A etapa nº 5 do Tour de France 2012 liga as cidades de Rouen a Saint-Quentin num percurso de 196.5 km. Rouen aparece pela 2ª vez
neste Tour, após ter recebido a etapa anterior, e Saint-Quentin é utilizada no
Tour pela 3ª vez na história. Saint-Quentin foi premiada pelo L’Equipe como a
cidade mais desportiva em França em 2011. O Tour mais uma vez percorre as
estradas do norte de França, o que sugere mais uma etapa para ser discutida
pelo sprinters. No Tour de 2006, a chegada a Saint-Quentin foi ganha pelo
australiano Robbie McEwen.
Apesar de haver pequenas subidas ao longo do perfil, nenhuma
delas merece por parte da organização o estatuto de contagem de montanha,
tornando a etapa na 1ª deste Tour sem qualquer pontos para atribuir na
classificação da montanha, excluindo o prólogo obviamente. Por isso, estamos a
olhar, na teoria, para um perfil da etapa completamente plano.
A fuga do dia está praticamente condenada ainda antes de ser
formada e o único ponto de interesse na etapa à primeira vista é o sprint
intermédio. Uma nota para o facto de as previsões meteorológicas apontarem
chuva para o dia todo. Esperemos que tal não venha afetar o pelotão com o
surgimento de quedas, principalmente nos km que antecedem a meta.
Sprint Intermédio
O sprint intermédio está situado um pouco depois do meio da
etapa, ao km 109. Como podemos ver pelo gráfico, os km de acesso ao sprint
intermédio são feitos em ligeira descida, o que indica que os ciclistas vão chegar
ao sprint a uma velocidade muito rápida. Os últimos 3 km até ao sprint são
feitos todos numa única e longa reta, por isso não existe qualquer género de
problemas ou dificuldades. Espera-se um sprint limpo entre os favoritos à
camisola verde, apesar de a possibilidade de um vencedor que não seja Peter Sagan seja cada vez mais remota.O Final
Numa etapa destinada para ser discutida pelo pelotão ao
sprint, a organização decidiu mais uma vez adicionar mais qualquer coisa para
apimentar o final, o último km no caso da etapa de hoje. Como podemos ver no
gráfico, o último km vai ser feito ligeiramente a subir. Com uma inclinação
média de 2,8%, a estrada só começa mesmo a subir a 700m com uma inclinação de
3/4% e torna-se plana a 150 metros com uma ligeira curva para esquerda. Um
final que requer muita potência por parte dos sprinters e que pode trazer
alguns outsiders a tentar a sua sorte.
Os km anteriores à meta também vêm com algumas dificuldades,
acentuadas com a possibilidade de chuva. Uma curva apertada à direita aos
3000m, uma curva a 90º à esquerda logo a seguir ao sinal de 2000m e, por fim,
uma curva muito apertada à esquerda seguida de rotunda antes de passar pela flamme rouge.
Os Favoritos
Mais uma vez, o comboio e o posicionamento vão ser vitais
para quem quer discutir o sprint final. Depois da vitória de ontem, André Greipel tem de ser visto como o
principal favorito ao dia de hoje. Tanto o germânico como o australiano Matthew Goss estarão, à partida, com melhores
chances de vitória, visto que são os únicos que dispõe de um comboio a sério.
Com esta ligeira inclinação no último km, Goss pode ter uma verdadeira hipótese
de vitória, assim como Tom Veelers,
que também gosta de um sprint ligeiramente a subir e que tem trazido bons
resultados nos últimos sprints.
Incógnita será Mark
Cavendish, que com a queda de ontem juntamente com o seu fiel ajudante Bernhard Eisel, pode não se apresentar
na melhor forma para discutir o sprint. Nesse caso, espera-se que Edvald Boasson Hagen apareça a
contestar o sprint. Peter Sagan é já um dado adquirido que estará nos primeiros
lugares, mas hoje tem uma melhor oportunidade de discutir com os sprinters a
vitória. Oscar Freire poderá hoje
finalmente aparecer no sprint.
A transmissão televisiva começa por volta da 13:00, podendo acompanhar
a etapa na Eurosport por volta da mesma hora, com o final da etapa previsto para as 16:00/16:30. Hoje muito provavelmente, a ação aparecerá apenas
na última meia hora de corrida.


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