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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Antevisão do Tour: Etapa 15



A etapa nº 15 do Tour de France liga as localidades de Samatan a Pau, num percurso acidentado de 158.5 km. Enquanto Samatan estreia-se nas andanças do Tour, Pau é já uma das localidades mais conhecidas e históricas da Grande Boucle. De facto, Pau é a localidade com mais presenças no Tour com 64 etapas na história da prova a começar ou a acabar nesta cidade dos Pirenéus.

O Percurso


Quando o nome de Pau está situado à chegada ou no início de uma etapa, prevê-se uma etapa com muita montanha. Não é o caso do dia de hoje que, aparte de duas contagens de 4ª categoria e uma de 3ª categoria, vai ser percorrido em terreno relativamente plano e acidentado.

Da primeira metade da etapa não se espera muita história, sendo a formação da fuga do dia o ponto mais interessante dos primeiros 100 km. É de prever um início muito rápido da etapa com várias tentativas de fuga por parte de ciclistas de muitas equipas até que a Sky dê a sua “bênção” à fuga e ela seja livre de começar a aumentar a sua vantagem.

Estes 100 km iniciais são em terreno plano mas recheados de pequenos sobe-e-desce ao longo do percurso. No papel não é relevante, mas após mais de 2 semanas e de 2500 km em corrida haverá certamente ciclistas que não irão apreciar estas mini-dificuldades. Ao km 101.5 encontra-se o sprint intermédio. Como podemos ver, os 3 km de acesso são completamente planos e todos feitos numa longíssima reta. Com Peter Sagan já a quase 100 pontos do 2º classificado os seus rivais vão começando a anunciar a derrota e estes sprints intermédios vão perdendo o seu interesse.

Após o sprint intermédio os ciclistas enfrentam as colinas do dia. São 3 contagens de montanha espalhadas por 30 km. As três colinas são relativamente idênticas, entre 1.5 e 2.1 km e entre 5.3% e 6.3%, e fáceis de ultrapassar, por isso não se espera muita ação nestas contagens de montanha. Se por acaso a fuga estiver neste ponto praticamente condenada, estas subidas podem servir de rampa para um fugitivo ainda sonhar com a vitória na etapa.

O Final


A última das três contagens de montanha está situada a 30 km da meta. Estes 30 km finais vão ser percorridos em terreno praticamente plano. Como podemos ver no gráfico, os 5 km finais são completamente planos e propícios a uma chegada em pelotão compacto para ser disputada pelos sprinters. Existem vários pontos de perigo dentro dos últimos km, com várias rotundas e curvas de 90º, principalmente entre os 7 e os 3 km finais. Os últimos 2000 metros são mais simples, com apenas uma curva apertada à direita e uma curva longa à esquerda já dentro do último km. A reta final para a meta é de 600m feita numa estrada com largura de 8.50m.

Os Favoritos


No papel, esta etapa é destinada aos sprinters. Mas com muito Tour já nas pernas dos ciclistas, as equipas encontram-se mais fracas e a perseguição torna-se mais complicada. Por isso, não será de espantar que a fuga venha a ter êxito. Na minha opinião, as probabilidades de um sprint compacto em relação a uma fuga bem-sucedida é de 50/50.

Com o Tour a ser dominado pelas equipas da Sky, Liquigas e Lotto Belisol (as três em conjunto já amealharam 9 etapas), existem muitas equipas que vão sair das 3 semanas sem uma vitória. Por isso, essas equipas vão tentar ao máximo colocar homens em fuga na esperança da fuga resultar. A Argos é um desses casos e já sem Kittel e Veelers, podemos esperar Koen de Kort na tentativa de fuga de hoje. Outros nomes a ter em conta são o de Luis Angel Maté (Cofidis), Marco Marcato (Vacansoleil) e Luca Paolini (Katusha). A etapa de hoje passa por estradas muito conhecidas de Pierrick Frédigo e o homem da FDJ poderá tentar a sua sorte hoje.

Entre os sprinters, o favoritismo cai no germânico André Greipel. Enquanto que Peter Sagan esteve escapado na etapa anterior e Mark Cavendish foi visto a trabalhar imenso, Greipel será dos sprinters mais fresco, juntamente com Matthew Goss. Yauheni Hutarovich ainda se encontra em prova e Sébastien Hinault tem efetuado resultados consistentes, os dois ciclistas podem hoje pôr os grandes sprinters à prova.

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