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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Antevisão do Tour: Etapa 18



A etapa nº 18 do Tour de France leva os ciclistas por um percurso de 222.5 km de Blagnac a Brive-la-Gaillarde. Os ciclistas deixam os Pirenéus pelas costas e dirigem-se para norte em direção a Paris. A etapa decorre principalmente em terreno acidentado e ainda inclui algumas contagens de montanha, quatro no total do dia de hoje. Uma etapa de transição que não deverá apresentar muitos incidentes, mas é para os ciclistas que não são bons sprinters nem bons contrarrelogistas o último dia para poderem tentar a vitória.

O Percurso


Os primeiros 85 km são feitos quase na sua totalidade em terreno plano. Até à zona de abastecimento, situada ao km 84, os ciclistas passam apenas por uma muito pequena subida ao km 36 e por uma contagem de 3ª categoria, Côte de Saint-Georges (1 km a 10.3%), ao km 68.

Do km 90 em diante, os ciclistas entram em estradas mais acidentadas com pequenas subidas e descidas ao longo do percurso. Ao km 115 os ciclistas encontram o sprint intermédio. Com 4 rotundas entre os 1500m e os 1000m finais e com o último km em subida, este sprint está longe de ser acessível. Contudo, a classificação por pontos está praticamente arrumada e será surpreendente se virmos alguém ainda a discutir os pontos neste sprint.

Logo de seguida, os ciclistas passam por uma 4ª categoria, Côte de Cahors (1km a 7.8%), e continuam por terrenos acidentados, passando por pequenas subidas não categorizáveis. Os ciclistas encontram ao km 180 mais uma 4ª categoria, Côte de Souillac (2.2km a 4.7%), e a última contagem de montanha do dia ao km 212, Côte de Lissac-sur-Couze (1.9km a 5.7%). A partir desse ponto são 10 km até à em terreno relativamente plano.

O Final


Como mencionei anteriormente, o final é relativamente plano, com os últimos 2500 metros a serem feitos em ligeira descida, por isso espera-se uma chegada rápida à linha de meta. Os km finais também não são sem os seus perigos. Uma curva à direita a 2700m, curva e contracurva apertadas com passagem por baixo de uma ponte de linhas de comboio já dentro dos últimos 2000m e ainda uma curva à direita a 90º antes da reta da meta de 600m feita numa estrada com largura de 6.50m

Os Favoritos


Hoje é, para muita boa parte do pelotão, o último dia para almejar uma vitória em etapa. A etapa é longa e feita em percurso acidentado e como se viu na etapa 15, as equipas dos sprinters, nomeadamente a Lotto Belisol e a Orica GreenEdge, não estão muito interessadas ou com muitas forças para perseguir e controlar as fugas. Por isso, a não ser que a fuga seja composta por 3/4 elementos, os fugitivos do dia vão ter grandes probabilidades de discutir entre eles a vitória na etapa.

Já que dificilmente vão poder discutir a etapa ao sprint, a Lotto e a Orica podem tentar a vitória colocando homens na fuga, como por exemplo Lars Bak, Michael Albasini ou Simon Gerrans. Sem os sprinters principais, a Argos pode lançar hoje Koen de Kort na fuga. Arthur Vichot por parte da FDJ é também uma boa aposta.

Enquanto quase todas as classificações têm um vencedor garantido, o prémio da super combatividade ainda está por decidir. Michael Morkov parece ser o melhor candidato a vencer o prémio (lembre-se das 3 fugas consecutivas do dinamarquês na 1ª semana), mas com Thomas Voeckler tão ativo nas etapas de montanha, os organizadores podem estar ainda com dúvidas sobre quem merece o prémio em Paris. Por isso, não será surpreendente ver Morkov outra vez na fuga do dia, de modo a garantir que seja ele o vencedor na capital francesa.

Entre os homens da classificação geral não haverá movimentações, exceto a possibilidade remota dos dois franceses Pierre Rolland e Thibaut Pinot tentarem ganhar algum tempo de modo a consolidarem a sua posição no top10, visto que que são ambos péssimos no contrarrelógio e no dia de amanhã vão certamente perder tempo para todos os seus rivais.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto entre as 15:15 e as 15:45. A última hora de corrida será a mais emocionante com a decisão do vencedor da etapa.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Valverde vence etapa 17 do Tour de France



Alejandro Valverde (Movistar) venceu a etapa 17 do Tour de France 2012, a última etapa de alta montanha nos Pirenéus desta edição. Valverde fez parte da fuga do dia e foi o único a resistir aos favoritos da CG. A etapa ficou outra vez marcada pelo duo da Sky Bradley Wiggins e Chritopher Froome, que fizeram 3º e 2º na etapa respetivamente, e pela aparente superioridade de Froome nas montanhas sobre o seu líder. De facto, Froome tinha a oportunidade de vencer a etapa e ganhar mais tempo para o 3º da geral Vincenzo Nibali, mas acabou por ser obrigado a manter-se ao lado do camisola amarela.

A Etapa


A etapa nº 17 do Tour de France era a última etapa de montanha da 99ª edição, num percurso de apenas 143.5 km que ligou Bagnères-du-Luchon a Peyragudes. No total eram 5 contagens de montanha: uma de 3ª, uma de 2ª, duas de 1ª e uma de categoria extra. Era, portanto, o último dia para muitos ciclistas brilharem e fazerem as últimas diferenças na alta montanha.

A etapa começou com algumas tentativas de fuga inconsequentes nos km iniciais de plano. Quando os ciclistas atingiram a 1º contagem de montanha do dia as verdadeiras tentativas de fuga começaram a formar-se com grandes nomes do ciclismo a tentarem escapar do pelotão. Ciclistas como Denis Menchov, Valverde, Pierre Rolland e Levi Leipheimer iam no grupo da frente mas que era mantido a uma curta distância do pelotão liderado pela Sky.

Estas movimentações iam deixando muito boa parte do pelotão em dificuldades, incluindo o 5º classificado Haimar Zubeldia. Enquanto Edvald Boasson Hagen fazia um grande trabalho no pelotão, Fredrik Kessiakoff tentava isolar-se na frente da corrida mas com a ajuda de Rolland, Thomas Voeckler conseguia juntar-se ao sueco e na luta no topo foi o francês a passar em 1º lugar na contagem da montanha.

Devido ao nevoeiro e à estrada molhada a primeira parte da descida do Col de Mente tornou-se muito perigosa e os ciclistas tomavam precauções redobradas. Entretanto Nibali usou a sua grande habilidade em descida e juntou-se rapidamente ao grupo de 7 ciclistas da frente onde já se encontrava Rui Costa. Atrás era evidentemente a equipa da Sky a perseguir com 30 segundos de atraso. Contudo, a presença de Nibali prejudicava o sucesso da fuga e o italiano deixou-se ficar para trás garantindo que a fuga permanecesse na frente da corrida.

Nos km antes do Col des Ares a fuga ficava finalmente definida com Valverde, Costa, Voeckler, Kessiakoff, Jean Christophe Peraud, Sandy Casar e Egoi Martinez. O ritmo no pelotão acalmava, o que levou a mais ciclistas a tentarem sair do pelotão e chegar-se ao grupo da frente. Na base da 2ª categoria a fuga tinha apenas uma vantagem de 1’40, com o pelotão a ser liderado pela Liquigas, que mantinha uma bom ritmo.

No topo do Col des Ares foi outra vez Voeckler a passar à frente de Kessiakoff com 40 segundos de vantagem para o segundo grupo de fugitivos, onde vinha Alexandre Vinokourov, Pieter Weening, Chris Anker Sorensen e Leipheimer, e 1’30 para o pelotão. Na descida Sorensen sofreu uma queda enquanto os dois grupos de fugitivos se juntavam na frente com a vantagem para o pelotão a aumentar para 2’30.

No topo da 3ª categoria Voeckler voltou a passar em 1º, enquanto a Liquigas comandava o pelotão que passou no topo com 3 minutos de atraso. De seguida os ciclistas da frente passaram o sprint intermedio (Blel Kadri passou em 1º) e a zona de abastecimento em direção à categoria extra Port de Balès. Os km iniciais da ascensão foram palco para algumas movimentações no grupo de fugitivos, especialmente por parte da Euskaltel, mas o ataque mais a sério foi o de Rui Costa com o intuito de desgastar a concorrência de modo a dar a possibilidade de Valverde passar ao ataque à procura da vitória na etapa, o que aconteceu a 3.5 km. No pelotão não havia mexidas e apenas com a Liquigas a impor o ritmo, o que não punha em dificuldades nenhum ciclista importante.

Na descida do Port de Balès, Valverde continuava a liderar a corrida com 50 segundos de vantagem para o seu companheiro Rui costa e 2’30 para o grupo do camisola amarela. A Liquigas continuava a liderar o grupo dos favoritos e iam apanhando ciclistas que faziam parte da fuga à medida que se aproximavam da base da última subida do dia. Nesse ponto passou a ser Ivan Basso a impor o ritmo antevendo um futuro ataque de Nibali. Rui Costa e Egoi Martinez foram alcançados nos km iniciais da subida e só restava Alejandro Valverde na frente da corrida com 2’30 de vantagem a 13 km da meta.

O trabalho de Basso foi pondo em dificuldades ciclistas como Zubeldia, Janez Brajkovic e Cadel Evans, enquanto Jelle Vanendert atacava o grupo de favoritos. A 8.5 km da meta foi a vez de Jurgen Van Den Broeck de atacar e juntar-se ao seu companheiro. Os outros favoritos conseguiram igualar o ataque do belga da Lotto e era Wiggins e Froome a passar para a frente do grupo. O ritmo do duo britânico começou a ser demasiado forte para os rivais e os favoritos iam perdendo contacto, primeiro Tejay Van Garderen e Nibali e mais tarde Van Den Broeck, Rolland e Pinot.

A 2.5 km da meta Froome e Wiggins estavam isolados à frente dos rivais e apenas a 45 segundos de um cansado Valverde e foi nesta altura que Froome queria procurar a vitória na etapa e ganhar mais tempo a Nibali, mas era obrigado a esperar pelo seu líder quando se mostrava claramente mais forte. Com esta situação, Valverde ganhava a etapa com 19 segundos de vantagem para Froome e Wiggins, que fizeram 2º e 3º respetivamente.

As Classificações


A etapa de hoje resultou no alargar da diferença entre o duo da Sky para a concorrência e em algumas trocas de posições, com Zubeldia e Brajkovic a caírem posições. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Thomas Voeckler mantém a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Alejandro Valverde (Esp) Movistar – 4:12:11
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:00:19
3.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – s.t.
4.           Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:00:22
5.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:00:26
6.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – s.t.
7.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:00:37
8.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:00:54
9.           Christopher Horner (USA) RadioShack-Nissan – 0:01:02
10.        Daniel Martin (Irl) Garmin – Sharp – 0:01:11
32.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:06:55
47.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:15:02

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 78:28:02
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:41
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:53
5.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:08:30
6.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:09:57
7.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:10:11
8.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:10:17
9.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:11:00
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:11:46
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:29:43
52.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:40:01       

Antevisão do Tour: Etapa 17



A etapa nº 17 do Tour de France leva os ciclistas de Bagnères-du-Luchon a Peyragudes, na última etapa dos Pirenéus. Num percurso de 143.5 km (o mais curto desta edição do Tour, se excluirmos a etapa para Paris) e com alta montanha hoje é o dia para os últimos grandes ataques entre os homens que lutam pela classificação geral, entre os que ainda procuram uma vitória numa etapa e entre os que lutam pela classificação da montanha. Para tal, os ciclistas enfrentam 5 contagens de montanha, incluindo uma categoria extra e duas 1ª categoria, a caminho da meta que se situa no resort de desportos de inverno de Peyragudes, que faz hoje a sua estreia na Grande Boucle.

As Montanhas


  • KM 27.5 – Col de Menté 1349m – 9.3 km a 9.1% - 1ª Categoria
  • KM 55.5 – Col des Ares 797m – 6 km a 5.3% - 2ª Categoria
  • KM 76 – Côte de Burs 592m – 1.2 km a 7.6% - 3ª Categoria
  • KM 111.5 – Port de Balès 1755m – 11.7 km a 7.7% - Categoria Extra
  • KM 142.5 – Peyragudes 1603m – 15.4 km a 5.1% - 1ª Categoria


Curiosamente, os ciclistas começam a etapa de hoje na base da última subida do dia o que torna a etapa quase num circuito. Os primeiros km são feitos em ligeira descida. As tentativas de fugas irão suceder-se umas às outras, mas certamente que a fuga só ficará definida na 1ª montanha do dia, cuja ascensão começa logo ao km 17.

O Col de Menté é uma subida muito dura, como se pode ver no gráfico. Uma subida irregular com um miolo particularmente difícil, com inclinações médias entre os 9% e os 11%. Os 2 km seguintes “suaviza” para os 8% antes dos 300m finais outra vez a 10%. A descida de 15 km não é das mais técnicas, mas requer que seja feita com atenção.

Os ciclistas entram, após a descida, na parte da etapa mais calma e mais fácil. São 50 km em terreno acidentado ou plano. Os ciclistas passam pelo acessível Col des Ares, de seguida encontram 20 km de terreno sensivelmente plano antes da pequena colina de Côte de Burs. Após a contagem de 3ª categoria são 5 km planos até ao sprint intermedio, cujo o acesso é feito em terreno relativamente plano e sem qualquer dificuldade nos últimos 1500 metros, mais 5 km planos até à zona de abastecimento. A partir dessa zona os ciclistas começam ligeiramente a subir durante 10/15 km em direção ao início da única contagem de montanha de categoria extra do dia.

O Port de Balès é uma subida muito dura, apesar de só recentemente ter sido começada a ser utilizada no Tour, primeiro em 2007 e depois em 2010, onde foi palco do famoso caso da corrente de Andy Schleck. A subida é ingreme, mas com muitas alterações no gradiente de inclinação com zonas a 6.5% e outras zonas a 10%. De realçar que, apesar da organização só categorizar 12 km da subida, a ascensão começa bem mais cedo, com 6/8 km em subida antes de entrar nos km apresentados no gráfico.


A descida é longa, técnica e sinuosa com muitas curvas e contracurvas, mas também apresenta alguns km de plano. Quando a descida termina, os ciclistas entram logo em nova ascensão, no Col de Peyresourde. Ultrapassado já na etapa de ontem, no dia de hoje os ciclistas vão subir pelo lado de onde descerem na etapa anterior. O gradiente de inclinação é bem mais regular nesta subida e a ascensão será sempre feita entre os 7.5% e os 8.5%, exceto no km 3 que é a 4.5%. Após o topo os ciclistas entram numa descida curta de 2 km antes de voltarem a subir para a meta em Peyragudes.

O Final


Os ciclistas enfrentam os últimos km em subida do dia em direção à linha de meta. São apenas 3 km de ascensão, mas ainda com um km bem duro a 10%. A partir daí aligeira para os 7% e 6% para depois entrarem no último km da etapa que será em terreno plano. Estes km finais são a última oportunidade para os ciclistas fazerem as últimas diferenças de tempo nas montanhas do Tour de France.

Os Favoritos


É o último dia de montanha na 99ª edição do Tour de France e é também o mais curto. São as últimas oportunidades para os ciclistas que querem fazer diferenças de tempo na montanha, para os que querem vencer a camisola das bolinhas e para os que ambicionam com uma vitória em etapa nos Pirenéus.

No que diz respeito à classificação da montanha, a luta parece resumida a dois ciclistas que estão separados por apenas 6 pontos. Thomas Voeckler e Fredrik Kessiakoff terão necessariamente que lutar mais uma etapa pelos pontos nas principais montanhas do dia. Se ambos os ciclistas não tiverem em boas condições, poderá ser Chris Anker Sorensen a tomar conta da camisola das bolinhas, apesar de estar a 30 pontos de atraso.

Muitas equipas ainda não conseguiram vencer uma etapa nesta edição e hoje é provavelmente a última oportunidade para muitas delas. A Movistar é um desses casos e Juan Jose Cobo, com um 4º lugar numa etapa muito similar no Tour de 2007, pode muito bem tentar a sua sorte hoje, juntamento com o seu companheiro Alejandro Valverde. Após a tentativa falhada de ontem, seria interessante se hoje Brice Feillu e Daniel Martin estivessem outra vez ao ataque. A Rabobank tem também tentado muito nas últimas etapas e hoje pode ser o dia de Steven Kruijswijk.

Entre os homens que lutam por um lugar final no top10 em Paris, hoje é para muitos o último dia para fazer diferenças. E porque não atacar logo na primeira contagem de montanha do dia. Homens como Thibaut Pinot e Pierre Rolland sabem que com o contrarrelógio individual de sábado precisam de ganhar tempo a toda a concorrência. Com o muito tempo perdido ontem, Cadel Evans pode hoje tentar salvar a face ao atacar de longe. Jurgen Van Den Broeck tem a obrigação de atacar para tentar entrar no pódio, enquanto Vincenzo Nibali ainda é o único ciclista que pode pôr em perigo a camisola amarela de Bradley Wiggins.



A transmissão televisiva começa por volta das 12:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto por volta das 16:00. A etapa será transmitida na totalidade pela Eurosport e sendo uma das etapas mais importantes do Tour aconselho a ser acompanhada desde o seu início.

Chelsea vence Seattle Sounders no primeiro jogo da tour norte-americana


O Chelsea, vencedor da Liga dos Campeões na última temporada, bateu os Seattle Sounders por 2x4, no World Football Challenge, torneio que conta com Paris Saint-Germain, Real Madrid, Liverpool ou Milan.


Romelu Lukaku, que até tem vindo a ser apontado à saída de Stamford Bridge, marcou dois golos (2´e 43´), e Eden Hazard (10´) e Marko Marin (39´) fizeram os restantes.


No primeiro tempo, Roberto Di Matteo colocou a titular o guarda-redes Hilário, o internacional português Paulo Ferreira (substituído aos 63´por Saville) e o ex-benfiquista David Luiz.


Fredy Montero, aos 13´e aos 31´, marcou para a equipa de Seattle.


Os blues rumam agora a Nova Iorque onde vão defrontar o seu antigo técnico, Carlo Ancelotti, e o seu Pais Saint-Germain, naquele que será o primeiro jogo de futebol de sempre no novo Yankee Stadium.
Romelu Lukaku, Chelsea x Seatle (Foto: Agência AP)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Thomas Voeckler vence etapa 16 do Tour de France



Thomas Voeckler (Europcar) venceu a etapa 16 do Tour de France 2012, alcançando a liderança da classificação das montanhas pelo caminho. Voeckler fez parte de um grande fuga, mas acabou a etapa isolado, com Chris Anker Sorensen (Saxo Bank) a fazer 2º e Gorka Izaguirre (Euskaltel) a fazer 3º. Na luta pela classificação geral, Vincenzo Nibali, Christopher Froome e Bradley Wiggins terminaram a etapa juntos com quase um minuto de vantagem para Jurgen Van Den Broeck e quase 5 minutos de vantagem para Cadel Evans. Wiggins continua a envergar a camisola amarela.

A Etapa


A etapa nº 16 do Tour de France ligou as localidades de Pau a Bagnères-de-Luchon num percurso de alta montanha de 197 km. Com duas categorias extra e duas 1ª categorias, esta era uma das etapas mais importantes da 99ª edição do Tour de France. Após o 2º dia de descanso, os grandes favoritos à vitória final iriam lutar entre si num dia que prometia muito espetáculo.

Os km iniciais ficaram marcados pelas várias tentativas de fuga desde o km zero. Mas apenas ao km 20 a fuga ficou formada. Uma super fuga, composta por 38 elementos onde se inclui nomes importantes como Voeckler, Jens Voigt, Daniel Martin, Rein Taaramae, Brice Feillu, Laurens Ten Dam, Izaguirre, Rui Costa, Sérgio Paulinho, C. Sorensen, Fredrik Kessiakoff e Alexandre Vinokourov.

Ao km 26 os fugitivos passaram pelo sprint intermedio com Paulinho a passar em 1º lugar e com uma vantagem de 2’10. Os ciclistas começaram a subir a primeira categoria extra do dia e na secção inicial mais fácil da subida a vantagem da fuga rondava os 3’50. A ascensão foi feita a um ritmo regular e a vantagem da fuga não passava dos 3’50, com a Sky a controlar o ritmo no pelotão.

No topo da montanha houve luta pelos pontos da montanha, visto que muito dos homens que lutam por essa classificação estavam presentes na fuga. Voeckler passou em 1º lugar ao bater ao sprint o camisola das bolinhas Kessiakoff. Na descida a fuga ia lentamente ganhando vantagem enquanto uma queda no pelotão levou ao abandono de Vladimir Gusev.

Na zona de abastecimento ao km 87 a vantagem da fuga situava-se a 5’30, que se foi mantendo até aos ciclistas atingirem a base do Tourmalet. Danillo Hondo foi o primeiro a atacar o grupo de fugitivos mas o ataque mais a sério veio por parte de Daniel Martin. Ao ciclista irlandês juntou-se Kessiakoff e Ten Dam, enquanto o grupo de fugitivos começava a perder elementos.

Lentamente ao trio da frente juntava-se outros ciclistas da fuga e voltava-se a formar um grupo numeroso de 20 ciclistas na frente. Entretanto a vantagem da fuga para o pelotão foi aumentando e com menos de 70 km situava-se nos 7’30. Mais um ataque na frente envolvendo Martin, agora juntamente com Voeckler e Feillu. Contudo, os sucessivos ataques de Martin acabaram por ser demasiado para o ciclista irlandês que perdeu o contato com os dois franceses que lideravam a corrida. No topo do Tourmalet, Voeckler passou em 1º lugar à frente de Feillu e com uma vantagem de 10 minutos para o pelotão.

O duo francês manteve-se na frente da corrida na descida do Tourmalet e na ascensão do Col d’Aspin. Sorensen, Voigt e Vinokourov eram os homens mais próximo dos líderes da corrida com ainda vários pequenos grupos de fugitivos estendidos pela estrada. Enquanto Voeckler voltava a passar em 1º lugar no Col d’Aspin, o panorama no pelotão alterava-se com a Liquigas a liderar o pelotão aumentando muito o ritmo. Ivan Basso era o ciclista a impor o ritmo mais elevado e com isso vários ciclistas perdiam o contato com o grupo de favoritos, incluindo Cadel Evans. No topo da contagem de 1ª categoria Evans acumulava já um atraso de 40 segundos para o camisola amarela.

Na descida, Gorka Izaguirre juntava-se ao grupo de Sorensen na perseguição ao duo francês que continuava com 1’20 de vantagem. Evans conseguir juntar-se ao pelotão nos km anteriores à última subida do dia, o Col du Peyresourde. A 7 km do topo Voeckler deixou para trás Feillu enquanto Vinokourov perdia o contato com Sorensen, que chegava a Feillu e rapidamente ia em perseguição isolada ao Voeckler.

No pelotão a Lotto e a Liquigas aumentavam o ritmo na subida e Evans voltava a descolar do grupo de favoritos, assim como muitos outros ciclistas como Thibaut Pinot, Pierre Roland e Andreas Kloden. O trabalho de Basso reduzia o grupo de favoritos a 14/16 elementos e antevia um ataque do seu líder. De facto, Vincenzo Nibali atacou nos momentos seguintes e apenas Froome e Wiggins perseguiam o italiano da Liquigas, com todos os outros, incluindo Van Den Broeck, a ficarem para trás.

O duo britânico chegava-se a Nibali, enquanto Voeckler voltava a passar em 1º lugar no topo da montanha com 1’30 de vantagem para C. Sorensen. Nibali voltou a atacar já perto do topo mas Wiggins mostrou-se forte e foi o camisola amarela a juntar-se ao italiano com Froome na sua roda. Van Den Broeck liderava um pequeno grupo atrás do trio de favoritos que passou no topo com 47 segundos de atraso para o camisola amarela.

Na descida, Voeckler alargou a sua vantagem para Sorensen e tinha a vitória na etapa quase garantida. Sem incidentes durante a descida, Voeckler ganhava a etapa isolado e iria passar a liderar a classificação da montanha no final do dia. Chris Sorensen fazia 2º na etapa e Izaguirre batia Vinokourov ao sprint pelo 3º lugar. Wiggins, Froome e Nibali chegavam juntos com 7’10 de atraso para o vencedor e com sensivelmente um minuto de vantagem para Van Den Broeck. Evans chegava à meta com quase 5 minutos de atraso para o camisola amarela.

As Classificações


A etapa de hoje trouxe muitas diferenças de tempo e a nível de top10, Evans foi o mais afetado com a queda de o 4º para o 7º posto. Bradley Wiggins mantém a camisola amarela, Peter Sagan mantém a camisola verde, Thomas Voeckler passou a envergar a camisola das bolinhas e Tejay Van Garderen mantém a camisola branca.


Classificação da etapa:
1.           Thomas Voeckler (Fra) Europcar – 5:35:02
2.           Chris Anker Sorensen (Den) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:01:40
3.           Gorka Izaguirre Insausti (Esp) Euskaltel-Euskadi – 0:03:22
4.           Alexander Vinokourov (Kaz) Astana – s.t.
5.           Brice Feillu (Fra) Saur - Sojasun – 0:03:58
6.           Jens Voigt (Ger) RadioShack – Nissan – 0:04:18
7.           Daniel Martin (Irl) Garmin – Sharp – 0:06:08
8.           Simone Stortoni (Ita) Lampre – ISD – s.t.
9.           Giampaolo Caruso (Ita) Katusha – s.t.
10.        Laurens Ten Dam (Ned) Rabobank – 0:06:11
30.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:10:54
54.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:18:01

Classificação geral:
1.           Bradley Wiggins (GBr) Sky – 74:15:32
2.           Christopher Froome (GBr) Sky – 0:02:05
3.           Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale – 0:02:23
4.           Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto Belisol – 0:05:46
5.           Haimar Zubeldia (Esp) RadioShack-Nissan – 0:07:13
6.           Tejay Van Garderen (USA) BMC – 0:07:55
7.           Cadel Evans (Aus) BMC – 0:08:06
8.           Janez Brajkovic (Slo) Astana – 0:09:09
9.           Pierre Rolland (Fra) Europcar – 0:10:10
10.        Thibaut Pinot (Fra) FDJ-Big Mat – 0:11:43
18.        Rui Costa (Por) Movistar – 0:22:47
51.        Sérgio Paulinho (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 1:25:18       

Argentinos garantem Rojo no Sporting


A rádio argentina de La Plata garante que Marcos Rojo, que esteve na agenda do Benfica, vai ser jogador do Sporting.


O internacional argentino, garante a referida rádio, vai abandonar o Spartak Moskva, opnde está há uma época depois de ter deixado o Estudiantes, para ingressar no Sporting.


O lateral-esquerdo começou por ser apontado ao Benfica mas o Sporting terá entrado na corrida, garantindo a sua contratação, diz a imprensa argentina, por quatro milhões de euros.


Ibrahimovic em Paris


Negócio ficou fechado ontem à tarde e o jogador é apresentado hoje. PSG, Chelsea e Bayern são os principais investidores no mercado.


No Brasil já há quem lhe chame "Neymarketing" pela dimensão dos negócios que giram à sua volta. Neymar no Barcelona por 60 milhões de euros é a mais recente informação capaz de inflamar o até aqui morno mercado de transferências do Verão. Porém, enquanto não fica decidido este duelo que envolve o interesse do Real Madrid, ontem ficou fechada a contratação de Ibrahimovic pelo Paris Saint-Germain. Com este negócio, as transferências do internacional sueco já envolvem cerca de 191 milhões de euros.


"É um jogador espectacular e vai fazer História no PSG", admitiu Leonardo, director desportivo do clube gaulês. As negociações entre o Milan e o clube parisiense estavam em curso desde que se concretizou a passagem do central Thiago Silva para Paris. Desde que se evidenciou no Malmö, o dianteiro nunca mais parou de ganhar títulos e acumular experiências em equipas diferentes. Do Ajax para a Juventus, de Turim rumo ao Inter, de Milão para Barcelona, do Camp Nou para o regresso a Itália com a camisola do Milan, as mudanças geraram 168,5 milhões de euros. Com os 23 milhões envolvidos na operação francesa, o montante global vai rondar os 191 milhões, mantendo o sueco como o jogador que mais dinheiro movimentou em transferências entre clubes.


O acordo, alcançado ontem perto das 18 horas, prevê um compromisso válido por três épocas com um salário anual de 12 milhões de euros. O avançado viajou ainda ontem rumo a Paris e hoje à tarde, depois dos exames médicos, será apresentado. 


Antevisão do Tour: Etapa 16



A etapa nº 16 do Tour de France começa em Pau, cidade histórica dos Pirenéus, e num percurso de 197 km de alta montanha leva os ciclistas a Bagnéres-de-Luchon, outra localidade muito conhecida pelo público com mais de 50 presenças no Tour. O dia de hoje é reconhecido por muitos como a etapa rainha do Tour, com duas contagens de categoria extra e duas contagens de 1ª categoria e todas subidas históricas do Tour, como é o caso do Col d’Aubisque e o Col du Tourmalet. A última vez que o Tour terminou em Bagnéres-de-Luchon foi em 2010 com a vitória de Thomas Voeckler.

Antes do festival de montanhas, os ciclistas tem pela frente 40 km de falso plano. Na realidade, estes km iniciais são ligeiramente a subir até ao acesso da primeira contagem de montanha. Pelo meio, está situado ao km 26 o sprint intermedio. Os km de acesso ao sprint são feitos em terreno acidentado, como se pode ver no gráfico. Em situações normais, poderíamos ver as equipas dos sprinters a trabalhar para não deixar ninguém fugir até esse ponto de modo a que pudessem lutar pelos pontos máximos. Contudo, a vantagem de Peter Sagan é enorme e essa situação de corrida dificilmente acontecerá.

Após o sprint intermedio os ciclistas tem mais 15 km de ligeira subida. É nestes 40 km iniciais que se deverá forma a fuga do dia. Com tanta dureza pela frente, não é de esperar que o pelotão esteja com muita vontade de perseguir fugas durante uma hora. Espera-se, contudo, muitos ataques para formar a fuga, que deverá conter mais de 12 elementos, visto que as probabilidades de um homem da fuga ganhar a etapa são altas.

As Montanhas


  • KM 53.5 – Col d’Aubisque 1709m – 16.4 km a 7.1% - Categoria Extra
  • KM 120.5 – Col du Tourmalet 2115m – 19 km a 7.4% - Categoria Extra
  • KM 150.5 – Col d’Aspin 1489m – 12.4 km a 4.8% - 1ª Categoria
  • KM 181.5 – Col de Peyresourde 1569m – 9.5 km a 6.7% - 1ª Categoria


Ao km 40.5 os ciclistas iniciam a primeira das quatro contagens de montanha do dia, o Col d’Aubisque. Os primeiros km da subida são acessíveis, com os 7 km iniciais da subida a serem feitos a uma média de 5,5%. Se lembram-se bem, foi nestas rampas iniciais que Thor Hushovd lançou o seu ataque no Tour de 2011. Ao km 8 a estrada aumenta de inclinação para uns elevados 10% e a partir daí até ao topo nunca mais baixa dos 8% de inclinação com curvas “gancho” ingremes nos km finais.

Os ciclistas, após o topo do Col d’Aubisque, entram numa longa descida de 30 km, que é intermitente com pequenas zonas de plano. A descida será feita pelo lado do Col du Soulor e é técnica em algumas zonas. Após a descida os ciclistas encontram a zona de reabastecimento ao km 87 e percorrem 15 km em ligeira subida de acesso à segunda contagem de montanha de categoria extra, o Col du Tourmalet.

O Col du Tourmalet é provavelmente a subida mais mítica dos Pirenéus e é sem dúvida merecida desse título. Uma subida extremamente dura, muito por causa da sua irregularidade. Como podemos ver, raramente encontra-se dois km iguais seguidos, somente nos casos dos 4 km iniciais e entre o km 11 e o km 13. A subida começa em estrada larga, mas rapidamente a situação altera-se com algumas curvas “gancho” ao km 5. A subida entra na sua zona mais irregular enquanto a subida vai se tornando mais dura à medida que os ciclistas atingem o topo.

A descida de 15 km, apesar de incluir algumas curvas apertadas, não é tão técnica como a anterior e vai aligeirando à medida que os ciclistas vão descendo. Após a descida os ciclistas entram logo na próxima subida, o Col d’Aspin. Apesar de ser uma 1ª categoria, esta subida não é nada de especial. Os primeiros 8 km são feitos a 3% de inclinação para depois a estrada começar a subir a sério com 2 km a 8% mais 2 km a 7.5%.

Após mais 12 km de descida, os ciclistas enfrentam a ultima subida do dia, o Col de Peyresourde. Não é uma subida muito longa, mas é muito irregular com 3 dos 9 km a serem feitos a mais de 9% de inclinação. Uma subida complicada, que requer conhecimento tático e que seja feita de modo inteligente.


O Final


Após o topo da última contagem de montanha é quase sempre a descer até à meta. Depois de algumas curvas apertadas na parte superior da montanha, a descida torna-se mais fácil com zonas longas a serem feitas a alta velocidade. A descida termina quando faltarem 2 km para a meta. Existe uma curva muito apertada de 180ª dentro dos últimos 2000m e duas curvas de 90º à esquerda dentro dos últimos 1000m antes da reta da meta de 200m.

Os Favoritos


Com apenas mais duas etapas de montanha neste Tour, haverá certamente muitos ciclistas a tentarem entrar na fuga do dia com dois objetivos distintos: a vitória na etapa e a classificação da montanha. Com estes objetivos em mente, ciclistas como Michele Scarponi, Thomas Voeckler, Chris Anker Sorensen e Fredrik Kessiakoff tentaram a sua sorte ao longo da etapa.

Entretanto existem equipas desesperadas por vitórias em etapas, como é o caso da Movistar e da Euskaltel. Alejandro Valverde, Rui Costa, Gorka Izaguirre e Egoi Martinez são ciclistas que podem lutar hoje por esse objetivo. Daniel Martin tem hoje uma bela etapa à sua medida e Rein Taaramae já está muito afastado pela luta do top10, por isso estes dois ciclistas são boas apostas para o dia de hoje.

Entre os favoritos da classificação geral será certamente todos contra a Sky. Seria muito bom para o espetáculo que os grandes favoritos e principalmente as equipas da BMC, Lotto e Liquigas começassem logo ao ataque no Col du Tourmalet com o intuito de isolar os dois líderes britânicos. Se tal não for a estratégia, a ação ficará reservada para o Col du Peyresourde e depois com uma descida até à meta, o favorito a ganhar tempo será Vincenzo Nibali.


A transmissão televisiva começa por volta das 10:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport à mesma hora, com o final da etapa previsto por volta das 16:00/16:30. A etapa será transmitida na totalidade pela Eurosport e sendo uma das etapas mais importantes do Tour aconselho a ser acompanhada desde o seu início.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mauricio Soler anuncia a retirada do ciclismo



Mauricio Soler anunciou hoje que não regressa ao ciclismo profissional, 13 meses depois de sofrer uma queda quase fatal no Tour de Suisse que lhe causou lesões cerebrais. O Colombiano de 29 anos ficou com lesões permanentes e aceitou agora o facto de que não irá regressar ao ciclismo “Sobre recomendação do meu neurologista e dos meus conselheiros médicos, eu não vou poder voltar aos grandes esforços necessários à prática do meu desporto, o ciclismo, e por essa razão eu não vou regressar à competição”.

Soler mostrou-se ao mais alto nível no Tour de France 2007 com uma vitória em etapa e a conquista da camisola das bolinhas. Nos anos seguintes Soler esteve constantemente a sair e entrar em lesões com resultados intermitentes. Em 2011 o ciclista colombiano parecia voltar ao mais alto nível com uma vitória numa etapa do Tour de Suisse. Mas na etapa 6, enquanto ocupava o 2º lugar da classificação geral, o desastre aconteceu e Soler caiu numa das descidas iniciais da etapa. Mauricio Soler vai agora continuar a trabalhar com os médicos de modo a garantir uma boa qualidade de vida.

Frank Schleck testa positivo no Tour de France



Actualização: Através de um comunicado a RadioShack anunciou o afastamento de Frank Schleck do Tour de France. Sobre a substância detetada no teste feito ao ciclista luxemburguês a declaração afirma: "não é um produto que esteja presente em qualquer medicação usada pela equipa e a razão para a presença de Xipamide na amostra de urina do Mr. Schleck é desconhecida. Portanto, a equipa não é capaz nesta altura de explicar os resultados provenientes do teste".


Frank Schleck (RadioShack) está muito provavelmente de saída do Tour de France após ter testado positivo a um diurético ilegal. A UCI informou que num teste dentro de competição a 14 Julho feito ao ciclista luxemburguês revelou vestígios de um diurético Xipamide. Diuréticos são restritos no desporto, pois eles podem em alguns casos serem usados como agente adulterante. Num caso muito similar ao de Alexandr Kolobnev no Tour 2011, esta é uma substância menor e não significa que o ciclista é automaticamente retirado da corrida, mas a UCI espera que seja essa a decisão da equipa RadioShack .

“A UCI está confiante que a equipa do ciclista vai tomar os passos necessários de modo a garantir que o Tour de France continue em serenidade,” disse um responsável da UCI, “e que o ciclista tenha a oportunidade de preparar a sua defesa de modo adequado e dentro dos prazos legais, que permitem 4 dias para a que a amostra B seja analisada”.

Frank Schleck e a equipa RadioShack – Nissan ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Análise do Tour: Prize Money



O Tour está hoje no seu 2º dia de descanso na cidade de Pau nos Pirenéus. Os ciclistas vão aproveitar ao máximo o dia de hoje para descansar e preparar a última parte deste Tour que inclui ainda duas etapas de alta montanha e um contrarrelógio individual antes da consagração em Paris.

Enquanto no 1º dia de descanso fizemos uma pequena análise às figuras principais do Tour e classificamos as suas performances, neste 2º dia de descanso vamos fazer uma coisa diferente, mas que servirá o mesmo propósito, que é analisar o Tour e ver quem está melhor e quem está pior.

Hoje olhamos para o prize money até agora amealhado pelas equipas no Tour. Este aspeto do Tour de France sempre foi, na nossa opinião, muito interessante e pouco debatido/discutido e é uma ferramenta que ajuda-nos a perceber quem é que se destaca e quem está mais ativo dentro do pelotão, mas não necessariamente quem está em melhor forma, apesar de muitas vezes esse também ser o caso. É preciso também ter em mente, ao olhar para estes dados, que a maior fatia do prize money é dada em Paris.

Só para dar um exemplo, Haimar Zubeldia tem menos prize money do que o seu companheiro Jens Voigt. Contudo, se Zubeldia manter a sua posição dentro do top10 irá amealhar muito mais dinheiro em Paris do que Voigt. Ou seja, estes dados de agora não significam que Voigt está melhor do que Zubeldia, apenas que se mostra e se destaca mais com as suas fugas do que Zubeldia com os seus resultados dentro do top 20 em algumas etapas.

O gráfico acima mostra-nos qual é a situação neste momento e enquanto a Sky e a Liquigas a liderar faz todo o sentido, a Europcar e a FDJ tão perto da Lotto pode ser mais confuso (dica: os sprints intermédios ajudam muito). Um dado interessante: se Peter Sagan fosse uma equipa, ele estaria neste momento em 2º lugar no ranking do prize money e a Liquigas caía para trás da Euskaltel.

Vamos agora analisar as 22 equipas:


Ag2R La Mondiale: Jean-Christophe Peraud lidera com 4.800€, mas todos provenientes da etapa 12 onde terminou no 2º lugar. Sébastien Hinault arrecadou até agora 4.000€ a partir dos seus sólidos sprints com 6 etapas no top12, incluindo um 4º lugar. Nicolas Roche aparece em 3º com 3.190€ provenientes de 9 etapas a terminar no top20. Nota negativa para Maxime Bouet e Christophe Riblon cujos saldos estão a zero neste Tour. No geral, a Ag2R encontra-se no meio do pelotão, sinal de um Tour mediano por parte da equipa francesa.

Argos – Shimano: Apenas Tom Veelers se destaca nesta equipa profissional continental com 3.980€ provenientes do seu 3º, 4º e 6º lugar nas etapas 2,4 e 5. Órfã do seu homem principal Marcel Kittel, a equipa holandesa viu-se em dificuldades para apresentar resultados e a sua posição atrasada no ranking do prize money mostra isso mesmo. Um Tour negativo para já.

Astana: Fredrik Kessiakoff é o ciclista com maior destaque com 15.720€ muito devido às suas ações na montanha. Só por ter passado em 1º no Croix de Fer o ciclista sueco arrecadou 5.000€, devido ao bónus que se dá no ponto mais alto dos Alpes. Robert Kiserlovski, que abandonou na etapa 14, amealhou 5.720€ principalmente resultado da etapa 12, onde só o prémio da combatividade valeu 2.000€. Janez Brajkovic arrecadou 3.230€ dos seus top20 em 10 etapas diferentes. Nota negativa para Alexandr Vinokourov que se não tem produzido qualquer resultado de relevo neste Tour, tendo um saldo nulo. A Astana situa-se dentro do 1º terço do ranking e pode ainda receber bónus em Paris resultante da camisola das bolinhas e do top10 de Janez Brajkovic. Um bom Tour para a equipa cazaque.

BMC: Sem muitas surpresas, Cadel Evans é o líder com 13.000€, resultado de vários top20, especialmente dos dois 2º lugares nas etapas 7 e 8. Tejay Van Garderen amealhou até este momento 8.670€. Só a camisola branca trouxe 4.200€ e dois 4º lugares 2.400€. Em 8º lugar, esperava-se um pouco mais da BMC, especialmente com mais resultados por parte de Gilbert, 4 top10 rendeu 3.970€, e com Evans num nível mais próximo dos dois líderes da Sky. Contudo, a BMC ainda vai ter algumas oportunidades com Evans, que juntamente com Van Garderen deverão ser também premiados com bónus em Paris.

Cofidis: O líder no prize money da equipa francesa é Nicolas Edet, que com o prémio da combatividade e 3º no sprint intermedio da 1ª etapa amealhou 2.500€. Isto mostra bem a situação da Cofidis neste Tour, com Moncoutie já fora do Tour e sem brilhar nas montanhas e Taaramae muito longe dos lugares da frente, apesar de prometer muito nas etapas inicias. De facto, desde a etapa 8 que o único resultado de relevo é o 6º lugar na etapa 15 de Samuel Dumoulin, que é o 2º da equipa com 2.320€. Um Tour negativo para a Cofidis, que se encontra no último terço do ranking.

Europcar: A melhor equipa francesa e em 3º no ranking, com Thomas Voeckler a liderar os ganhos com 15.600€, resultado da performance nas etapas 10 e 15 onde terminou em 1º e 3º respetivamente. Pierre Rolland segue em 2º com 13.400€, que na etapa 11 juntou a vitória na etapa e o prémio de combatividade. De notar que só em sprints intermédios a Europcar amealhou 9.000€. Um Tour muito bom por parte da equipa profissional continental que aliado aos 2 vencedores de etapa tem outros ciclistas em boa forma como por exemplo, Cyril Gautier com 4.740€ de prize money.

Euskaltel-Euskadi: Sem Samuel Sanchez, a equipa basca tem tido dificuldades em produzir bons resultados, sendo o 3º lugar na etapa 12 de Egoi Martinez o ponto alto. Pablo Urtasun lidera o ranking, muito devido aos 3 sprints intermédios que lhe valeu 3.500€, seguido de Martinez com 3.330€. Com 2 etapas nos Pirenéus a Euskaltel ainda tem algumas oportunidades de se mostrar, mas para já encontra-se no último terço do ranking.

FDJ – Big Mat: A equipa francesa faz parte do lote de 4 equipas muito próximas umas das outras no 1º terço do ranking, estando atualmente no 5º lugar. O destaque cai em Thibaut Pinot, que arrecadou 15.840€ com o seu 1º e 2º lugar nas etapas 8 e 11 em principal destaque. Pierrick Fedrigo é o outro vencedor em etapa na equipa e com isso arrecadou 8.000€. Em sprintes intermédios a FDJ já arrecadou 5000€. Um Tour muito positivo para a equipa francesa, que tem também outros ciclistas com boas performance como é o caso de Sandy Casar (3.930€) e Matthieu Ladagnous (4.170€).

Garmin – Sharp: Com as sucessivas quedas na 1ª semana, que levaram ao abandono prematuro de Hesjedal e Danielson e deixaram debilitados a maior parte dos ciclistas, principalmente Farrar e Van Summeren, a equipa americana renasceu nas últimas etapas com a vitória de David Millar (9.900€) e o 2º lugar de Christian Vande Velde (4.000€) nas etapas 12 e 15 respetivamente. Nesta altura a Garmin encontra-se no a meio dos rankings. Uma nota menos positiva para Daniel Martin, que com apenas um 8º e um 17º lugar está com performances abaixo das expectativas.

Katusha: Uma das equipas pior colocadas no ranking, pouco ou quase nada se tem visto da equipa Russa. Denis Menchov lidera o ranking com 2.840€. Com quatro top 10 nas etapas 0,7,8 e 9 Menchov prometia inicialmente lutar por um lugar no top5, mas agora dificilmente vai conseguir entrar no top10. Com apenas 4 ciclistas a amealhar algum género de prize money (Menchov, Freire, Vorganov e Paolini), a pergunta impõe-se: o que é que mais de metade da equipa russa anda a fazer no Tour?

Lampre – ISD: A equipa italiana está na parte de baixo do 2º terço do ranking e tudo à custa de dois ciclistas: Alessandro Petacchi (6.230€), com um 2º lugar e outros 3 top10 e Michele Scarponi (4.650€) com outro 2º lugar. Apenas Danilo Hondo (600€) amealhou mais algum prize money com o seu 10º na etapa 13€, enquanto os outros 5 ciclistas tiveram em branco. Um Tour dececionante por parte da Lampre.

Liquigas – Cannondale: A outra equipa italiana está muito melhor que a sua conterrânea, ocupando o 2º lugar do ranking. Sem desrespeito pelas performances do 3º classificado na CG, Vincenzo Nibali, que com 12 top20 em etapas amealhou 6.110€, o prize money da equipa é basicamente o prize money de Peter Sagan. Sagan com 47.790€ é de longe o ciclista mais bem-sucedido neste Tour, a nível de prize money. Só para termos uma noção, apenas no prólogo é que Sagan não apresenta ganhos. 9 etapas a terminar no top10, 3 vitórias em etapas, top3 em sprints intermédios e em contagens de montanha, prémio de combatividade, melhor jovem em 8 etapas e 14 etapas a liderar a classificação dos pontos. Simplesmente brutal.

Lotto – Belisol: A Lotto ocupa o 4º lugar do ranking muito devido ao sucesso de André Greipel (32.730€) com três vitórias, dois 2º lugares e um 7º lugar. Jurgen Van Den Broeck aparece em 2º com 3.870€, resultado de seis top10. Um Tour muito positivo para a equipa belga, embora seria de esperar performances mais convincentes de Roelandts e Vanendert.

Movistar: A equipa espanhola ocupa o último lugar do ranking. De facto, apenas Vasili Kiryienka (1.150€), com a sua fuga na etapa 11, apresenta ganhos superiores a 1.000€. O vencedor da Vuelta 2011 Cobo só terminou uma etapa dentro do top20, outro vencedor da Vuelta Valverde terminou 2 etapas no top20 e o português Rui Costa terminou no top20 em três ocasiões. Com poucas oportunidades restantes para mostrarem bons resultados e apesar de ter sido alvo de muitas quedas, este Tour é muito bem capaz de se tornar num dos piores na história da equipa.

Orica GreenEdge: O líder em prize money na equipa australiana é, sem surpresas, Matthew Goss com 11.430€, resultado de cinco top10 e um 1º lugar num sprint intermedio. Daryl Impey (2.410€) e Brett Lancaster (1.380€) são os ciclistas que se seguem, curiosamente dois ciclistas que fazem parte do comboio final de Goss. Desilusão são as performances de Gerrans e Albasini que só terminaram no top20 numa etapa cada um e Weening que ainda apresenta um saldo nulo. No geral a Orica encontra-se a meio do ranking.

Omega Pharma – QuickStep: Peter Velits é o líder com 6.430€, devido a seis etapas no top20, incluindo um 3º lugar. Os outros ciclistas em destaque na equipa belga são Sylvain Chavanel (3.300€) com um 3º, 5º e um 12º e Dries Devenyns (2.760€) com dois 5º e um 10º em etapas. Desilusão por parte de Tony Martin, cujo único resultado significativo é um 12º no CRI, e por parte de Leipheimer, que prometia lutar por um lugar no top10 e está neste momento fora do top30 e o único resultado de relevo é um 20º na etapa 8. Um Tour aquém das expetativas.

Rabobank: A equipa holandesa foi uma das mais fustigadas pelas quedas da 1ª semana e encontra-se no meio do ranking, muito em parte de Luis Leon Sanchez, que além dos seus ganhos pessoais de 12.000€, resultado de uma vitória, um 4º lugar e um prémio de combatividade, também foi o responsável pelo prémio de 2.800€ para a melhor equipa da etapa 14. Bauke Mollema é o outro ciclista com algum destaque com um 11º, um 9º e um 5º lugar em etapas. Desilusão por parte de Renshaw, que apenas conseguiu um 9º lugar numa etapa.

RadioShack – Nissan: O ciclista que se destaca nesta equipa é sem dúvida Fabian Cancellara, que amealhou 18.450€. Um 1º, 2º, 3º e um 4º lugar em etapas e 7 dias de amarelo são os pontos altos do Tour do suíço. Os restantes ciclistas, excetuando Popoyich e Horner, encontram-se com ganhos entre os 1.500€ e os 2.500€. Isto reflete bem o problema dos homens da RadioShack que se encontram no top20 da CG: não há nenhum que se destaque nas etapas e marque a diferença. A RadioShack encontra-se no 1º terço do ranking e tem três prémios de melhor equipa na etapa. Somente a Sky arrecadou mais prémios de melhor equipa.

Saur – Sojasun: A Saur é a pior equipa francesa e ocupa o antepenúltimo lugar no ranking. Julien Simon é o único ciclista que se destaca com 2.700€ ao fazer top15 em 4 etapas. Desilusão por parte de Coppel, depois do seu 14º lugar no Tour 2011, e de Brice Feillu. Um Tour muito negativo por parte da equipa profissional continental.

Sky: Sem muitas surpresas, a equipa britânica lidera o ranking do prize money isolada. Por 7 ocasiões recebeu o prémio de melhor equipa da etapa, totalizando os ganhos nesse departamento em 19.600€ o que por si só seria superior aos ganhos de metade das equipas. Bradley Wiggins lidera com 21.310€, 11 etapas dentro do top20, incluindo uma vitória e dois pódios, e 9 dias a liderar a classificação geral, seguido de Christopher Froome com 17.270€, 9 etapas dentro do top 20, incluindo uma vitória e dois pódios. Edvald Boasson Hagen é outro ciclista em destaque com €9.680, 5 etapas no top10, incluindo 3 pódios, seguido de Mark Cavendish com 8.830€, uma vitória e um 5º lugar. Pequena desilusão por parte de Cavendish, que apesar de ter uma vitória em etapa, tem-nos habituado a muito mais em anos anteriores. Os números não enganam e a Sky é claramente a equipa dominadora deste Tour.

Saxo Bank – Tinkoff Bank: Com um plantel sem um grande nome, a Saxo Bank tem se vista obrigada a lutar por objetivos menores quando comparado com anos anteriores. Encontra-se na parte superior do 2º terço do ranking sem qualquer vitória em etapa, o que demonstra o esforço dos seus ciclistas. O destaque vai para Michael Morkov com 9.000€. As suas várias fugas resultaram em dois prémios de combatividade, nove 1º lugares em contagens de montanha e 6 dias com a camisola das bolinhas. De seguida encontra-se Nicki Sorensen com 4.700€, resultado da sua fuga na etapa 15 com o 4º lugar na etapa, o 1º lugar no sprint intermedio e o prémio de combatividade, e Juan Jose Haedo com 3.500€, resultado de um 8º, 5º e um 3º lugar em etapas. A fuga do Sérgio Paulinho na etapa 14 arrecadou 1.430€.

Vacansoleil – DCM: Em penúltimo lugar, a equipa holandesa é outra das equipas que foram muito afetadas pelas quedas, o que explica apenas em parte os maus resultados. Um 4º lugar de Kenny Van Hummel (1.880€), um 7º lugar de Marco Marcato (1.370€) e um 8º lugar de Kris Boeckmans (1.270€) são os resultados mais importantes da equipa. Desilusão por parte de Poels, Westra e Hoogerland. A Vacansoleil tem sido conhecida por se fazer sempre notar nas grandes voltas (o 3º lugar no Giro de De Gendt é um bom exemplo), o que é exatamente o contrário do que se passa neste Tour.

Entrevista com Micaela Matos




PN -> A seleção nacional feminina de sub-19 quando partiu para a Turquia, pensou em algum momento em acabar por ficar a tão pouco de uma final na sua primeira participação?


MM -> O nosso objetivo sempre foi dar o nosso melhor em todos os momentos. Sabiamos o valor das adversárias mas também tinhamos bem cientes as nossas capacidades!


PN -> Foi a única atleta a marcar pela seleção no Europeu, como se sentiu ao marcar um golo que deu as meias-finais a Portugal?


MM -> Senti-me muito bem. É sempre otimo marcar por a seleção seja em que jogo for. Mas no nosso primeiro europeu e numa vitória tão importante para a equipa tem um sabor ainda mais especial, é verdade.


PN -> Foi também campeã de juniores das associações de futebol da Guarda e de Viseu com o Escola, sente que foi a época perfeita?


MM -> Perfeita não foi porque há sempre aspectos que poderiam ser melhores, mas foi uma época com bastantes pontos possitivos sem dúvida!


PN -> Na próxima época, pode vir a subir aos seniores do Escola, o objectivo será qual? Conseguir a melhor posição na tabela classificativa ou tentar mesmo contrariar o favoritismo do 1º de Dezembro?


MM -> Já à algum tempo que faço parte do platel senior da equipa. A equipa junior surgiu posteriormente, ou seja, eu ja jogava nas seniores quando foi criada a equipa junior. Como tal, a partir desse momento passei a integrar as duas equipas, tentando sempre conciliar os jogos das juniores ao sabado com os jogos das seniores ao domingo.


PN -> Com esta brilhante campanha da seleção feminina, na próxima competição terão objectivos mais além ou os mesmos do principio do Europeu da Turquia?


MM -> Os objetivos serão os mesmos que referi na primeira questão. É normal que num proximo europeu possamos estar um pouco mais à vontade porque ja nao será o nosso primeiro. Mas o facto de ja nao sermos estreantes não nos dá vitórias. Temos de trabalhar do mesmo modo como temos vindo a fazer até aqui.


PN -> O que sentiu ao ser recebida por centenas de pessoas na chegada da seleção a Portugal?


MM -> Senti-me muito feliz. Senti que há pessoas que valorizam o nosso esforço e nós apoiam incondicionalmente. É optimo chegar ao nosso país e ver o nosso esdorço reconhecido!


PN -> Quais serão os seus sonhos/objectivos para o futuro?


MM -> Para um futuro próximo ambiciono continuar a ser chamada à seleção sub 19 e fazer um bom campeonato no clube. Posteriormente, gostava sem dúvida de vir a ser chamada para a seleção AA.


PN -> Sendo jovem (como nós), acha que com o sucesso da seleção no europeu de sub-19 na Turquia , pode começar a ganhar "fama" e portagonismo? Como pensa lidar com isso?


MM -> Não, não penso nisso. O futebol feminino em Portugal (infelizmente) ainda não é muito reconhecido, apesar de nestes últimos tempos ter evoluido muito!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Moreno Moser vencedor do Tour de Pologne 2012, Degenkolb vence ultima etapa



John Degenkolb (Argos) venceu a 7ª e última etapa do Tour de Pologne debaixo de uma chuva torrencial na cidade de Kraków. Degenkolb bateu ao sprint os ciclistas da Sky Mathew Hayman e Ben Swift. “Estou muito contente, no ano passado o meu colega Kittel foi o vencedor aqui, este ano foi a minha vez de vencer a última etapa” disse Degenkolb no final da etapa.

Moreno Moser (Liquigas) manteve a camisola amarela e sagrou-se o vencedor do Tour de Pologne 2012. O polaco Michal Kwiatkowski e o colombiano Sergio Luis Henao Montoya terminaram no pódio. “Eu cheguei a esta prova em boa forma, mas nunca pensei que fosse ganhar” disse Moser. “Estou super contente. Eu vou sempre lembrar-me da Polónia; este é o meu primeiro ano como profissional e aqui eu atingi o primeiro grande sucesso da minha carreira”.

As prestações dos ciclistas portugueses foi positiva: Tiago Machado terminou a prova em 8º e Bruno Pires em 14º.


Classificação da etapa:

1.       John Degenkolb (Ger) Argos-Shimano – 2:50:32
2.       Mathew Hayman (Aus) Sky – s.t.
3.       Ben Swift (GBr) Sky – s.t.
4.       Jacopo Guarnieri (Ita) Astana – s.t.
5.       Tosh Van Der Sande (Bel) Lotto Belisol – s.t.
6.       Theo Bos (Ned) Rabobank – s.t.
7.       Aidis Kruopis (Ltu) Orica GreenEdge – s.t.
8.       Filippo Fortin (Ita) Team Type 1 - Sanofi – s.t.
9.       Lucas Sebastien Haedo (Arg) Saxo Bank-Tinkoff Bank– s.t.
10.   Manuel Belleti (Ita) Ag2R La Mondiale – s.t.
26.   Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.
48.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – s.t.
78.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – 0:00:30

Classificação geral:

1.       Moreno Moser (Ita) Liquigas-Cannondale – 30:15:49
2.       Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quickstep – 0:00:05
3.       Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky – 0:00:16
4.       Alexandr Kolobnev (Rus) Katusha – 0:00:25
5.       Linus Gerdmann (Ger) RadioShack-Nissan – 0:00:28
6.       Rinaldo Nocentini (Ita) Ag2R La Mondiale – 0:00:29
7.       Jon Izaguirre Insausti (Spa) Euskaltel-Euskadi – s.t.
8.       Tiago Machado (Por) RadioShack-Nissan – s.t.
9.       Alexandre Geniez (Fra) Argos-Shimano – s.t.
10.   Rigoberto Uran Uran (Col) Sky – s.t.
14.   Bruno Pires (Por) Saxo Bank-Tinkoff Bank – 0:00:47
143.   Manuel Cardoso (Por) Caja Rural – 1:11:19