das 15:00 na RTP2, com o final da etapa previsto para as 16:00. Os últimos 30 km irão ser os mais emocionantes do dia.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

David Millar vence a 12ª etapa do Tour de France



David Millar venceu a 12ª etapa do Tour de France. Parte de um grupo de 5 ciclistas da fuga do dia, Millar bateu ao sprint Jean Peraud e com Egoi Martinez a fazer 3º. No pelotão, que chegou com 8 minutos de atraso, houve luta pelos pontos com Matthew Goss a bater Peter Sagan num sprint duvidoso. Não houve movimentações por parte dos favoritos e Bradley Wiggins continua a liderar a classificação geral.

A Etapa


A etapa mais longa da 99ª edição do Tour de France ligou as localidades de Saint-Jean-de-Maurienne a Annonay Davézieux, num percurso de meia montanha de226 km. Apesar de ter duas contagens de 1ª categoria duras no início da etapa, o resto da etapa era relativamente fácil e as perspetivas de uma fugar resultar eram muito boas. Houve 3 ciclistas que não iniciaram a etapa de hoje: dois ciclistas da Lampre, Alessandro Petacchi e Yuriy Krivtsov, que ontem chegaram fora de controlo e Robert Gesink que abandonou com a intenção de recuperar para poder estar presente na Vuelta.

Os primeiros km foram feitos de modo muito rápido com as várias tentativas de fuga. Ainda antes do início da subida da primeira montanha do dia, um grupo de 19 ciclistas isolava-se à frente do pelotão, onde se incluía Jean Peraud, Marco Marcato, David Millar e Robert Kiserlovski. Ao km 25, já com 5 km de subida feita, o grupo de fugitivos tinha uma vantagem de 1’40. Ao longo da subida havia ainda tentativas de ciclistas saírem do pelotão e juntar-se aos homens da fuga, como era o caso de David Moncoutie, Rui Costa, Egoi Martinez e Christopher Horner.

O grupo de fugitivos estava reduzido a 12 ciclistas e no topo da contagem de montanha foi Robert Kiserlovski a passar em 1º lugar, com um minuto de vantagem para o pelotão. A descida foi efetuada sem incidentes de maior, excetuando a queda de David Moncoutie, que o obrigava a abandonar o seu último Tour de France. Antes dos ciclistas começarem a ascensão da segunda contagem de 1ª categoria, a vantagem da fuga era de 2’15, enquanto Tom Veelers abandonava o Tour.

A ascensão do Col du Granier fez justiça ao seu perfil, e pôs muitos ciclistas em dificuldade, inclusive o 10º da geral Thibaut Pinot. O grupo da fuga ia perdendo elementos e a vantagem para o pelotão descia para os 1’20. De facto, o ritmo da Sky e do norueguês Edvald Boasson Hagen era tão forte que o pelotão via se reduzido a 40 ciclistas. O vencedor da etapa de ontem Pierre Rolland, nono na CG, era outro ciclista a passar por dificuldades. Kiserlovski voltava a passar em 1º lugar na contagem de montanha, enquanto Wiggins acelerava o ritmo, talvez com a intenção de deixar uma mensagem de que continua a ser o líder e o mais forte da corrida. Na descida era o camisola verde Peter Sagan a atacar na tentativa de se chegar ao grupo da frente juntamente com Rein Taaramae.

Após a descida e com 100 km percorridos, havia um grupo de 5 ciclistas a liderar a corrida, Kiserlovski, Martinez, Peraud, Millar e Cyril Gautier. Atrás ia um grupo de nove, onde se incluía Sagan, a 1’30 e o pelotão comandado pela Orica GreenEdge a 3’20. Ao km 108 o grupo de Sagan era apanhado na zona de abastecimentos. Com Sagan apanhado, o ritmo no pelotão abrandou e a 100 km da meta a vantagem dos 5 homens da frente era superior a 7 minutos.

A 5 km do sprint intermedio a vantagem do grupo da frente era de 11’20. Sprint intermedio que não foi contestado entre os 5 ciclistas da frente, ao contrário do que aconteceu no pelotão, com MGoss a vencer o mini-sprint. A etapa continuava a decorrer sem incidentes, e a vantagem da fuga subia para os 12’40 a 50 km da meta.

À entrada da última contagem de montanha do dia a vantagem da fuga mantinha-se acima dos 12 minutos. A ascensão da 3ª categoria foi ultrapassada calmamente, com Kiserlovski mais uma vez a passar no 1º lugar no topo da contagem de montanha. Nos últimos 5 km os ciclistas foram atacando-se uns aos outros, com Millar e Peraud a destacarem-se. No final, foi David Millar a bater o francês no sprint para a vitória. No pelotão, houve sprint pelos pontos, com Goss a bater Sagan mas num sprint polemico devido a um desvio do australiano que prejudicou o camisola verde.

As Classificações


A etapa não proporcionou qualquer alteração de relevo na classificação geral. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Fredrik Kessiakoff mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           David Millar (GBr) Garmin-Sharp – 5:42:46
2.           Jean-Christophe Peraud (Fra) Ag2R La Mondiale – s.t.
3.           Egoi Martinez (Spa) Euskaltel-Euskadi – 0:00:05
4.           Cyril Gautier (Fra) Europcar – s.t.
5.           Robert Kiserlovski – s.t.
6.           Matthew Goss (Aus) Orica GreenEdge – 0:07:53
7.           Peter Sagan (Svk) Liquigas-Cannondale – s.t.
8.           Sébastien Hinault (Fra) Ag2R La Mondiale – 0:07:54
9.           Cadel Evans (Aus) BMC – s.t.
10.        Luca Paolini (Ita) Katusha – s.t.
38.        Rui Costa (Por) Movistar – s.t.
139.    Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:11:59

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 54:34:33
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:03:19
5.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:04:48
6.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:06:15
7.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:06:57
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:07:30
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:08:31
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:08:51
20.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:19:02
75.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:15:46