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sábado, 7 de julho de 2012

Antevisão do Tour: Etapa 7



A etapa nº7 da 99ª edição do Tour de France abre as hostilidades na luta pela classificação geral, num percurso de 199 km que liga Tomblaine a La Planche des Belles Filles, ambas as localidades estreantes na Grande Boucle. A primeira etapa com chegada em alto não vai decidir o Tour, mas vai começar a moldar o top10 final.

A primeira parte da etapa apresenta, no papel, pouca história. Com as 3 contagens de montanha situadas na 2ª metade de corrida, uma a coincidir com a meta, a 1ª metade vai ser destinada à formação da fuga e ao alargamento da sua vantagem. Com um pelotão ainda a lamber as suas feridas da queda de ontem, espera-se um ritmo tranquilo.

A fuga de hoje pode, ao contrário de dias anteriores, conter mais elementos (por volta de uma dúzia de ciclistas), dependendo dos interesses dos que lutam pela camisola verde, pois o sprint intermedio situa-se mesmo antes da 1ª contagem de montanha. Contudo, e como podemos ver no perfil da etapa, os km de acesso ao sprint vão ser feitos em ligeira subida, o que pode afastar os sprinters de contestar os pontos. Caso venha haver sprint, Peter Sagan será o ciclista com mais chances de amealhar os pontos, juntamente com Matthew Goss.

As Montanhas


  • KM 112 – Col de Grosse Pierre 956m – 3.1 km a 6.4% – 3ª categoria
  • KM 150.5 – Col du Mont de Fourche 633m  – 3.1 km a 6.4% – 3ª categoria
  • KM 199 – La Planche des Belles Filles 1035m – 5.9 km a 8.5% – 1ª categoria

Após o sprint intermédio, os ciclistas vão andar sempre a subir ou a descer.  As duas contagens de 3ª categoria são idênticas no perfil, são relativamente fáceis de ultrapassar e com a última a estar situada a 50 km da meta não se espera que as duas contagens venham a ter influência no decorrer da etapa. Após o Col du Mont de Fourche, a etapa vai descendo até à subida final, passando por algumas pequenas ascensões que não foram categorizadas pela organização.

Como podemos ver, ainda não estamos em altas montanhas, o ponto mais alto situa-se ligeiramente acima dos 1000m de altitude, por isso não é de esperar uma verdadeira etapa de montanha, como iremos ter lá mais para a frente. A decisão da etapa e a luta entre os favoritos vai se resumir à última montanha.

O Final


Ainda antes dos ciclistas entrarem na subida final do dia, convém realçar um aspeto importante: o acesso à subida vai ser feito numa pequena mas manhosa descida de 2km. O posicionamento pelos favoritos nesta descida será muito importante.

Recentemente asfaltada para o Tour, a subida é, como podemos ver no gráfico, ingreme suficiente para criar diferenças, com várias rampas acima dos 11%, mas não longa o suficiente para essas diferenças tornarem-se em minutos, apenas 5.9 km. São 5.9 km que vão por em dificuldade os ciclistas, com várias rampas de elevada inclinação, apesar de também haver pequenas micro-descidas.

Com o gradiente de inclinação constantemente a alterar-se, a subida vai assentar a ciclistas explosivos e que tenham capacidade de variar muito o ritmo. De realçar também os últimos metros da subida. Se à entrada dos últimos 500m ainda estiver um grupo de ciclistas pequeno na frente da corrida, existe uma última oportunidade de saltar desse grupo e procurar a vitória na etapa e preciosos segundos. Os últimos 300m têm uma inclinação média de 14%, com um período de 60m a 20%. Seguramente a vitória na etapa será decidida nesta rampa, caso não chegue um ciclista isolado.

Os Favoritos


Se normalmente a 1ª etapa de montanha é que traz mais incertezas em relação à forma dos ciclistas, após as quedas da etapa de ontem as incertezas aumentam exponencialmente. Com tantos ciclistas de renome a sofrerem quedas, é difícil avaliar a sua forma e a sua condição física para uma chegada em alto. Por isso, o favoritismo cai nos ciclistas que escaparam às quedas mais sérias. Cadel Evans, Samuel Sanchez, Vincenzo Nibali e Jurgen Van Den Broeck surgem como principais favoritos a ganhar terreno e a etapa à concorrência, tendo em conta as quedas de ontem e o perfil da subida final.

Bradley Wiggins não vai se apresentar com uma mentalidade ofensiva devido ao facto de as constantes variações de inclinação não serem favoráveis ao britânico, optando por uma tática mais de contenção e de minimizar perdas de tempo. Andreas Kloden, Denis Menchov e Levi Leipheimer serão outros favoritos a juntarem-se ao britânico na atitude defensiva.

A subida também pode dar a oportunidade a homens de 2ª linha dentro das equipas terem alguma liberdade para atacarem. Peter Velits, Haimar Zubeldia e Christopher Froome podem ser alternativas aos seus líderes para discutir a etapa, como é o caso do português Rui Costa, apesar do Rui estar numa situação diferente, visto ser o homem da equipa mais bem colocado.

Uma menção especial a um ciclista local, Thibaut Pinot, grande esperança francesa para o futuro, tem mostrado grande potencial para a montanha e pode hoje tentar a sua sorte. Outra possibilidade é uma fuga alcançar a vitória na etapa, e nesse caso, homens como David Moncoutie e Chris Sorensen podem ser bem-sucedidos se ingressarem na fuga do dia. Existem depois vários outros favoritos, mas que estiveram envolvidos em quedas e a sua forma física é desconhecida no presente momento, mas se estiverem recuperados, homens como Frank Schleck, Robert Gesink, Pierre Roland e Alejandro Valverde podem também lutar pela vitória.



A transmissão televisiva começa por volta das 13:00, podendo acompanhar a etapa na Eurosport por volta da mesma hora e na RTP2 por volta das 15:00, com o final da etapa previsto para as 16:00/16:30. Os ataques entre os favoritos aconteceram apenas na subida final, que deverá ser percorrida em 10 minutos, mas a última hora de corrida terá especial interesse ao nível tático.

Para os interessados, fica aqui um link com várias fotografias da última subida do dia:
http://www.cyclismactu.net/news-tdf-cyclism-actu-a-teste-la-planche-des-belles-filles-25857.html

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